Crimson Desert – Análise – Vale a Pena – Review

Crimson Desert – Análise – Vale a Pena – Review

12 minutos 18/03/2026

Poucos jogos singleplayer conseguem invocar tanta atenção porquê Crimson Desert conseguiu, todos os olhos dos jogadores do mundo inteiro estão voltados para esse jogo na primeira metade de 2026 com suas promessas gigantescas de ação e proeza quase infinitas. Mas será que Crimson Desert consegue entregar tudo o que promete? É o que vamos desvendar na estudo de hoje.

Crimson Desert é desenvolvido pela Pearl Abyss, estúdio publicado pelo MMO Black Desert, que fez um notório sucesso na geração passada. O novo projeto do estúdio começou porquê um MMO também e no meio do caminho ele foi apropriado para o jogo singeplayer que estamos vendo agora, um pouco que impactou diretamente no resultado final, porquê veremos no percurso do review.

A história de Crimson Desert

Crimson Desert – Análise – Vale a Pena – Review

O jogo começa com Kliff, o protagonista inicial, em seu acampamento com os Greymane, grupo do qual ele faz secção. De repente, um ataque do grupo inimigo chamado “Ursos Negros” acontece de surpresa e eles conseguem extinguir os Greymane, separando eles por todo o continente. Kliff consegue evadir por um triz e está deliberado a conseguir sua vingança e reunir seus companheiros que tiveram a sorte de sobreviver ao ataque.

Nesse meio tempo, Kliff se depara com seres místicos em sua jornada, acaba pisando dentro do caimento, que é uma espécie de dimensão oculta que existe paralelamente e se envolve em uma guerra muito maior do que sua simples vingança inicial, com as coisas escalando para um nível catastrófico com ele e o resto dos Greymane sobreviventes no núcleo desse caos.

Essa é exclusivamente a premissa da história e a forma porquê ela começa a se desenrolar, que na teoria parece muito interessante. Mas logo que assumimos o controle de Kilff a risca de missões principais do jogo se mostra uma das piores que já vi em toda minha vida. Os personagens são completamente desinteressantes (e isso inclui o protagonista), as primeiras 10 horas da campanha seguem uma risca de missões completamente bizarra e que não fazem o menor sentido, dando a sensação de que trocaram o jogo de MMO para Singleplayer mas esqueceram de fazer a campanha, já que são várias mini missões que não se conectam de forma alguma e se assemelham muito aos tipos de missões clássicas que encontramos em MMOs, daquelas que só fazemos para farmar nível.

Crimson Desert – Estudo – Vale a Pena – Review

Os 4 primeiros capítulos da história é basicamente Kliff dando uma de “joão faz tudo” e ajudando as pessoas da cidade e periferia enquanto procura mais informações sobre seus companheiros, chega a ser engraçado ele encostando em pessoas completamente desconhecidas dizendo que vai ajudar elas enquanto essas pessoas confiam sua vida a esse ignoto que resolveu dar uma de fofoqueiro. Não existe a mínima coesão no primórdio da história e só depois de muitas horas é que a trama principal realmente aparece, mas mesmo assim todos os acontecimentos envolvendo ela são ruins e muitas vezes não fazem sentido.

Um bom exemplo de tudo o que falei é quando finalmente encontramos a segunda personagem jogável e a história não faz questão nenhuma de introduzir ela apropriadamente para o jogador. O dialogo que acontece é mais ou menos um “Cá está fulana, ela vai ajudar a gente” e portanto você pode controlar ela, para logo na sequência o jogo exigir que você volte com o Kliff para continuar a história e olvidar completamente da existência da novidade personagem, que só volta a ter relevância dezenas de horas depois com missões focadas nela.

O jogador que chegar esperando uma boa narrativa ou uma história que diverte vai se decepcionar bastante. É uma falta de tato e de escrita que chega a ser assustadora; tudo relacionado a história, personagens e coesão dos acontecimentos é catastrófico em um nível preocupante. A história principal no termo das contas parece uma grande missão secundária ruim que foi feita de qualquer jeito.

