Início » Captain Tsubasa 2 ganha trailer da Batalha dos Mais Fortes

O futebol normal é bonito.
Tem passe.
Tem marcação.
Tem tática.
Tem triangulação.
Tem aquele comentarista explicando que o time precisa “ocupar melhor os espaços”, porquê se isso fosse resolver o lateral dando chutão para a arquibancada.
Mas aí chega Captain Tsubasa e fala:
Pronto.
A conversa muda.
A Bandai Namco revelou um novo trailer de Captain Tsubasa 2: World Fighters, chamado “A Guerra dos Mais Fortes”, e o vídeo faz exatamente o que a franquia sempre fez de melhor: transformar futebol em duelo de cavaleiros do zodíaco com chuteira, cabelo dramático e globo pegando incêndio emocional.
O jogo chega em 28 de agosto para PC, PlayStation 5, Switch e Xbox Series, colocando a seleção japonesa no núcleo da pancadaria esportiva enquanto ela encara as maiores potências do futebol no Mundial Sub-20.
Ou seja: prepare-se para um torneio onde cada partida parece final de Despensa, cada passe tem peso de rumo e cada pontapé privativo provavelmente deveria ser proibido pela FIFA, pela NASA e pelo sindicato dos goleiros.
Assista ao trailer clicando aqui.
Vamos deixar uma coisa clara logo de rostro:
Captain Tsubasa não é simulação.
E ainda muito.
Se eu quiser realismo integral no futebol, eu assisto a um 0 a 0 truncado no domingo, com narrador tentando convencer o público de que “o jogo está tático”.
Captain Tsubasa é outra coisa.
É futebol porquê mitologia.
É campo com 18 quilômetros de comprimento.
É atacante correndo por tempo suficiente para transpor a Via Dutra.
É pontapé que parece Hadouken.
É goleiro defendendo com técnica que deveria exigir licença ambiental.
É párvulo japonesa fazendo jogada ensaiada com mais impacto visual do que muito filme de super-herói de 200 milhões de dólares.
E é exatamente por isso que funciona.
A perdão da franquia sempre foi tratar uma partida de futebol porquê se fosse uma guerra místico pela psique do esporte.
Não basta fazer gol.
Tem que fazer gol com nome de golpe, close nos olhos, música subindo e contendor tendo crise existencial.
“A Guerra dos Mais Fortes” é um nome perfeito para Captain Tsubasa.
Não é “novo trailer de gameplay”.
Não é “visão universal do modo história”.
Não é “apresentação das mecânicas”.
É A Guerra dos Mais Fortes.
Porque nesse universo ninguém entra em campo para jogar uma pelada.
Entra para resolver o horizonte da humanidade com uma globo no pé.
E o trailer apresenta justamente essa pegada: a seleção japonesa encarando rivais internacionais no Mundial Sub-20, com clima de torneio decisivo, jogadas absurdas, norma elevada ao sumo e aquela força de anime esportivo onde um simples intercepção pode ter mais drama do que um matrimónio em romance das nove.
É o tipo de coisa que faz o tio RumbleTech lembrar por que tanta gente cresceu chamando Super Campeões de “futebol”, mesmo sabendo que absolutamente nenhum joelho humano sobreviveria àquilo.
A Bandai Namco promete melhorias significativas na ação em campo em relação ao predecessor.
E cá está a secção que realmente importa.
Porque nostalgia é linda.
Anime é lindo.
Chuto privativo é lindo.
Mas se o gameplay não responder muito, vira só um espetáculo bonito com controle na mão e raiva no coração.
Captain Tsubasa 2: World Fighters quer entregar partidas mais dinâmicas, com passes, dribles, desarmes, bloqueios e técnicas especiais exclusivas para gerar jogadas espetaculares.
Isso é importante.
Captain Tsubasa precisa ter ritmo.
O jogador precisa sentir que está montando uma jogada absurda, não exclusivamente esperando a animação encetar.
Tem que subsistir aquele momento em que você domina a globo, vê o padroeiro vindo, prepara o drible, avança, carrega força e pensa:
“agora eu vou cometer um delito esportivo.”
E portanto solta um pontapé privativo que faz a globo transpor o campo porquê se tivesse sido abençoada por um motor de foguete.
Isso é videogame.
Isso é cultura.
Isso é o motivo pelo qual realismo às vezes precisa sentar no banco.
Uma das novidades mais interessantes é o sistema inédito que coloca goleiro e atacante frente a frente nos bloqueios de chutes a gol.
Isso tem potencial.
Porque em Captain Tsubasa, o goleiro não é só um sujeito com luva.
O goleiro é um boss.
É uma paredão.
É o último chefão antes do placar mudar.
Em jogo normal de futebol, você chuta e torce.
