Início » Bullet Yeeters é um desastre voador com jetpacks e caos

💾 Por RumbleTech, o dinossauro dos FPS que já sobreviveu a lag de modem discado e ainda tem traumatismo de Daikatana.
Sabe aquele tipo de jogo que chega gritando “vem comigo, vai ser risonho!” e, em menos de vinte minutos, você percebe que caiu numa cilada emocional? Pois é, esse é o caso de Bullet Yeeters, da gloriosa (e apropriadamente nomeada) YEETERS TEAM — um grupo que aparentemente decidiu pegar Overwatch, Fortnite, Totally Accurate Battle Simulator e um saco de glitter, colocar tudo no liquidificador e gritar “publica aí!”.
E não é que publicaram mesmo?
O jogo se vende uma vez que um shooter caótico com jetpacks e arenas gigantes, onde você controla minúsculos soldados lutando em cozinhas, salas e garagens. A teoria até é boa — tipo Toy Story encontra Battlefield, se o Buzz Lightyear tivesse trocado o botão de “voar” por “colidir com a parede mais próxima”.
Você entra, equipa uma arminha, aciona o jetpack, e… tenta entender o que diabos tá acontecendo. Porque o jogo não tem peso, não tem direção, e às vezes nem física. Os bonequinhos quicam, voam, caem, atravessam o planta, e você se pergunta se isso é um bug ou um novo modo de transporte inventado pela NASA bêbada.
A sensação é de estar jogando Quake 3 Redondel, mas controlando um aspirador de pó com crise de sofreguidão.
Bullet Yeeters é o tipo de jogo que tem um trailer incrível, com música agitada, cortes rápidos e frases tipo “MOVEMENT IS FREEDOM!”. Aí você entra, e descobre que a tal “liberdade de movimento” significa ser catapultado pra direção errada a cada segundo.
O jetpack, que devia ser o diferencial, é mais instável que conexão Wi-Fi em lan house. Você tenta mirar, e o boneco vai pra Nárnia. Tenta pousar, e ele resolve se autodestruir. Tenta desviar, e descobre que o inimigo atravessou uma parede e te acertou do além.
E o pior: a câmera parece feita pra um jogo de VR quebrado. É lenta quando devia ser rápida, e rápida quando devia parar. Tem hora que você atira e a mira decide tirar férias.
Entrei nas avaliações do Steam achando que ia ver combate entre fãs e haters. Mas não. O clima ali é tipo grupo de base:
“Face, o jogo tem potencial… mas pelo paixão de Deus, arruma o jetpack.”
“Recreativo por 15 minutos, depois vira um PowerPoint interativo.”
“As armas parecem pistolas de Nerf em slow motion.”
E honestamente, dá pra entender cada um deles. Porque Bullet Yeeters é aquele camarada que chega na sarau com robustez, dança muito nos primeiros 3 minutos, e depois desmaia em cima da mesa de salgadinhos.
O pessoal elogia os visuais coloridos e as arenas cheias de objetos — tipo uma cozinha gigante com risco em todo esquina. Mas logo percebem o caos visual: tanto luz, fumaça e partícula piscando que você se sente dentro de uma rave comandada por um toaster possuído.
A base até tem potencial. A teoria de shooter em terceira pessoa com jetpack e física realista podia ser incrível. Mas o que chega pra gente é uma simulação de desespero flutuante.
Os mapas são bonitos, mas tudo parece mal escalonado. Às vezes você sente que o boneco é menor que um grão de areia, outras parece um gigante dentro de um micro-ondas.
E os controles… ah, os controles. Já vi controles mais estáveis num joystick de PlayStation 1 com o direcional torto. Cada movimento parece calculado por um estagiário do Goat Simulator.
Tentei jogar por mais de uma hora — e rendimento, parecia que o jogo estava testando minha sanidade. Um momento eu tava voando bonito, mirando muito, e de repente… tela travada, boneco atravessando o pavimento e spawnando dentro de uma parede.
As armas deviam ser o ponto poderoso. Mas não são. Tudo soa vazio, sem impacto. Atirar em Bullet Yeeters é uma vez que espancar em uma almofada com raiva. Nenhuma sensação de peso, nenhum feedback decente.
Os sons são uma mistura de “arma de brinquedo” com “microfone mal plugado”. Explosões que mais parecem espirros digitais. E o “jetpack boost”? Parece o sonido de uma chaleira velha tentando ferver.
O visual é até simpático — o jogo parece feito por alguém que jogou Fortnite e disse “consigo fazer igual em dois fins de semana”. E realmente conseguiu. Só esqueceu de testar.
Prepare-se para frames instáveis, travamentos ocasionais, e física que ignora as leis de Newton, da seriedade e da probidade. Teve um momento em que atirei num inimigo, o tiro voltou e me matou. Outro em que o personagem ficou girando em loop infinito até eu desistir e fechar o jogo.
E quando tentei jogar online? Servidor vazio. Silêncio. Era tipo entrar num fliperama deserto. Tive que testar com bots, que, pra variar, são mais burros que caixa de areia.
Se Overwatch tivesse sido feito com orçamento de Among Us, e o diretor tivesse desistido no meio do projeto, sairia um tanto parecido com Bullet Yeeters.
Tem o mesmo tipo de robustez caótica de Totally Accurate Battlegrounds, mas sem o charme do sem razão.
Tem o visual de Fortnite, mas sem a fluidez. E tem o ritmo de Quake, mas com o mesmo controle de voo de um pato tonto.
Bullet Yeeters é um jogo que queria ser caótico risonho, mas acabou sendo caótico frustrante. É o típico título que você joga por 20 minutos, ri da bagunça, e depois percebe que gastou R$ 50 num meme interativo. O noção é ótimo — miniaturas, jetpacks, arenas gigantes, armas malucas — mas tudo parece truncado, desbalanceado e bêbado.
Bullet Yeeters tenta ser o jogo mais maluco do ano e consegue — só que do jeito incorrecto. Um caos desgovernado que confunde fragor com diversão e jetpack com catapulta suicida. Se quiser rir do sinistro, vale pelos memes. Mas se procura um shooter decente, melhor vincular o Quake 3 ou até o Doom de 1993 — eles ainda funcionam melhor. Se os devs da YEETERS TEAM resolverem levar a sério o próprio projeto, ainda dá pra salvar. Mas no estado atual, o jogo parece mais um teste de paciência com gráficos coloridos. No termo, Bullet Yeeters é uma vez que aquele tiozão que tenta marchar de skate aos 50: começa muito, o estilo é legítimo, mas termina de faceta no pavimento gritando “tô muito, galera!”.

O adeus anunciado de New World: Aeternum A Amazon Games confirmou que os servidores de New World: Aeternum serão desligados em 31 de janeiro de 2027. A decisão encerra oficialmente a vida do ...

GTA 6 foi adiado novamente e agora chegará em 19 de novembro de 2026, substituindo a antiga data de 26 de maio de 2026. O pregão gerou grande debate na comunidade, com secção do público aceitando ...

Splinter Cell está esperando um remake que vem mexando com o imaginário dos jogadores, e a privação de novidades reforçou ainda mais esse mistério ao longo dos anos. Em 2017, Nick Herman e outros ...
