Code Vein 2 Review – Tentou ser Elden Ring, e falhou!

Code Vein 2 Review – Tentou ser Elden Ring, e falhou!

9 minutos 26/01/2026

2026 promete ser o ano do retorno dos vampiros nos games. The Blood of Dawnwalker, novo RPG desenvolvido pelo estúdio Rebel Wolves (fundado por ex-desenvolvedores de The Witcher 3), é um magnífico exemplo do retorno desses seres sedentos por sangue depois de anos. Mas há um outro nome que fará de 2026 um ano ainda mais vampiresco do que os anteriores. Estou falando de Code Vein 2.

Anunciado durante o Summer Game Fest 2025, onde o Combo Infinito teve a oportunidade de participar de um hands-off, o retorno da franquia pegou todos de surpresa, vide a recepção mista do título lançado em 2019.

Contrariando todas as expectativas, Code Vein 2 chega ao mercado em 30 de janeiro de 2025 nas plataformas PS5, Xbox Series e PC, com uma novidade história, personagens e um novo mundo – cândido, por sinal. Dito isso, porquê um resultado que ninguém esperava ver outra vez, será que ele vai convencer seu retorno com um visual dissemelhante, um combate refinado e a possibilidade de uma exploração mais ampla?

Todas essas dúvidas serão respondidas neste novo review do Combo Infinito, onde lhe diremos se Code Vein 2 é tudo isso mesmo.

Uma viagem entre o pretérito e o presente

Code Vein 2 traz consigo uma novidade narrativa, elenco e um novo protagonista. Mesmo sendo uma sequência do título de 2019, essa novidade jornada se passa em um horizonte onde humanos e Revenants (seres imortais com habilidades vampíricas que outrora foram humanos) coexistem em um mundo à ourela da ruína.

Centena anos detrás, a sociedade Revenant se reuniu para selar um fenômeno misterioso chamado Ressurgência, que transforma seres vivos em monstros irracionais. O ritual de selamento falhou e deu origem a uma prenúncio chamada Luna Rapacis. Os Revenants começaram a perder o siso de identidade e se transformaram em Horrores irracionais, que “aceleraram” os efeitos da Ressurgência. Agora, a cultura está à ourela do colapso.

Dentro desse contexto, o protagonista do jogo (um personagem cuja ar você pode customizar, assim porquê no jogo predecessor) desperta nesse mundo devastado e, de rosto, se torna a grande esperança. Dissemelhante de seu predecessor, Code Vein 2 usará a viagem no tempo porquê engrenagem para desenvolver sua narrativa. O mundo está em colapso e, para evitar o termo que se aproxima, você vai explorar o pretérito e evitar os eventos que levaram o mundo a ser o que é.

Um sazão narrativo

Ou por outra, toda essa dinâmica traz uma evolução e um sazão da narrativa dentro da franquia, que no primeiro jogo era um dos pontos mais baixos, na minha opinião. Salvar heróis mortos e expulsar criaturas que se saíram vitoriosas no pretérito impactará o mundo no presente, mas há riscos em fazer isso. Conforme você muda os eventos no pretérito, o mundo no presente sofre os efeitos, impactando diretamente os cenários do planta.

De modo universal, Code Vein 2 oferece uma narrativa mais cativante e interessante em conferência ao seu predecessor. Embora, com o tempo, essas idas e vindas se tornem um pouco previsíveis e cansativas, houve uma evolução clara. Não somente pela temática de viagem no tempo, mas também pelo visual e figurino de inspiração vitoriana de seus personagens e chefes, que se tornam um charme à segmento. Ao invés de vincular os vampiros novamente ao sangue, desta vez o ouro é o grande elemento visual de Code Vein 2.

A Bandai quis fazer seu Elden Ring

Uma das grandes mudanças de Code Vein 2 em relação ao game de 2019 está na forma porquê seu gênero Souls-like foi inserido. Desta vez, a Bandai ousou e levou o Souls-like para um mundo cândido. Uma iniciativa de replicar o sucesso da FromSoftware com Elden Ring? Sim. Mas essa iniciativa está longe de conseguir o mesmo feito.

