A.I.L.A aposta na IA para criar uma atmosfera de Terror | Review…

A.I.L.A aposta na IA para criar uma atmosfera de Terror | Review…

4 minutos 25/11/2025

Tivemos aproximação antecipado ao A.I.L.A, o novo projeto da Pulsatrix, e finalmente podemos expor se o jogo corresponde à expectativa criada desde as primeiras demonstrações. A curiosidade em torno do título não surgiu à toa. Desde os trailers iniciais, já era verosímil perceber que o estúdio buscava vangloriar seu próprio padrão.

Vale lembrar que apostar em gráficos realistas não é alguma coisa geral entre equipes menores, mas essa ousadia já fazia secção da identidade da Pulsatrix desde Fobia: St. Dinfna Hotel, lançado em 2022. O primeiro jogo da desenvolvedora chamou atenção justamente por entregar um visual supra da média para a cena pátrio.

Assim, o sucesso de Fobia permitiu que o estúdio se estruturasse melhor, ampliasse sua equipe e encarasse desafios maiores. Agora, com A.I.L.A, a Pulsatrix demonstra que está pronta para dar mais um passo adiante.

Sinopse

A.I.L.A

A.I.L.A conta a história de Samuel, um beta tester especializado em jogos de terror que precisa calcular um novo sistema de verdade virtual controlado por perceptibilidade sintético. Usando um aparelho parecido com um cimeira VR, Samuel mergulha em diversas simulações que vão se moldando para provocar susto, tensão e reflexão, enquanto a própria IA aprende e evolui com o jogador.

A história mistura a teoria de mundos simulados, inteligências artificiais em adaptação estável, perigos psicológicos e os efeitos que isso pode ter sobre a mente. É um jogo que trabalha com camadas narrativas e revela suas respostas aos poucos.

História e atmosfera

A narrativa de A.I.L.A é o grande destaque. Ela progride de forma inteligente, com plot twists e revelações constantes que aprofundam ainda mais a relação entre o jogador, Samuel e a perceptibilidade sintético. Aliás, a forma uma vez que o jogo entrega pequenas pistas, deixa perguntas no ar e, só mais tarde, conecta tudo de maneira lógica é muito satisfatória.

A atmosfera funciona muito muito. A trilha sonora, o silêncio, o som envolvente, portas rangendo, ruídos à intervalo. E simples, o susto estável de que alguma coisa pode sobrevir a qualquer momento. Dissemelhante de outros jogos do gênero, o terror em A.I.L.A não é exclusivamente feito de sustos “baratos”, mas sim de construção emocional.

Visual e desempenho

Jogamos a versão de PC. A direção de arte entrega cenários impressionantes, detalhados e variados, principalmente considerando o time independente e as limitações de recursos. Algumas áreas, inclusive, são visualmente marcantes e mostram a originalidade da equipe.

Por outro lado, a performance ainda precisa de otimização. Mesmo com hardware potente, houve quedas de FPS e micro travamentos. Também existem alguns problemas visuais em modelos específicos de inimigos, que não acompanham o mesmo nível dos cenários.

Algumas coisas devem ser ajustadas em updates futuros, mas precisa ser mencionado.

Gameplay: exploração, puzzles e combate

O gameplay de exploração funciona muito muito. A estrutura é clássica: procurar chaves, penetrar portas, encontrar ferramentas e resolver puzzles. No universal, a sensação estável de invenção é muito boa.

Os puzzles são interessantes e criativos. Alguns exigem lógica, outros percepção e alguns até matemática. Funcionam uma vez que respiro entre tensão e combate.

O combate, no entanto, é o ponto que mais precisa evoluir. O melee é restringido e poderia ter mais impacto. A variedade de armas funciona, mas falta fluidez e naturalidade nos confrontos corpo a corpo. Inclusive, o feedback de impacto poderia ser melhor e alguns hit-boxes estão inconsistentes.

Ainda assim, o combate funciona e tem momentos de destaque, principalmente quando combinado com exploração e tensão.

Terror

A.I.L.A acerta muito no terror psicológico e esse elemento brilha no jogo. Ele sabe quando assustar, quando pressionar, quando deixar o jogador confortável e quando remover esse conforto. É imprevisível de maneira inteligente.

A combinação narrativa + atmosfera dá muito notório. E alguns momentos com manequins… traumatizam.

Pontos a melhorar

  • Performance e otimização universal
  • Hitboxes inconsistentes em combate
  • Melee fraco
  • Falta opção de pular cutscene
  • Save points inconsistentes

Zero que destrua o jogo, mas vale comentar.

Considerações finais

A.I.L.A é um marco importante para o cenário brasiliano. É ávido, corajoso, emocional, criativo e pleno de boas ideias narrativas. Tem problemas técnicos, mas o que ele acerta é tão relevante que compensa.

É um game que merece atenção e suporte.


A.I.L.A:

A.I.L.A se consolida uma vez que um marco para o cenário brasiliano. É um jogo ávido e criativo que brilha em suas ideias narrativas. Mesmo com falhas técnicas, seus acertos são fortes que superam qualquer tropeço, tornando-o um título que merece atenção e suporte.
Alepitekus

von 10

2025-11-25T11:00:38-0300

Recebemos A.I.L.A gratuitamente para review e agradecemos à Pulsatrix pela crédito.

Fonte

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