Crimson Desert Review: ambicioso em escala absurda, mas peca em…

Crimson Desert Review: ambicioso em escala absurda, mas peca em…

10 minutos 18/03/2026

Com lançamento marcado para o dia 19 de março para PlayStation 5, Xbox Series e PC, Crimson Desert finalmente chega depois de anos de expectativa e muitas promessas em torno do seu escopo.

Desenvolvido pela Pearl Abyss, o jogo sempre chamou atenção pelo visual, pela avidez e pela tentativa de misturar exploração em larga graduação, combate intenso e uma façanha de fantasia com peso cinematográfico.

Depois de jogar a versão de PC, dá para expor que ele entrega muita coisa interessante, mas também deixa evidente que ainda carrega decisões questionáveis e alguns problemas que impedem um resultado maior.

História meio morna

Crimson Desert

Crimson Desert começa com uma teoria que parece grande, épica e enxurro de potencial. Kliff, o protagonista, faz segmento dos Jubas Cinzentas e já entra na história em meio a uma grande guerra contra os Ursos Negros. O jogo rapidamente mostra que existe um conflito maior por trás daquele mundo e, depois de um ocorrência decisivo logo no início, Kliff passa a mourejar com elementos que envolvem traição, vingança, laços rompidos, disputas políticas e até uma relação mais direta com o Declínio.

No papel, isso tudo parece potente. E em alguns momentos realmente existe a sensação de que a Pearl Abyss queria edificar um tanto grande, com várias camadas e peso narrativo. O problema é que a realização não acompanha o potencial da premissa. A história tem acontecimentos importantes, tem personagens que deveriam carregar mais impacto e tem momentos que claramente tentam tanger épicos, mas a meio é muito sem sal. Falta pulso, falta mais emoção e falta principalmente um protagonista que consiga sustentar isso.

Os personagens poderiam ser melhores

Crimson DesertCrimson Desert

Kliff é o tipo de personagem que passa o jogo inteiro sem o carisma necessário para segurar uma façanha desse tamanho. Ele não é só contido. Ele parece sem personalidade. Em um jogo com esse nível de avidez, isso pesa demais. Dá para perceber que a obra queria um herói potente, marcante, alguém que guiasse o jogador com presença real. Mas a sensação é a de seguir um protagonista regular demais para tudo que acontece ao volta dele.

Outros personagens, uma vez que Damiane e Oongka, acabam chamando mais atenção em alguns momentos, mormente por terem uma vigor melhor ou por transmitirem mais intenção em cena. Ainda assim, nenhum deles vira aquele grande destaque inteiro. Oongka é provavelmente quem mais deixa uma boa sensação, mas o jogo nunca chega num ponto em que seus personagens realmente dominam a tela uma vez que deveriam. E isso enfraquece muito a narrativa uma vez que um todo.

As missões paralelas até tentam gratificar isso em alguns momentos. Há facções, núcleos diferentes, histórias espalhadas pelo mundo e pequenos contextos que ajudam a dar mais densidade ao universo. Algumas dessas missões têm uma teoria interessante, outras são muito mais simples, mas no universal elas não salvam o jogo narrativamente. O mundo parece maior que a história que ele conta. E isso é uma pena.

Gráficos, som e desempenho no PC

Crimson DesertCrimson Desert

Se existe uma dimensão em que Crimson Desert impressiona de faceta, é no visual. O jogo é ávido num nível vasqueiro. A graduação do mundo é enorme, os biomas são variados, o Declínio tem presença visual muito potente, e a sensação universal é de estar diante de um projeto que quer parecer gigantesco o tempo inteiro. Em vários momentos isso funciona muito muito. Há cenários muito bonitos, boas composições de luz e uma direção de arte que, mesmo sem ser perfeita, sabe vender a grandiosidade do mundo.

Nem tudo é impecável. Existem texturas visivelmente inferiores em alguns pontos, e isso aparece. Só que, ao mesmo tempo, há tanta coisa muito feita ao volta que esse problema não pesa. O jogo tem fôlego visual de sobra para continuar impressionando mesmo com essas oscilações.

A performance no PC, no universal, foi boa. O review foi feito em uma máquina potente, rodando em 2K com tudo no cinematográfico, DLSS em qualidade e ray reconstruction ligado. Na maior segmento do tempo, o jogo segurou 60 fps com boa segurança. Só que há exceções muito claras. Em batalhas mormente grandes, com muitos personagens, queima, efeitos e caos acontecendo ao mesmo tempo, o desempenho desaba de forma agressiva.

Houve momento de desabar para 17 fps. E não foi uma oscilação pequena que passa batida. Foi uma queda real, potente, impossível de ignorar.