Uma informação interessante: até abril de 2023, a marca Elden Ring era uma propriedade compartilhada entre a FromSoftware e a Bandai Namco. Em 23 de abril de 2023, a FromSoftware adquiriu totalmente a marca registrada de sua obra de mundo cândido, o que pode fazer sentido nessa iniciativa da Bandai de levar sua franquia vampiresca baseada em Souls para um mundo cândido.

O mundo de Code Vein 2 é vasto, porém totalmente devastado e vazio. Vazio não somente pelas consequências narrativas, mas pela privação de densidade e entretenimento. Toda a vastidão do planta é preenchida por inimigos, inúmeros itens brilhando no solo e algumas masmorras subterrâneas pontuais. Além, é evidente, dos pontos de sota que servem para subir de nível, aprimorar armas e afins.

Um mundo cândido que não desperta empolgação

O grande problema da espaço ensejo que Code Vein 2 apresenta é a falta de dinamismo. Zero é intuitivo ou cativante a ponto de incentivar a exploração. Um dos grandes trunfos de Elden Ring é porquê o mundo impulsionava o jogador a conhecê-lo, seja por uma estrutura abandonada, seja por uma masmorra. Cá, não há zero disso. Não existe zero que desperte interesse real em explorar leste mundo. Para piorar, a topografia do planta não ajuda a guiar ou induzir o jogador por meio de ícones e estruturas que representem áreas secretas ou desconhecidas.

Assim porquê em Elden Ring, onde você coleta fragmentos para revelar partes do planta, cá é necessário destruir uma espécie de vegetal. Sem guias claros e com somente marcações, tudo se torna confuso e de difícil entendimento. Ir até uma missão é esgotante, mesmo quando ela possui um ícone no planta. Apostando em missões secundárias oferecidas por seus colegas da Guilda, esses pedidos se tornam banais em troca de recompensas que, muitas vezes, nem valem o esforço.

Moto pra quê?

A geografia dos cenários se destaca por áreas com tá relevo, muitas deformidades e pelo excesso de itens brilhando nos cenários que te obrigam a coletá-los. Com todas essas características, Code Vein 2 oferece ao jogador um veículo de locomoção: uma moto.

Adquirida nas horas iniciais do game, esse transporte é o item mais desnecessário de tudo que esta sequência oferece. A moto foi criada, na teoria, para ajudar o jogador a se locomover pelos vastos cenários do jogo. Porém, os cenários não foram feitos para andejar de moto. A grande quantidade de áreas verticais, com subida presença de rochas, paredes invisíveis e privação de trechos planos, torna a moto um item descartável e desnecessário para a exploração.

Ou por outra, outro pormenor negativo é o péssimo uso da câmera durante a pilotagem. Com diversas posições disponíveis ao restringir o botão quadro, nenhuma delas entrega uma boa visibilidade.

Code Vein 2 realmente se esforçou para tentar replicar a magnífico experiência de mundo cândido que Elden Ring proporcionou a milhões de jogadores, mas infelizmente transformou sua principal inspiração em sua maior maldição.

A grande queda

Uma das minhas maiores críticas à veras atual dos estúdios japoneses é a visão que eles têm sobre game design e desempenho técnico. Nesses dois pilares, muitos estúdios japoneses pararam no tempo, salvo exceções. A Bandai Namco recentemente lançou um novo jogo da franquia Digimon Story, representando muito essa minha visão.

Com Code Vein 2, os problemas se intensificam. A decisão equivocada de levar seu Souls-like para um cenário cândido colocou em risco todo o desempenho técnico e visual do jogo. A versão de PS5, que recebi para review, é um sinistro técnico. Há quedas constantes de FPS em cinemáticas e durante o gameplay, sem exceção.

O jogo dispõe de duas opções gráficas: uma que prioriza a qualidade visual e outra que prioriza a fluidez nos movimentos durante os combates. Essa última opção, que teoricamente deveria oferecer uma taxa de quadros mais inabalável, entrega uma experiência semelhante à de 30 FPS (ou até pior) devido às quedas constantes. Não houve um único momento em que presenciei uma movimentação realmente fluida nesse modo. Lamentoso.

