Dragon Quest VII Reimagined Review: um remake lindo, mas que…

Dragon Quest VII Reimagined Review: um remake lindo, mas que…

4 minutos 02/02/2026

Com lançamento marcado para 5 de fevereiro em praticamente todas as plataformas, chega Dragon Quest VII Reimagined, uma reimaginação de um RPG querido há décadas. A gente explorou o jogo final no PC e também passamos um tempo com uma demo no PS5, mas oriente review é fundamentado na versão de PC, que foi onde avaliamos a experiência completa.

Sinopse e clima universal

Dragon Quest VII é aquele tipo de RPG que começa com um sentimento simples e universal: o libido de saber o mundo, explorar o ignoto e se meter onde não devia. Só que, muito no comecinho, os personagens trombam com um elemento que muda tudo e coloca o jogo numa trilha muito mais ambiciosa, mexendo com tempo e espaço, pretérito e presente, consequências e efeito mariposa.

Mesmo pra quem não jogou o original, porquê foi o meu caso, a história tem um carisma inopino. E o mais permitido é que ela vai ganhando corpo sem precisar recorrer para exageros, é um desenvolvimento orgânico, com mistério, descobertas e aquela sensação de “ok, isso cá vai permanecer sério”.

Visual e desempenho no PC e PS5

Se tem uma coisa que esse remake acerta em referto é no visual. O estilo é absurdamente carismático, com aquele DNA do design do Akira Toriyama, agora reimaginado num formato que parece um diorama moderno, tudo muito “cute”, mas ao mesmo tempo referto de personalidade. Personagens, NPCs, monstros, animais, cidades, ilhas, é aquele tipo de jogo que dá vontade de parar e permanecer olhando.

No PS5, a demo rodou muito muito. No PC, o jogo final também foi tranquilo, zero dor de cabeça, sem engasgos, sem drama. Não é um jogo pesado, mas ainda assim é muito caprichado na apresentação.

Áudio e vozes

O jogo tem dublagem em inglês, mas não é 100% do tempo. Ele alterna entre trechos importantes com voz, o que fizeram muito, diga-se de passagem, e outros momentos com texto. E isso até ajuda o ritmo, porque dá peso para cenas chave.

Só que essa alternância joga luz no maior problema do jogo, a falta de uma dublagem em inglês.

História e sensação de façanha

A teoria de viagem por ilhas e eventos que mexem com tempo e consequência funciona muito muito. Em alguns momentos eu senti até umas referências históricas, coisas que lembram romances clássicos, cidades em crise, culturas diferentes, e o jogo brinca com isso de um jeito interessante, porquê se a façanha estivesse atravessando “versões” do mundo, não só geografias.

É aquele RPG que, quando engrena, você quer entender o que está acontecendo, porque tem uma aura de mistério muito gostosa.

Combate por turnos: qualidade de vida ótima, mas pouco tempero

Cá é onde a estudo fica mais dividida.

Pontos muito positivos:

  • Agora dá para ver os inimigos no planta, portanto você evita combate se quiser.
  • Dependendo do seu nível, dá para expelir inimigos fracos antes da guerra e ainda lucrar recompensa, economizando tempo.
  • Tem opções de velocidade para estugar animações, o que muda completamente o conforto do jogo.
  • O sistema de vocações/classes abre espaço para mais estratégia.

Tudo isso é o tipo de qualidade de vida que remake precisa ter, e cá está muito implementado.

O problema é o trivial. O combate, fora chefes e situações mais exigentes, pode tombar numa repetição possante. Chega um ponto em que você só vai apertando ataque e seguindo, e o jogo não adiciona uma classe moderna que dê um tempero a mais nesse cotidiano. Não precisava virar outra coisa, não precisava reinventar o gênero, mas um pouco mais de dinamismo no “dia a dia” do combate teria feito diferença.

Ainda assim, o sistema é funcional, é gostoso e tem estratégia quando precisa, só que poderia ser mais ousado.

O maior vício: falta de legendas em português

E cá não tem porquê serenar.

Um RPG desse tamanho, com esse tanto de texto, com puzzle e missão que dependem de leitura, não pode transpor sem legenda em português no nosso mercado. Não é luxo, é substancial.

E piora porque o jogo ainda brinca com sotaques, expressões, termos específicos e até personagens que falam de forma dissemelhante. Isso cria uma classe extra de dificuldade até pra quem entende inglês.

A experiência continua boa, só que fica com aquela sensação de barreira desnecessária. E num jogo onde entender a história e as pistas é secção do prazer, isso pesa demais.

Considerações finais

Dragon Quest VII Reimagined é um remake muito carismático, com visual lindo, desempenho sólido e uma história que prende, mormente com a teoria de tempo, consequência e exploração. Ele acerta em qualidade de vida, melhora o conforto do combate por turnos e entrega uma façanha que tem tudo para ocupar tanto fãs antigos quanto gente chegando agora.

Só que o jogo tropeça mal-parecido onde não poderia, na acessibilidade do texto para o Brasil. Para um RPG com uma quantidade grande de textos, isso impacta demais.

Mesmo assim, pelo conjunto, ele continua sendo um jogo muito gostoso de jogar.


Dragon Quest VII Reimagined:

Dragon Quest VII Reimagined entrega um remake carismático, com belo visual, bom desempenho, melhorias de qualidade de vida e uma história envolvente sobre tempo e consequências. Apesar disso, a falta de acessibilidade no texto em português pesa bastante para um RPG tão narrativo. Ainda assim, o conjunto torna a experiência prazerosa.
Alepitekus

von 10

2026-02-02T14:43:44-0300

Recebemos Dragon Quest VII Reimagined gratuitamente para review e agradecemos à Square Enix pela crédito.

Fonte

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