Combate e exploração

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Mas, superando o atrito inicial da história e reajustando expectativas para um jogo mais sandbox buscando entender o que ele é, Crimson Desert realmente entrega uma gama gigantesca de habilidades, mecânicas e afins. É provável ter seu próprio acampamento, se juntar a uma quantidade absurda de facções, erigir sua própria moradia, usar diversas habilidades diferentes no combate e tudo realmente fica visualmente bonito de testemunhar, mas essa é só uma secção da história.

O combate do jogo tinha potencial por sua variedade, mas no termo ele tropeça na falta de profundidade e acaba ficando sem perdão. Nas primeiras 20 horas é tudo extremamente fácil, fui capaz de vencer chefes e hordas de inimigos inteiras exclusivamente com os ataques básicos sem a mínima dificuldade, não adianta ter diversas habilidades diferentes para variar no combate se ele não te incentiva a usar nenhuma delas, a falta de profundidade tira completamente qualquer clarão que ele poderia ter. É tipo proferir que um restaurante self-service baratinho com dezenas de opções diferentes para você manducar é melhor que um restaurante 5 estrelas especializado, ter muitas opções é dissemelhante de ter qualidade.

Outra coisa bizarra em relação ao combate é o quanto o pico de dificuldade dele sobe do mais inteiro zero. As primeiras horas é completamente brain-dead e de repente os chefes começam a virar verdadeiras máquinas de matar, o que inicialmente me deixou muito entusiasmado porque finalmente teria incentivo para explorar as nuances, mas não foi muito isso que aconteceu.

Os encontros difíceis do jogo só são difíceis porque eles tiram dependência do jogador, um bom exemplo é um monstro que enfrentamos na sala de jantar de um forte e ele é completamente hostil ao ponto de não te deixar respirar, e para piorar quase zero que você tem desbloqueado até aquele ponto ajuda, a única coisa realmente eficiente é esquivar e hostilizar, indo completamente de encontro com a proposta de deixar o jogador ser criativo. No termo das contas, bastou que eu me enchesse de comida para remediar durante a luta e hostilizar cegamente até ele morrer, mostrando porquê a dificuldade era simplesmente sintético. Esse monstro do boda foi exclusivamente um exemplo, infelizmente é um padrão que se repete na maioria dos encontros difíceis até o termo do jogo.

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Outra coisa que prejudica muito o feeling do combate é a movimentação esquisita e não responsiva do personagem. Não me entendam mal, eu palato de jogos onde o protagonista é meio “duro” de controlar, mas cá ele muitas vezes se recusa a fazer os comandos certos. Pular, voar, pulo duplo, esquivar e etc não funciona quando você quer que funcione, mesmo apertando o botão e fazendo tudo certinho, muitas vezes o personagem sequer consegue caminhar ou esquivar para a direção que você está apontando o analógico, controlar os personagens exige uma paciência que não condiz com a proposta de ação do jogo e chega a ser bugado em muitos momentos.

Esse problema dos controles “não responsivos” também se estende para a exploração e para o quão ruim é usar a interface do jogo. Andejar pela cidade, tentar interagir com NPCs, itens e outras coisas no cenário chega a ser irritante, raramente o botão de interação vai romper de primeira e muitas vezes você precisa apoucar L1 para focar a mira no lugar especifico para só portanto conseguir fazer a interação. A interface é completamente bizarra e mesmo posteriormente 90 horas de jogo ainda me irrito muito com ela, tudo parece que precisa de 5 ou 6 passos dentro do menu para conseguir utilizar.

Fora do combate, a exploração do jogo não chega a ser tão problemática porquê tudo que foi dito até agora. Desde o inicio você está basicamente livre para explorar onde quiser e se perder no mundão porquê um verdadeiro sandbox tem que ser, o jogo não tenta segurar sua mão em nenhum momento e isso é uma coisa boa, a sensação de liberdade existe e agrada bastante quando você decide simplesmente pegar seu cavalo e transpor andando por aí.

