A Investigação Póstuma inspirado em Machado chega em 2026

A Investigação Póstuma inspirado em Machado chega em 2026

4 minutos 10/12/2025

A Investigação Póstuma — Quando Machado de Assis Encontra o Arcano dos Games. Por Kazin Mage, o mago que lê linhas, entrelinhas e mundos inteiros ✨

Há obras que, ao serem tocadas, ecoam uma vez que sinos de bronze na espírito brasileira. Machado de Assis é uma delas. E agora, viajante, um mandinga vasqueiro se ergue sobre o cenário vernáculo dos videogames: A Investigação Póstuma, jogo que ousa invocar dos túmulos literários zero menos que Brás Cubas, o defunto-autor mais irônico da história — e transformá-lo num caso digno de detetives, lupas e loops temporais.

Sim. Machadão em forma de jogo.

E não um jogo qualquer — mas um thriller noir ambientado no Rio de Janeiro de 1937, com fumaça de lampião, suspeitos cheios de tiradas mordazes, e diálogos banhados naquela ironia que só Machado sabia ortografar… e que o Mother Gaia Studio, junto da CriticalLeap, parece ter decantado com desvelo alquímico.

✨ O Fantasma de Brás Cubas Lhe Contrata, e Isso É Só Terça-Feira

No universo de A Investigação Póstuma, o jogador veste o casaco puído de um detetive encarregado de desvendar… a morte de Brás Cubas.

Sim, ele mesmo. O próprio morto te contrata, em pleno arremedo machadiano de um plot twist que só faria sentido vindo de nosso bruxo do Cosme Velho.

Recluso em um loop temporal, você vive o mesmo dia inúmeras vezes — cada repetição revelando engrenagens diferentes, conversas ocultas, segredos mal costurados e escolhas que podem mudar tudo. Uma mecânica que combina literatura clássica com aquele sabor de investigação que lembra Outer Wilds, The Sexy Brutale e narrativas interativas que dobram os limites do tempo.

Mas cá, dissemelhante dos reinos mágicos que costumo explorar, a feitiçaria vem das palavras. Da sutileza. Da ironia elegante, quase cruel, que sempre marcou a pena de Machado.

✨ Um Noir Machadiano: Onde a Ironia Fuma Charuto com o Mistério

Situado no Rio de Janeiro de 1937, o jogo mistura:

  • becos úmidos,

  • repartições públicas cheias de ecos,

  • personagens que falam mais do que deveriam,

  • e suspeitos que guardam segredos sob camadas de veludo e sarcasmo.

É Machado de Assis filtrado pelo cinema noir.
Uma alquimia ousada… e deliciosa.

O tom irônico de Memórias Póstumas é respeitado — e expandido. A equipe estudou as obras, anotou conexões possíveis entre personagens de vários livros do responsável, criou reencontros impossíveis e teceu um universo intertextual digno de uma roda espírita literária.

Não é só um jogo fundamentado em um livro. É uma porta de ingresso para o machadoverso.

✨ Personagens Reimaginados, Mas Nunca Traídos

Bruno Toledo, diretor da obra, confirma: Cada personagem foi reesculpido uma vez que quem restaura estátuas quebradas. Mantêm suas características originais — tiques, falas, vícios, neuroses — mas agora respiram dentro de um cenário noir interativo.

É uma vez que se o jogador, ao entrar no game, folheasse um livro que se mexe. Porquê se cada escolha sua reescrevesse uma crônica que Machado teria sorrido ao ler.

Machado, esse mago das entrelinhas, aprovaria.

✨ Loop temporal uma vez que utensílio literária

Viver o mesmo dia várias vezes é, no fundo, um manobra machadiano.
É revisitar a narrativa.
É enxergar uma mesma cena com outras lentes.
É entreter com o narrador.
É a consciência da consciência — forma favorita de Machado entreter com seus leitores.

A Investigação Póstuma transforma isso em jogabilidade.
E faz parecer óbvio: uma vez que ninguém pensou nisso antes?

✨ Um dos Destaques do Latin American Games Showcase

Durante o LAGS, o jogo foi recebido uma vez que se um espírito vetusto tivesse descido ao palco. O trailer revelou a atmosfera densa, os personagens misteriosos, a construção textual afiada… e aquela pitada de humor sombrio que só funciona quando misturada com mortes mal explicadas.

O lançamento está previsto para o 1º trimestre de 2026 para PC, com demo disponível no:

✨ O Pretérito Invade o Presente — E É Coisa Nossa

Num mercado raramente oferecido a recriar literatura brasileira, A Investigação Póstuma é mais que um jogo.
É um gesto cultural.
É um mandinga de preservação.
É uma reverência ao maior bruxo das letras nacionais, Machado de Assis — esse conjurador de ironias que transformou o Rio vetusto num palco metafísico de paixões, memórias e contradições humanas.

Ver esse universo transportado para o videogame é um presente.
Um portal.
Uma ponte entre mídias, séculos… e imaginários.

E que orgulho ver isso surgir das mãos de um estúdio brasiliano.

✨ Que venham as pistas, os suspeitos e os sorrisos tortos

Brás Cubas retorna das sombras. O jogador assume o papel do detetive que ele nunca pediu, mas que agora precisa. E nós, leitores-jogadores, ganhamos a chance de visitar o machadoverso através de uma mídia que ele não imaginou — mas que certamente apreciaria.

Se Machado escreveu “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma indivíduo o legado da nossa miséria”,
agora podemos expor que transmitiu sim — transmitiu misérias, ironias, segredos e risos através de gerações… até se transformar em jogo.

E que jogo promissor.

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...