Início » Contraband Police é burocracia, tiro e vício

Desenvolvido por Crazy Rocks (Spider na voz, moca insensível do lado e passaporte na mão).
Mano… deixa eu te falar uma coisa: Contraband Police é aquele tipo de jogo que você começa rindo da teoria e termina fiscalizando documento com seriedade de funcionário público em sexta-feira chuvosa. Eu renda. Eu entrei achando que ia ser meme, um tanto tipo “haha, vou carimbar passaporte inexacto”. Duas horas depois, eu tava tenso, intrigado de todo mundo e julgando NPC pior que juiz de reality show.
E antes de seguir: sim, fiz o obrigação de mansão. Dei aquela passada nervosa por reviews de usuários no Steam, fóruns gringos que curtem jogos de simulação estranhos. O consenso é quase unânime: Contraband Police é excêntrico, repetitivo em teoria… mas viciante pra caramba na prática.
Contraband Police se passa num país imaginário do Leste Europeu, claramente inspirado naquele clima soviético raiz: posto de fronteira caindo aos pedaços, clima sempre meio depressivo, carruagem velho, arma enferrujada e aquele ar metódico de que todo mundo tá escondendo alguma coisa.
Você é um policial de fronteira. Seu trabalho?
Checar documentos, inspecionar veículos, procurar contrabando, impedir criminosos, mourejar com facções rebeldes e, ocasionalmente, trocar tiro quando a diplomacia acaba.
É tipo Papers, Please… só que em 3D, com arma na mão, carruagem pra vigiar e possibilidade real de tudo dar inexacto muito rápido.
Narrativamente, Contraband Police faz um tanto muito esperto: ele não te joga um roteiro mastigado. A história vai se desenrolando aos poucos, conforme você trabalha, sobe de patente e começa a perceber que o buraco é muito mais embaixo.
Tem partido rebelde, tem governo corrupto, tem decisões morais meio tortas e aquele sentimento metódico de que você é só um peão num jogo muito maior. Não chega a ser um drama nível Disco Elysium, mas a ambientação política lembra bastante.
Em vários momentos eu me senti um personagem secundário de um filme tipo Eastern Promises misturado com Papers, Please, só que com mais projéctil e menos verso.
Cá é onde Contraband Police vira crack do dedo.
A base do gameplay é simples:
Só que o jogo complexifica isso aos poucos. Começa com passaporte e autorização básica. Depois entra:
E o mais doido: os reviews no Steam batem muito numa tecla importante — o jogo te ensina a hesitar de tudo. Um erro truão vira penalidade. Muitos erros? Multa pesada. Multa pesada demais? Seu director vem te dar bronca.
E quando a situação sai do controle… vira FPS.
Sim, do zero você tá trocando tiro com contrabandista fugindo de caminhonete velha no meio do zero. É nessa hora que o jogo muda totalmente de tom e te lembra que você não é só um burocrata.
Além da fronteira, você também vigia estradas. Cá entra uma vibe meio Euro Truck Simulator possuído pelo caos. Você dirige, responde chamados, persegue veículos suspeitos e às vezes cai em emboscada.
O verba que você ganha serve pra:
Melhorar o posto de fronteira
Comprar equipamentos melhores
Melhorar armas
Facilitar inspeções futuras
Esse loop é um dos pontos mais elogiados pela comunidade. Mesmo repetitivo no papel, na prática ele prende. Sempre tem aquele pensamento:
“Só mais um dia de trabalho e eu paro.”
Moca. Você nunca para.
Vamos ser honestos: Contraband Police não é bonito no sentido tradicional. Textura simples, animação meio dura, NPC com rostro de quem não dorme há semanas. Mas sabe o que acontece? Funciona perfeitamente.
O visual passa exatamente o que precisa passar: um país pobre, opressor, insensível e hostil. A atmosfera é pesada, meio claustrofóbica, e isso mansão muito muito com o tema.
Muitos sites gringos destacam isso: o jogo não precisa ser bonito, ele precisa ser suasivo. E nisso ele acerta.
A conferência mais óbvia é com Papers, Please. Mas Contraband Police vai além, misturando:
A burocracia de Papers, Please
A simulação estranha de My Summer Car
A tensão de um FPS meia-boca, mas funcional
A progressão típica de jogo indie europeu raiz
Em termos de cultura pop, é porquê se você fosse um figurante armado num filme político obscuro, onde ninguém é totalmente singelo e todo mundo tem um tanto a esconder.
Nem tudo são flores no posto de fronteira.
Clima tenso da repetição depois de muitas horas. A rotina muda, mas a base é a mesma. Se você não curte loop repetitivo, pode cansar.
Outro ponto é a IA meio zumbido em alguns combates. Às vezes o inimigo faz coisa burra, às vezes vira Rambo do zero. É aquele charme torto de indie.
Mas zero disso chega a quebrar o jogo.
Contraband Police é aquele jogo que parece piada, mas vira coisa séria. Ele te prende não por ser espetacular, mas por ser estranhamente satisfatório. É um jogo sobre rotina, erro humano, decisões pequenas e consequências grandes. Você entra pra carimbar papel… e sai refletindo sobre poder, controle e caos. Não é pra todo mundo. Mas quem entra na vibe, fica. 🕷️ Spider carimbou, revistou, trocou tiro… e voltaria pro vez amanhã.

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