Criador do God of War diz que Laufey não é God of War e compara com Forspoken

Criador do God of War diz que Laufey não é God of War e compara com Forspoken

6 minutos 03/06/2026

O instituidor do God of War assistiu ao reveal do Laufey, disse que parece uma m&rd$, comparou com Forspoken e declarou que não sabe o que diabos é aquilo, e eu não vou tomar lado nenhum sobre isso…

Existe um fenômeno específico da indústria de entretenimento que eu chamo de o instituidor insatisfeito. É quando o pai fundador de uma obra icônica assiste ao que fizeram com a própria geração e não consegue permanecer em silêncio sobre isso. George Lucas e o que a Disney fez com Star Wars. Stan Lee e qualquer adaptação que não gostou mas nunca reclamou porque era educado demais.

E David Jaffe, instituidor do God of War original de 2005, que assistiu ao State of Play de 2 de junho de 2026 onde a Sony Santa Monica revelou God of War: Laufey com vinte minutos de gameplay, e não conseguiu permanecer em silêncio. Não é novidade que Jaffe seja crítico da direção moderna da franquia, ele reclamou do God of War de 2018, do Ragnarok, do spinoff Sons of Sparta. Mas o que ele disse sobre o Laufey, numa livestream que ficou registrada pra posteridade, tem algumas das citações mais cirúrgicas e ao mesmo tempo mais polêmicas que um instituidor já fez sobre a própria geração. E eu vou descrever tudo sem tomar partido. Absolutamente sem tomar partido. Totalmente neutro. Já.

O que é God of War Laufey e o que o State of Play mostrou

Antes de qualquer estudo do drama, o contexto do resultado revelado. God of War: Laufey é o próximo título da franquia desenvolvido pela Santa Monica Studio, e coloca o jogador no papel de Faye, a esposa de Kratos que morreu antes dos eventos do God of War de 2018 e cuja morte é o catalisador de toda a jornada nórdica da série. A narrativa começa exatamente onde a vida de Faye termina: ela acorda no Everywhen, o pós-vida dos deuses, um reino onde divindades de mitologias diferentes coexistem e onde outros Gods of War de outras tradições míticas também existem porquê entidades poderosas. A recepção universal do público sobre a revelação foi geralmente vista porquê positiva com reservas: o visual é bonito, o combate parece fluido, a premissa narrativa tem potencial. E logo Jaffe ligou o stream.

As citações que vou reproduzir sem glosa suplementar porque falam por si

David Jaffe assistiu a revelação ao vivo na própria livestream e foi documentando em tempo real. A sequência de reações, cronologicamente: “Eu acho que parece tão sem inspiração e tão sem vida.” Depois, quando o gameplay avançou: “Que porra foi aquela? Parece uma m%rd@. Me lembra aquele jogo Forspoken.” Depois, quando a apresentação terminou: “Esse jogo não vai ir muito pelo que eles esperam que vá.” E logo a frase que virou título de todas as coberturas: “Isso não é God of War. Eu não sei o que diabos é isso. É porquê um romance de fantasia.”

E logo Jaffe elaborou o argumento mediano que é o mais interessante de toda a enunciação e que vai além da sátira emocional: “Se você tirasse God of War do título, e você não soubesse a história do God of War e não tivesse o Kratos, era só uma história sobre essa diva que morreu, você não estaria falando desse jogo.” Isso é uma sátira de identidade de IP, não uma sátira de qualidade técnica. Ele está dizendo que o jogo só existe porquê notícia porque usa a marca God of War, e que sem ela seria resultado sem o peso necessário pra gerar atenção. Isso pode estar manifesto. Isso pode estar inverídico. Ambas as possibilidades são defensáveis com argumentos razoáveis. Eu não vou me comprometer com nenhuma delas porque disse que ia ser neutro e vou ser neutro.

O cubo azul chamado Phranque que é o personagem mais polêmico do reveal

Cá vem um pormenor: God of War Laufey tem um personagem chamado Phranque, com PH no primícias, que é um cubo azul gelatinoso dublado por Jack Quaid, o ator de The Boys. Um cubo. Azul. Gelatinoso. Com PH. Chamado Frank.

A reação da comunidade parece dividida entre encontrar que é o personagem mais insano que uma franquia séria já introduziu ou encontrar que é exatamente o tipo de originalidade absurda que o Everywhen porquê cenário de pós-vida dos deuses deveria ter. Eu me recuso a ter opinião sobre o cubo porque qualquer opinião que eu formasse sobre o cubo levaria a tomar lado no debate maior, e eu disse que não estou tomando lado. O cubo existe. Jack Quaid está dublando o cubo. Essa é toda a informação que tenho a oferecer.

Um padrão que é a peça mais interessante do quebra-cabeça

Vale notar que Jaffe tem sido um crítico enorme dos jogos recentes de God of War, voltando ao título de 2018. Jaffe criticou o Kratos do 2018 por ter ficado suave demais. Criticou o Atreus por ser personagem terrível. Criticou o Ragnarok. Criticou o Sons of Sparta. E agora critica o Laufey. Há um argumento de que Jaffe é o equivalente gaming do fã de rock dos anos 70 que acha que qualquer coisa depois do álbum inicial da orquestra favorita é traição ao espírito original, e que essa posição tem valor porquê perspectiva de quem criou um pouco mas limitação porquê estudo do que o resultado atual é pra quem o experimenta sem a bagagem do instituidor.

E há um contra-argumento de que quem passou anos criando e refinando uma linguagem visual e narrativa específica tem percepções sobre deriva de identidade que outros críticos sem esse histórico simplesmente não têm entrada. Jaffe teme que God of War tenha perdido a identidade, e que o Laufey seja mais um passo nessa direção depois do gore e violência do original, depois do Kratos de 2018, depois do Atreus.

Cory Barlog que disse que mais Kratos está vindo e o que isso significa

Tem outro pormenor: Cory Barlog, diretor do God of War de 2018, prometeu que mais jogos de Kratos virão depois do Laufey. Isso significa que o Laufey não é substituição de Kratos. É expansão de universo. A questão de se essa expansão é bem-vinda, se dilui a marca, se enriquece o lore ou se é oportunismo de IP usando uma morte que o 2018 estabeleceu porquê elemento de contexto, é a discussão que vai persistir até o lançamento do jogo e provavelmente depois.

David Jaffe é o instituidor do God of War original. Tem toda a domínio moral que essa posição concede. A Santa Monica Studio são os desenvolvedores atuais da franquia com dois jogos consecutivos de Metacritic supra de 90 que venderam dezenas de milhões de cópias. Têm toda a domínio de realização que esse histórico concede. Ambas as posições têm validade. O jogo vai lançar, vai ser jogado por milhões de pessoas, e a discussão vai ser respondida pelo resultado de uma forma que nenhuma livestream de reação ou post de estudo pode antecipar completamente. Até lá, o cubo chamado Phranque existe, Jaffe está insatisfeito, e eu estou cá TENTANDO SER absolutamente neutro sobre tudo isso.

Mais coberturas da indústria de games com o sarcasmo de quem nunca toma partido mas sempre tem opinião você encontra em gamehall.com.br/author/rumbletech.

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...