Crisol: Theater of Idols Review – Conhecendo o folclore e o terror…

Crisol: Theater of Idols Review – Conhecendo o folclore e o terror…

5 minutos 17/02/2026

Eu sou um grande entusiasta de obras que optam por explorar as culturas de seu país de origem, ao invés de buscar inspiração externa. Obras porquê Black Myth Wukong e Clair Obscur: Expedition 33 são um grande intercâmbio do dedo e interativo que me encantaram com suas origens e culturas, e me fizeram querer consumir mais da cultura daqueles países, além da experiência no videogame.

Pois muito, um outro título que chegou ao mercado recentemente e que decidiu apresentar aos jogadores um pouco da cultura espanhola é Crisol: Theater of Idols. Desenvolvido pelo estúdio espanhol Vermila Studios, Crisol traz ótimas ideias e inspirações nítidas de clássicos do survival horror em uma experiência em primeira pessoa.

O título chegou ao mercado em 10 de fevereiro de 2026 nas plataformas PS5, Steam e Xbox Series, e agora podemos falar se Crisol: Theater of Idols é tudo isso mesmo.

Conhecendo o folclore espanhol

Crisol: Theater of Idols usa o folclore espanhol porquê base e foca no conflito entre um “Deus Sol” (ligado a uma atmosfera oculta) e as forças do mar, retratando a Espanha de forma estilizada e mítica em sua versão fictícia chamada Hispania. No controle de Gabriel, um soldado que consegue usar seu próprio sangue porquê arma, você embarcará em uma jornada em uma ilhota repleta de segredos e que abriga um mal, para satisfazer uma missão divina do Deus Sol.

Repleta de inspirações culturais e históricas, a narrativa de Crisol se beneficia muito desses elementos. Desde a ambientação até o elenco, tudo transmite de forma positiva a origem e a cultura que inspiraram o jogo. O grande ponto de desgaste da história está em seu elenco de personagens. Tanto Gabriel quanto os personagens secundários são incapazes de fabricar qualquer conexão. Pelo menos comigo, não consegui me sentir atraído por nenhum deles.

Outrossim, o desenrolar desta jornada é lento e, por muitas vezes, tedioso. Gabriel nunca chega onde quer chegar e o orgasmo é um pouco que nunca se alcança. Sempre muito misteriosa, a narrativa opta por esconder seus vilões, enquanto Gabriel permanece em uma jacente jornada de caça ao rato que parece nunca ter termo.

Inspirações e boas ideias

O grande poder de Gabriel está na sua habilidade de recarregar suas armas com seu próprio sangue. Todavia, essa habilidade também lhe custará o consumo de partes da sua vida, um pouco bastante similar às balas de sangue de Bloodborne. Portanto, toda essa mecânica, que faz da sua barra de vida também um mecanismo de munição, traz ao gameplay de Crisol uma pegada mais estratégica, embora ainda seja um FPS com uso de armas de queima.

Para amenizar essa mecânica punitiva, o jogo oferece meios para regenerar sua vida enquanto ela se esgota conforme você usa sua arma para varar os inimigos. Nos cenários, você poderá encontrar, além de seringas que regeneram sua vida, animais e humanos dos quais é provável chupar sangue. Toda essa teoria é interessante e adiciona mais tensão ao survival horror de Crisol.

Falando nisso, Crisol tem um ritmo cadencioso que respeita suas fontes de inspiração, porquê Resident Evil 7, por exemplo. Não só isso, mas toda a topografia do planta (sob as cores vermelha e azul para identificar se uma superfície foi totalmente explorada ou não)  demonstra zelo, assim porquê seus puzzles criativos e o eminente nível de backtracking. Há muito o que se coletar em Crisol, e a experiência depois finalizar o game é interessante.

Quanto às habilidades e upgrades de armas, ambas possuem limitações, embora custe custoso obtê-los. Conforme você progride no jogo, coleta moedas e recebe uma moeda ao derrotar inimigos.

Perseguidores e inimigos genéricos

Ao longo da estadia de Gabriel na ilhota de Tormentosa, inimigos e perseguidores ficarão responsáveis por tornar a experiência do jogador mais urgente. Todavia, a falta de complicação e o design genérico dos inimigos não os tornam marcantes, muito menos persuasivos. Ao optar por bonecos de gesso porquê ameaço, todo o sentimento de tensão e urgência dificilmente é apanhado. E isso só se agrava com a repetição inevitável dos inimigos. A única coisa que pode promover tensão é a falta de impacto dos tiros e dos golpes, muito porquê a imprecisão da mira e a subida resistência dos inimigos a balas, mesmo sendo seres feitos de gesso.

Enquanto isso, há a presença de perseguidores de grande porte que até tentam promover sustos ou temor. Mas, infelizmente, a forma porquê são inseridos na gameplay, principalmente em locais abertos, quebra toda a dinâmica de perseguidor e perseguido que vivenciamos com Mr. X e Jack Baker.

Ótima estética com leves instabilidades

Um dos grandes destaques de Crisol: Theater of Idols é sua estética totalmente voltada para o folclore espanhol. Todo o cenário e ambientação, assim porquê o figurino dos personagens, representam muito o projecto de fundo do jogo. Todos os elementos, desde armas até itens, representam muito a estética escolhida. Explorar cada lugar me fez querer entender mais sobre os mitos e culturas presentes na Espanha.

Partindo para uma estudo mais técnica, Crisol não faz uso do DLSS da Nvidia. Em vez disso, opta pelo XeSS da Intel, que surpreendentemente conseguiu entregar supimpa performance com um belo uso do Lúmen (tecnologia de iluminação global da UE5).

Poucas vezes presenciei quedas bruscas de FPS durante minha experiência no PC.

Mas enfim, Crisol: Theater of Idols é tudo isso mesmo?

Crisol: Theater of Idols é o primeiro jogo da Vermila Studios, e posso expressar que fiquei surpreso com suas boas ideias, embora com algumas ressalvas. Mesmo com uma história que nunca chega ao seu orgasmo e com personagens fracos, o jogo apresenta uma supimpa mecânica de recarga de munição ao sacrificar a própria vida, enquanto tenta invadir os fãs de survival horror com sua possante inspiração em Resident Evil 7.

No termo das contas, é uma experiência que vai te fazer jogar por horas graças ao eminente nível de backtracking, além de oferecer uma novidade forma de jogar survival horror com sua mecânica punitiva


Veredito:

Crisol: Theater of Idols aposta no folclore espanhol e traz uma mecânica interessante onde a munição consome sua própria vida. Inspirado em Resident Evil 7, o jogo acerta na ambientação e no backtracking, mas sofre com narrativa lenta, personagens fracos e inimigos pouco marcantes.
João Antônio

von 10

2026-02-17T13:56:34-0300

Fonte

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