Além das quedas frequentes de frame rate, o jogo sofre com morosidade na renderização de texturas durante as cinemáticas. Embora aposte em um visual mais tridimensional, contrário ao estilo totalmente anime do jogo de 2019, essa escolha artística está longe de ser a desculpa desses problemas técnicos.

Portanto, todas essas escolhas de game design acabaram afetando uma espaço fundamental, que se tornou o calcanhar de Aquiles da grande maioria dos estúdios japoneses. Mais um exemplo de que essas desenvolvedoras precisam descer do salto e buscar entregar experiências técnicas mais satisfatórias.

Mas um tanto melhorou…

Se Code Vein 2 é um péssimo exemplo de mundo cândido e desempenho técnico, o mesmo não posso falar de seu combate. O título de 2019 jogou seguro ao herdar os pilares do gênero Souls-like, com ataques leves e pesados, pontos de sota e uma regularidade mais lenta. A principal novidade estava no sistema de classes e atributos por meio dos códigos de sangue, que alteravam drasticamente o estilo de jogo.

Esta sequência mantém o sistema de códigos de sangue e o gênero Souls-like, mas ousa aprofundar esses conceitos, de forma semelhante ao que a Team Ninja fez com a franquia Nioh.

Desta vez, Code Vein 2 oferece com mais frequência códigos de sangue focados em determinados atributos. A novidade está nas chamadas “cargas”. Cada atributo possui cargas e, caso essa quantidade ultrapasse o nível do atributo, o protagonista recebe vantagens e desvantagens, além de influenciar diretamente no tipo de movimentação (rápida, normal ou lenta).

Esse sistema multíplice também é afetado por armas, equipamentos e poderes equipados, que podem aumentar ou reduzir a quantidade de cargas. Assim, resolver o que equipar para manter uma movimentação mais desembaraçado ou se aventurar em vantagens e desvantagens adiciona uma estrato estratégica sumoso ao combate simples do primeiro jogo.

O combate brilha

Partindo para a ação, Code Vein 2 apresenta uma velocidade maior em relação ao seu predecessor. O arsenal está mais variado, o que amplia as abordagens de combate. A grande novidade é a barra protetora ligada ao HP, na cor azul, chamada PL, relacionada ao seu companheiro de batalhas. Sim, os companions de Code Vein retornam nesta sequência, com interações ainda melhores e úteis durante os combates, principalmente contra chefes. Ainda assim, não se engane: Code Vein 2 continua sendo um jogo reptador.

Em resumo, o combate é o grande acerto desta experiência marcada por problemas técnicos e escolhas controversas. Cada encontro é marcado por animações empolgantes, poderes variados e chefes casca-grossa. Toda a profundidade e variedade de estilos oferecem uma evolução clara em relação ao primeiro jogo. O que senti falta foi de uma trilha sonora mais épica nas boss fights e na exploração, já que grande segmento da experiência sonora parece apagada.

Mas finalmente, Code Vein 2 é tudo isso mesmo?

Code Vein 2 quis ser Elden Ring e nequice gravemente, afetando diretamente seu desempenho técnico e visual. Seu mundo cândido não desperta interesse em ser explorado, e a experiência sofre com decisões mal executadas. Mesmo com uma história interessante, ela se torna previsível com a dinâmica permanente de voltar ao pretérito para salvar heróis e derrotar criaturas.

O grande acerto de Code Vein 2 está em seu combate, que passou por um refinamento significativo e uma evolução clara.

No final, prefiro a simplicidade dos cenários lineares com ramificações do primeiro jogo do que uma graduação maior sem propósito evidente. Code Vein 2 se tornou vítima de suas próprias aspirações.


Veredito:

Code Vein 2 é vitima de suas péssimas escolhas que comprometeram seu game desgin e desempenho. Mesmo com uma história melhor que seu predecessor e um combate multifacetado, uma grande evolução, não são o suficiente para estabilizar a experiência instável que tive com o game.
João Antônio

von 10

2026-01-26T20:00:04-0300

Fonte

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