Por isso, embora a otimização universal seja positiva para um projeto desse porte, ela não é irrepreensível. A base parece boa, mas ainda existe trabalho de refinamento pela frente, mormente para segurar os momentos mais pesados sem esse tipo de colapso.

Gameplay, combate e ambientação

Crimson DesertCrimson Desert

Na segmento sonora, o resultado é mais irregular. As músicas têm seus bons momentos, algumas ajudam bastante a produzir clima e a substanciar determinadas cenas ou batalhas, mas a trilha não deixa uma marca tão potente quanto o restante do pacote queria deixar. Não é ruim, mas também não vira um grande destaque. O som envolvente, os efeitos e a sensação física dos golpes funcionam melhor dentro da proposta do jogo.

O combate é uma das grandes bases de Crimson Desert e, felizmente, também uma das áreas em que o jogo mais consegue se sustentar. Ele não é perfeito, mas é interessante, tem peso e vai ficando mais gostoso conforme o personagem evolui e as habilidades começam a se perfurar de verdade.

O início é mais travado. Kliff parece restringido, o moveset lentidão a engatar e a sensação é de que o jogo ainda está escondendo o que realmente quer oferecer. Só depois de várias horas as coisas começam a permanecer mais fluidas, mais variadas e mais recompensadoras. Quando isso acontece, o combate finalmente mostra seu valor. Você sente que o personagem cresceu, que as ferramentas se ampliaram e que o sistema ganhou uma identidade mais clara.

O jogo trabalha com bastante habilidade, combos, ataques especiais, uso de espírito e uma movimentação que tenta lastrar peso e facilidade. Cliff pode aprender técnicas mais agressivas, habilidades de travessia que também servem para o combate e golpes que mudam bastante a forma de enfrentar certos grupos de inimigos. Há boas ideias cá. O problema é que nem tudo é polido uma vez que deveria.

Hitbox, parry e problemas de leitura

Crimson DesertCrimson Desert

O hitbox é inconsistente em alguns momentos. Existem chefes e ataques em que o meandro parece correto, mas o golpe ainda conecta. Há momentos em que o parry não recompensa tão muito quanto deveria. Em vez de virar uma utensílio naturalmente prazerosa, ele às vezes parece menos vantajoso do que simplesmente desviar e seguir a luta. Isso faz com que segmento da profundidade do sistema perda força.

Ainda assim, mesmo com essas falhas, o combate é jocoso. Principalmente quando o jogo deixa de ser unicamente um festival de golpes básicos e começa a liberar mais opções. A sensação universal é a de um sistema que está muito perto de ser magnífico, mas que ainda precisa de ajustes em impacto, leitura e perspicuidade em alguns pontos.

Progressão, sistema de upgrades e coleta de recursos

Crimson DesertCrimson Desert

A progressão é uma mistura de coisa boa com complicação desnecessária. O jogo oferece skill tree, evolução de personagem, armas, armaduras, acessórios, equipamentos especiais e sistemas paralelos ligados ao Declínio, além de pequenas métricas espalhadas por várias ações do mundo. Em teoria, isso cria uma sensação de profundidade muito interessante. E em segmento cria mesmo.

O problema é que Crimson Desert gosta demais de colocar obstáculos em processos que poderiam ser mais diretos. Upgrades de armas e armaduras exigem muitos recursos, e boa segmento deles depende de coleta manual em excesso. Trinchar árvore, minerar, buscar material e repetir isso muitas vezes passa uma sensação mais próxima de sobrevivência do que de um jogo de ação e façanha tradicional. E tudo muito subsistir esse lado, mas cá a ração parece exagerada.

Em vários momentos, a sensação é de que o jogo complica o fundamental. Não porque isso torne a experiência mais profunda, mas porque adiciona passos a mais onde talvez não houvesse premência. Isso vale também para o inventário, que foi um dos pontos mais problemáticos da experiência.

Inventário e gerenciamento de itens

Crimson DesertCrimson Desert

Antes de melhorias recentes, o inventário era tenso. Houve mudanças durante o review, com soma de slots, e isso ajuda bastante. Ainda assim, continua sendo um sistema não tão deleitável. Ele guarda muitos itens de forma pouco prática, a comida ocupa espaço demais, e o jogo trabalha com uma quantidade enorme de víveres e ingredientes diferentes.

Porquê a recuperação de vida depende muito disso, o resultado é um inventário frequentemente completo por coisas que você não quer descartar, mas também não consegue organizar de maneira realmente deleitável.

Essa segmento precisava de mais refinamento. Talvez um baú, talvez outra lógica de categorização, talvez uma relação menos agressiva entre crafting, comida e espaço. Porquê está, funciona, mas irrita mais do que deveria.

