Battlefield 6 enfrenta filas enormes com 500 mil jogadores

Battlefield 6 enfrenta filas enormes com 500 mil jogadores

3 minutos 10/10/2025

Segundo relatos no Steam (e confirmados cá pelo tio RumbleTech, que ficou olhando o carregamento por 20 minutos comendo fandangos), as filas chegaram a meio milhão de jogadores. Isso mesmo, 500 milénio soldados aguardando pacientemente pra entrar na guerra — tipo um catálogo mundial, só que sem a segmento da farda e com muito mais palavrão.

“Fileira é teor”, disse ninguém nunca

A desculpa solene da EA é que as filas foram “ativadas para manter as coisas tranquilas e estáveis”. Tradução: os servidores tavam pedindo chuva e a gente tá empurrando com a bojo pra não desabar tudo de uma vez.

E o mais irônico? Até a campanha single-player exige conexão com os servidores. Ou seja, você paga dispendioso pra jogar sozinho, mas ainda precisa disputar vaga com a galera do multiplayer. É tipo querer ver Rambo II no VHS, mas ter que pedir senha pro síndico pra usar o videocassete.

A EA ainda mandou aquele juízo clássico: “Ah, se o botão Jogar não comparecer, reinicie o Steam.” É o famoso método de TI dos anos 80: desligar e vincular. Faltou só o “assopra o cartucho e tenta de novo, recruta.”

“Aguardando na fileira – posição 498.382”

No auge da manhã, os jogadores relatavam filas de 500 milénio pessoas. Isso é mais gente do que a plateia de um show do Rock in Rio esperando o Guns N’ Roses atrasar duas horas. A galera postava print, fazia meme, uns já estavam quase completando o álbum de figurinhas do Battlefield Queue Simulator 2025.

E sim, o RumbleTech testou — porque cá a gente sofre junto. Deu 20 minutos pra entrar, tempo suficiente pra preparar um moca, remunerar um boleto e lembrar dos bons tempos em que você colocava o CD de Battlefield 2 e ele só perguntava se queria jogar ou não.

Mas olha, justiça seja feita: depois desse perrengue inicial, as filas diminuíram. Agora dá pra entrar direto, sem sentir que você tá tentando embarcar num ônibus da VASP em feriado prolongado.

EA e o looping do lançamento

Parece até tradição: Battlefield novo, caos novo. A DICE e a EA juram que “agora vai”, mas o resultado é sempre o mesmo — filas, crashes, e o servidor com mais lag que conexão discada tentando rodar ICQ e Napster ao mesmo tempo.

Mas… eu vou te expressar, mesmo com tudo isso, quando o jogo finalmente abre… meu Deus, que delícia de guerra do dedo! O troada tá visceral, os tanques rugem bonito, e a ruína de cenário é tão satisfatória que até o Michael Bay choraria de emoção. Só precisava mesmo de um servidor que não parecesse um 486 rodando Windows 95.

Uma guerra de paciência

Agora, convenhamos: ver a galera reclamando de fileira também tem seu lado poético. Nos anos 80, o sumo de “espera” que a gente tinha era rebobinar a fita da locadora pra ver o final de RoboCop. Hoje, o jogador moderno tá na fileira pra explodir helicóptero com 127 outros malucos em 4K HDR com ray tracing. A tecnologia evoluiu, mas a espera… essa continua igual.

Mas calma, soldado — a EA prometeu que isso é só o início. Os servidores vão estabilizar, e quem sabe até o término de semana todo mundo consiga jogar sem ter que acampar na tela de login.

No término das contas…

Mesmo com a fileira de 500 milénio almas guerreiras, o Battlefield 6 tá cumprindo o que prometeu: explosão, ruína e adrenalina dignas de um filme dos anos 80 com cheiro de pólvora e testosterona.

Só que agora, antes de destruir tanques, você destrói a própria paciência. Faz segmento da mergulho — por fim, todo soldado precisa testar os nervos antes do combate.

Battlefield 6 está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series. Se conseguir entrar, ventura, recruta. E se não conseguir… muito, pelo menos dá pra ouvir a trilha sonora da tela de espera — já é meio caminho pra vitória.

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