As principais reclamações cá ficam por conta de bugs e animações estranhas enquanto você explora que tira completamente a submersão. Outra coisa que incomoda nesse sentido é o quão demorado é para liberar as diversas mecânicas do jogo, o personagem começa meio cru e sinto que isso não faz muito sentido oferecido a proposta de Crimson Desert.

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O tamanho do planta também é problemático e acaba contribuindo para a sensação de monotonia já que ele é muito maior do que deveria ser, jogos de mundo sincero precisam saber dosar tamanho e atividades espalhadas por aí e cá sinto Crimson Desert errou mal-parecido. É completamente normal pegar o cavalo e caminhar por muito tempo sem descobrir absolutamente zero de interessante para fazer, indo completamente de encontro ao design de bons jogos de mundo sincero porquê Zelda e Elden Ring que sempre tem um pouco interessante na vista do jogador.

Mas no termo, consigo entender porquê muitas pessoas podem findar gostando da salada de frutas que é as mecânicas de combate e exploração, um fã de Just Cause ou Assassin’s Creed Valhalla pode descobrir um pouco recreativo cá já que ele tem esse “sabor” ubi-like na forma de fazer as coisas. Não vou negar que existem momentos engraçados no jogo quando você perde a risca completamente no combate e faz coisas insanas com as várias mecânicas dele, mas ao meu ver, essas partes não se justificam perante a grande monotonia e erros do jogo que você tem que encarar por horas e horas.

A qualidade de vida para o jogador poderia ser melhor também, porquê um binóculo para marcar o planta a distancia e saber exatamente onde você quer ir, marcadores melhores no mini planta e o veste de você não poder usar a viagem rápida enquanto está em cima do cavalo é muito estranho também. Pelo menos em relação a essas coisa é muito provável que o time de desenvolvimento corrija rapidamente, durante o tempo de embargo teve atualizações que adicionaram mecânicas inteiras dentro do jogo que não tinha antes, se usarem essa rapidez para colher feedback da comunidade é muito capaz do jogo melhorar rapidamente nesse paisagem.

Audiovisual, performance e bugs

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Agora passando para a secção audiovisual do jogo, Crimson Desert realmente impressiona em sua graduação e qualidade dos gráficos, temos texturas muito muito feitas em todo lugar que acaba agradando visualmente quando você só quer passear por aí com os personagens. Dito isso, mesmo o ponto mais possante do jogo que é sua apresentação visual, tem alguns erros meio bobos.

A review foi elaborada com uma chave de PC e mesmo o desempenho bruto do jogo estando bom e podendo dimensionar ele para rodar até mesmo numa GTX 1060, o trade-off para isso ocorrer é terrível. Mesmo nas qualidades gráficas mais altas o jogo sofre muito com Pop-in e flickering de texturas, além de npcs, objetos e inimigos aparecendo do mais absolutamente zero na sua frente, prejudicando completamente a submersão e experiência visual.

Também existe um pouco na arte do jogo que é estranho, a primeira vista tudo parece realmente muito bonito e acho que essa sentimento é por conta da qualidade das texturas do jogo, mas ao olhar de perto e iniciar a jogar por um tempo você percebe que a direção de arte é quase inexistente, tem muita coisa extremamente genérica que acaba tirando secção da perdão.

Já na questão de localização, o jogo não tem dublagem em PTBR mas temos legendas, porém vira e mexe é provável ouvir os personagens dizendo um pouco completamente dissemelhante do que ta escrito na legenda em português. Por sorte não percebi isso em diálogos importantes, mas só de caminhar por aí interagindo com missões secundárias é provável notar rapidamente esse erro um tanto quanto estranho.