Em Captain Tsubasa, você chuta e começa praticamente uma disputa de força vital.
O atacante carrega um superchute que poderia derrubar um prédio.
O goleiro responde com uma resguardo que parece ultimate de personagem de luta.
A globo fica no meio porquê se fosse um meteoro decidindo se entra no gol ou abre uma cratera.
Se esse sistema for muito executado, pode dar muito mais emoção para as finalizações.
Porque o gol em Captain Tsubasa precisa parecer conquista.
Não pode ser aquela bolinha rasteira chorada que passa por reles do goleiro porquê bug de física triste.
Tem que ser espetáculo.
Tem que ter impacto.
Tem que ter “meu Deus, esse goleiro ainda tem mão?”.
A indústria moderna adora falar de realismo.
Realismo no gráfico.
Realismo na animação.
Realismo na física.
Realismo na sujeira da roupa.
Realismo no suor da sobrecenho esquerda.
Tá bom, vencedor.
Mas às vezes o que a gente quer mesmo é excesso.
Queremos um jogo que olhe para a veras e diga:
Captain Tsubasa tem essa liberdade.
Ele não precisa competir com EA Sports FC em licenciamento, simulação ou modo curso com planilha emocional.
Ele joga em outro campo.
Um campo onde o futebol vira espetáculo anime.
Onde cada jogador tem identidade.
Onde cada técnica é quase uma assinatura.
Onde a partida tem primórdio, meio, orgasmo e gritaria.
É o tipo de jogo que não precisa fingir que é futebol real.
Ele precisa ser futebol imaginado por uma párvulo que acabou de deslindar anime, videogame e drama esportivo ao mesmo tempo.
Ou seja: perfeito.
Colocar a seleção japonesa contra grandes potências no Mundial Sub-20 é uma escolha muito boa para a narrativa.
Torneio internacional combina demais com Captain Tsubasa.
É ali que a franquia brilha.
Cada país pode ter estilo próprio, jogadores marcantes, rivalidades exageradas e aquela sensação de que o mundo inteiro está olhando para um grupo de jovens decidindo o rumo do futebol com chutes impraticáveis.
E vamos combinar: anime esportivo precisa de rival.
Sem rival, não tem perdão.
Tsubasa precisa de gente para desafiar.
Precisa de atacante arrogante.
Precisa de goleiro impossível.
Precisa de zagueiro que parece vilão de JRPG.
Precisa de aquele jogador estrangeiro que aparece com olhar sério e imediatamente você sabe:
“esse rostro vai dar trabalho.”
É a fórmula.
E a fórmula funciona.
O trailer promete visuais dinâmicos e ação intensa.
Ainda muito.
Porque se tem uma franquia que precisa de apresentação estilosa, é Captain Tsubasa.
A globo não pode simplesmente trespassar do pé.
Ela precisa nascer de uma explosão dramática.
O personagem não pode só passar.
Ele precisa passar porquê se estivesse atravessando memórias de puerícia, promessa de campeonato e traumatismo familiar.
O goleiro não pode só pular.
Ele precisa desafiar a sisudez com sentença de quem está segurando o rumo pátrio nas duas mãos.
Esse é o charme.
Esse é o contrato.
Se você compra Captain Tsubasa, você não quer futebol simples.
Quer anime gritando no seu ouvido:
Captain Tsubasa 2: World Fighters parece estar apostando exatamente no que deveria: futebol arcade, técnicas especiais, narrativa de torneio internacional, superchutes, defesas absurdas e aquele excesso delicioso que transforma uma partida em guerra de anime.
O trailer “A Guerra dos Mais Fortes” coloca a seleção japonesa no núcleo do Mundial Sub-20 e reforça a promessa de um jogo mais dinâmico, com melhorias em passes, dribles, desarmes, bloqueios e finalizações especiais.
O novo sistema de confronto entre atacante e goleiro pode ser uma das melhores novidades, principalmente se conseguir transformar cada pontapé a gol em uma disputa realmente emocionante.
O tio RumbleTech está interessado.
Com cautela, evidente.
Porque trailer bonito é fácil.
Difícil é o controle responder muito, o ritmo funcionar e o jogo não virar só uma sequência de animações legais entre momentos travados.
Mas, se a Bandai Namco assestar a mão, Captain Tsubasa 2: World Fighters pode entregar exatamente o que a franquia merece: futebol sem razão, dramático, exagerado e jocoso.
Porque no termo das contas, futebol realista já existe demais.
Às vezes a gente só quer pegar a globo, carregar força, gritar o nome do golpe e chutar porquê se estivesse tentando marcar um gol no sistema solar.
E se o goleiro sobreviver?
Aí sim ele merece reverência.

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