Mundo acessível e exploração

Crimson DesertCrimson Desert

Cá mora uma das maiores qualidades do jogo. Crimson Desert tem um mundo enorme, variado e pleno de potencial. Ele é o tipo de jogo que claramente quer ser lembrado pela graduação. E em muitos momentos consegue. Explorar esse universo é interessante, encontrar ruínas, tesouros, puzzles, regiões escondidas e locais diferentes é um tanto que faz o tempo passar rápido.

O mundo é muito vertical, muito montanhoso, e isso interfere bastante na navegação. No primícias, a exploração pode ser mais travada porque o vigor é ordinário e algumas escaladas exigem estratégia demais para pouca recompensa. Depois, quando o jogo libera certas habilidades, isso melhora bastante. E aí o mundo realmente começa a permanecer mais gostoso de percorrer.

O Declínio e a verticalidade do planta

O Declínio, em próprio, adiciona outra classe à exploração. Ele traz uma dimensão mais voltada a puzzles, verticalidade e sensação de mistério. Nem todos os desafios ali são brilhantes, mas existe valor real nessa segmento do jogo, principalmente porque ela quebra o ritmo da exploração mais tradicional.

Crimson Desert também tem muitos sistemas e pequenas mecânicas que reforçam a teoria de um mundo vivo e gigantesco. O problema é que ele nem sempre sabe transformar essa grandeza em um tanto orgânico. O mundo impressiona, mas não necessariamente surpreende o tempo todo pela forma uma vez que reage ao jogador. Ainda assim, uma vez que espaço explorável, ele funciona muito muito.

Missões principais e paralelas

Crimson DesertCrimson Desert

As missões principais oscilam bastante. Algumas são muito boas, muito construídas, com batalhas interessantes e um bom tino de progresso. Outras são sem perdão, alongadas ou simplesmente pouco inspiradas. Essa irregularidade faz segmento da experiência o tempo inteiro. Você nunca sente que o jogo é ruim estruturalmente, mas sente várias vezes que ele poderia ser melhor.

As missões paralelas seguem essa mesma lógica. Algumas são quase burocráticas, outras realmente valem o tempo. Há side quests que parecem puro preenchimento e outras que oferecem bons combates, chefes opcionais ou qualquer contexto melhor para o mundo. Não é um jogo que nequice completamente nisso, mas também não é um exemplo de consistência.

Puzzles, chefes e problemas de game design

Os puzzles entram nessa mesma conversa. Há momentos muito interessantes, alguns desafios que funcionam, outras situações em que a lógica é menos intuitiva do que deveria e algumas recompensas que não justificam tanto o esforço. De novo, o sentimento é sempre parecido: boas ideias, realização irregular.

Os chefes são outro caso de altos e baixos. Há alguns muito bons, criativos, com boa presença e lutas memoráveis. Outros são unicamente ok. E alguns são ruins mesmo, com design de guerra fraco ou decisões que mais frustram do que desafiam.

A câmera contribui para isso em certas ocasiões. Em confrontos específicos, mormente com lock-on, ela não se comporta tão muito quanto deveria. Há momentos em que o jogo perde perspicuidade e isso pesa justamente onde a leitura da luta precisava ser melhor.

Esse é talvez o principal resumo de Crimson Desert uma vez que videogame: ele tem sistemas ambiciosos, boas ideias e momentos realmente impressionantes, mas ainda carrega atritos demais em áreas que deveriam estar mais resolvidas. Às vezes parece que o jogo quer ser multíplice quando só precisava ser melhor lapidado.

Desenlace

Crimson Desert é um jogo interessante. Cobiçoso, gigantesco, pleno de ideias que, ora são muito executadas, ora não, mas com um mundo que realmente labareda atenção. O combate melhora ao longo da campanha, a exploração tem valor real, a graduação impressiona e dá para sentir que existe um potencial logo de faceta. Ao mesmo tempo, ele é um projeto que ainda tropeça em refinamento, narrativa, ritmo, chefes irregulares, inventário problemático e pequenas decisões de design que acabam cansando.

Não é um sinistro em nenhum sentido. Muito pelo contrário. É um jogo bom, às vezes muito bom, e com potencial para melhorar bastante com atualizações. Mas ele também está longe de ser essa obra-prima absoluta que muita gente talvez imaginava depois de tantos anos de espera.

Crimson Desert entrega uma façanha sólida, visualmente impactante e enxurro de avidez. Só não transforma toda essa avidez em primazia o tempo inteiro.


Crimson Desert:

Crimson Desert é ávido e impressiona em graduação, combate e exploração, mas nequice em consistência, narrativa e refinamento. É um bom jogo, com grande potencial, mas ainda longe de ser uma obra-prima.
Alepitekus

von 10

2026-03-18T19:00:27-0300

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...