Crimson Desert – Estudo – Vale a Pena – Review

Por termo, precisamos falar sobre a performance e bugs do jogo. Porquê já foi citado supra, apesar de Crimson Desert ser ligeiro o suficiente para rodar em PCs de ingresso, é extremamente generalidade as texturas piscando na tela, renderizando na sua frente e NPCs aparecendo do zero, muitas vezes estava cavalgando por aí e um inimigo só surgiu na minha frente já querendo me hostilizar direto.

Durante o período do review, um documento com todos os bugs e problemas conhecidos do jogo nos foi apresentado, com a maioria dos problemas críticos marcados para serem resolvidos no Patch Day One. Mesmo assim, é generalidade topar com bugs não conhecidos, porquê quando eu perdi 3 horas de progresso porque o jogo não registrou meu salvamento antes de fechar. Por outro lado, equipe de desenvolvedores realmente trabalha rápido e alguns bugs reportados já foram corrigidos antes mesmo dessa estudo permanecer pronta, portanto o que me resta é torcer para que vocês consigam jogar uma build mais polida porquê foi prometido para nós.

Um pequeno disclaimer

Por termo, não é generalidade da minha secção fazer um review tão negativo e gostaria de tirar um espaço para falar sobre isso. Sei que o texto de tudo que falei até agora não está permitido, e acredite, também não me agrada redigir um review negativo de um jogo que é de um estilo que eu palato, tão esperado por todos e que passei quase 100 horas nele. Isso não quer proferir que você aí assistindo o vídeo no Youtube ou lendo a review não vai gostar de Crimson Desert, mas o melhor que você pode fazer é transpor um pouco do trem do hype e pisar os pés no pavimento, ler mais reviews e tomar uma decisão mais consciente. Acredito que fazer isso seja até mais saudável, já que você vai para o jogo sabendo o que esperar e pode tirar uma experiência muito mais positiva do que a que eu tive.

Mas e aí, Crimson Desert vale a pena?

Crimson Desert – Análise – Vale a Pena – Review

Crimson Desert tenta ser maior do que ele deveria ser e na tentativa de meter mecânicas de todo tipo na gameplay ele acabou se perdendo e ficando sem perdão. Nem sequer precisava ser dito pelos desenvolvedores que ele começou porquê um MMO, isso fica simples porquê a chuva conforme você vai jogando. A risca de missões principais é vergonhosa e todas essas mecânicas diferentes parecem mais que eram classes de MMO e não sabiam mais o que fazer com elas quando o jogo virou Singleplayer.

É um jogo vasto porquê o oceano e profundo igual uma poça de chuva, existem pessoas e gostos que conseguem tirar qualquer proveito dessa experiência, disso não tenho dúvidas. Um fã de Assassin’s Creed Valhalla ou do caos de Just Cause pode encontrar um pouco recreativo nas diversas mecânicas que ele oferece, mas é o supremo que Crimson Desert realmente pode se tornar: um Ubi-like que por muitas vezes é subalterno aos jogos que a própria Ubisoft ajudou a popularizar.

Review elaborada com chave para PC cedida pela Publisher.

Resumo para Preguiçosos

Crimson Desert labareda atenção pela proposta ambiciosa de proeza em mundo sincero, mas a experiência acaba ficando aquém do esperado. O jogo acompanha Kliff em uma jornada posteriormente o massacre de seu grupo, porém a narrativa é confusa, com personagens pouco interessantes e missões que lembram tarefas genéricas de MMO. Apesar da grande quantidade de mecânicas, facções e atividades, o combate carece de profundidade e apresenta picos de dificuldade artificiais, além de controles pouco responsivos e uma interface problemática. Mesmo com gráficos impressionantes e grande liberdade de exploração, problemas de direção de arte, bugs e decisões de design fazem com que o jogo pareça vasto em teor, mas raso em qualidade.

Prós

  • Gráficos
  • Liberdade na exploração

Contras

  • História
  • Feeling de gameplay
  • Combate
  • Raso demais
  • Mundo desinteressante

Fonte

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