Início » Brotherhood resgata FPS raiz e ignora as frescuras modernas

Ou: “na minha era FPS não tinha dó, não tinha tutorial e muito menos piedade”
Senta que lá vem história, porque Brotherhood é aquele tipo de jogo que faz o tiozão cá largar o moca, ajustar a poste (porque lombar é coisa séria) e soltar um sonoro: “isso sim é videogame”. Zero de setinha piscando, zero de NPC te chamando de vencedor a cada cinco minutos, zero de checkpoint a cada esquina pra massagear ego. Cá é projéctil, pixel grosso, galeria apertado e erro punido com morte imediata. Porquê Deus e os anos 90 mandaram.
Desenvolvido pela FatCatGames, Brotherhood é praticamente um bilhete escrito à mão dizendo: “se você sobreviveu a Doom, Wolfenstein e Duke Nukem sem chorar, entre; se não, a saída é logo ali”. E olha… a galera do Steam não exagera quando fala que esse jogo não faz concessões.
A premissa é aquele clássico que nunca lacuna: laboratório secreto, seita maluca, experimento que deu inexacto (ou visível demais) e você no meio do caos, armado até os dentes e com zero paciência pra diálogo. Zero de cutscene de 10 minutos explicando traumatismo de puerícia. Você acorda, pega a arma e resolve o problema do jeito macróbio: apertando o gatilho até rematar o problema ou você.
A história existe mais uma vez que contexto do que uma vez que protagonista — e isso é gabo, não sátira. Brotherhood entende que FPS raiz não precisa de novelização, precisa de motivação simples: tudo quer te matar, logo tudo precisa morrer primeiro. Filosofia clara, objetiva e extremamente eficiente.
Vou ser muito honesto: Brotherhood não é um jogo gentil. Ele é aquele professor de matemática dos anos 80 que apagava o quadro, te olhava nos olhos e dizia “faz de novo”. Isso quando ainda não tacava a régua na sua cabeça se você não estivesse prestando atenção (ok isso foi muito específico). Você começa com uma faca (clássico), passa pra revólver, espingarda, armas mais pesadas e, quando percebe, está gerenciando munição uma vez que se fosse ouro em tempos de inflação galopante.
Brotherhood respeita o jogador. Respeita tanto que não pega ligeiro. Você precisa:
Não tem minimapa segurando sua mão. Não tem indicador gigante dizendo “inimigo detrás de você”. Tem você, o som de passos e aquele indiferente na espinha que lembra jogar Doom de madrugada com a luz apagada.
Hoje em dia, se um jogo tem galeria confuso, o pessoal reclama. Em Brotherhood, isso é feature. Os mapas são labirínticos, cheios de portas escondidas, áreas secretas e aquele sentimento metódico de “acho que já passei por cá… ou não?”. E isso é exatamente o que o público old-school quer.
Explorar muito o planta faz toda a diferença. Quem sai correndo achando que é FPS moderno se dá mal. Quem joga com calma, olha paredes suspeitas e presta atenção no envolvente sai armado até os dentes. É quase uma lição prática de uma vez que FPS macróbio recompensava curiosidade.
E agora vamos falar da secção que faz metade do Steam amar o jogo e a outra metade pedir arrego: a dificuldade. Brotherhood começa “ok”, te deixa confortável, e aí — sem aviso prévio — resolve testar sua sanidade mental.
Inimigos aparecem em maior número, alguns viram verdadeiros tanques de guerra, e errar posicionamento vira sentença de morte. Não é dificuldade injusta, mas é exigente. Se você não explorar, não pega armas melhores, não aprende o planta, você vai suportar. Muito.
Isso faz Brotherhood parecer mais com um trial by fire do que com um shooter moderno. E sinceramente? Isso é refrescante. Em tempos de jogo que praticamente pede desculpa por te matar, Brotherhood te olha e diz: “aprende ou sai”.
É impossível jogar Brotherhood sem lembrar de:
Wolfenstein 3D
Doom clássico
Duke Nukem 3D
Mas ele não é só reprodução. Ele é uma destilação dessa era. Visual pixelado, sprites grandes, animações simples e aquela sensação de peso nas armas que hoje em dia muita engine moderna ainda tenta imitar.
Se Doom é heavy metal, Brotherhood é aquele rock sujo de garagem que você escutava em fita cassete, com chiado incluso. E isso agrada exatamente quem cresceu com isso — e também uma galera mais novidade curiosa pra entender por que a gente defende tanto esses jogos antigos.
Zero cá é feito pra ser bonito. É feito pra ser funcional e tenso. Corredores apertados, iluminação mínima, inimigos surgindo do zero. A trilha sonora faz o obrigatório: sustenta o clima sem tentar roubar a cena. O foco é sempre no combate e na sobrevivência.
Brotherhood não distrai. Ele te mantém em alerta o tempo todo. É aquele jogo que você joga predisposto pra frente na cadeira, não recostado.
A média de avaliações é majoritariamente positiva, e o consenso é muito evidente:
ótimo FPS retrô
dificuldade elevada, mas justa
level design inteligente
não recomendado pra quem odeia se perder
Tem gente reclamando? Simples que tem. Sempre tem. Principalmente quem entra achando que vai ser FPS moderno com checkpoint a cada esquina. Mas quem sabe onde está se metendo geralmente sai satisfeito — ou traumatizado, mas feliz.
Brotherhood não é pra todo mundo. E ainda muito. Ele é pra quem sente falta de quando videogame não explicava tudo, não facilitava tudo e não se desculpava por ser difícil. É um jogo que exige atenção, paciência e um pouco de masoquismo saudável. Se você é do time que acha que jogo bom é aquele que te desafia de verdade, Brotherhood é quase uma missiva de paixão aos velhos tempos. Se você prefere conforto, talvez seja melhor procurar outra coisa. Cá, o lema é simples: ou você melhora, ou o jogo te melhora na marra.

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