Fã reúne todos os 1.244 jogos japoneses de Game Boy

Fã reúne todos os 1.244 jogos japoneses de Game Boy

3 minutos 22/12/2025

🕹️ RUMBLETECH ATIVA O MODO 8-BITS E SOPRA O CARTUCHO 🕹️ Porque isso cá não é coleção. É resistência histórica.

Tem coisa que não dá pra explicar pra quem nasceu depois do Wi-Fi. Uma delas é o peso místico de um Game Boy na mão.

Não peso físico — aquilo era praticamente um tijolo cinza com tela esverdeada.
Tô falando do peso da responsabilidade.
Porque quando você ligava um Game Boy nos anos 90, você não tava “jogando”.
Você tava assumindo um compromisso.

E aí vem a notícia que faz o velho RumbleTech levantar da cadeira rangendo:

👉 Um fã da Nintendo conseguiu reunir TODOS os 1.244 jogos japoneses de Game Boy.
👉 Em dois anos.
👉 Sem emulador. Sem romset. Sem save state.

Respeita.

📦 1.244 cartuchos. Isso não é coleção, é registo histórico

Vamos alinhar as coisas do jeito old school:
isso não é “olha que lícito minha prateleira”.
Isso é trabalho arqueológico.

No Japão, segundo o próprio colecionador — espargido no Twitter porquê marumi_1985 — foram 1.244 jogos de Game Boy lançados no varejo.
E não, ele não contou cartucho promocional, não contou hardware estranho, não contou edição fantasma.

Só jogo.
Só cartucho.
Só o que você comprava na loja com verba suado.

🌍 Região, versão, caos: o inferno do colecionador raiz

Aí entra a secção que separa colecionador de decorador de estante.

Porque perguntar “quantos jogos de Game Boy existem?” é tipo perguntar:
👉 quantos chefes tem em Mega Man?

Depende de quem tá contando.

  • Japão: 1.244 jogos

  • EUA: um tanto entre 1.046 e 1.049

  • Europa: números menores, cheios de exceção

  • Game Boy Color entra? Não entra?

  • Versão relançada conta?

  • Nome dissemelhante em outra região vale porquê outro jogo?

Muito-vindo ao inferno burocrático do retrogame.

É por isso que não existe consenso mundial de “full set”.
Cada colecionador faz sua própria lista.
Cada lista é uma guerra social.

E mesmo assim…
esse maluco foi lá e fechou o set nipónico com persuasão.

🛠️ Dois anos graças ao Twitter (e não, isso não é ironia)

Cá vem a secção curiosa:
ele mesmo admite que sem o Twitter teria levado mais uns cinco anos.

O que faz todo sentido.

Antigamente, colecionar era:

Hoje?
Você grita na internet e alguém do outro lado do planeta responde:

“Tenho esse jogo. Caixa boa. Manual ok.”

Não é trapaça.
É evolução logística.

🧠 Mas vamos falar a verdade: isso não é sobre tempo

Porque dois anos não é o ponto cá.
O ponto é preocupação saudável.

Só quem viveu Game Boy sabe:

  • trocar rima no meio da tempo

  • jogar sob luz ruim

  • concordar tela borrada porquê estética

  • entender inglês na base do pontapé

Cada cartucho desses carrega memória coletiva.

Juntar todos não é “pegar todos” estilo Pokémon.
É resgatar uma era inteira.

🗄️ Estantes feitas sob medida: reverência supremo

A coleção não tá jogada em caixa plástica.
Ela fica em estantes construídas mormente pra isso.

Organizada.
Catalogada.
Visível.

Isso não é gamer ostentação.
Isso é museu pessoal.

Qualquer um que já segurou um Game Boy na puerícia olha praquilo e sente o coração dar aquele bip emocional.

🎮 E o próximo encarregado? Famicom.

Nos comentários antigos, o próprio colecionador já dizia que talvez o próximo passo fosse fechar o Famicom, o nosso querido NES nipónico.

Pormenor:
na estação ele já tinha mais de 600 jogos.

Ou seja:
isso não é um projeto.
É um modo de vida.

🏁 RUMBLETECH ENCERRA COM SABEDORIA DE CARTUCHO SOPRADO

Em tempos de:

  • livraria do dedo

  • jogo que some da loja

  • licença que expira

  • servidor que fecha

Ver alguém preservar fisicamente a história do videogame é quase um ato político.

🏁 MENSAGEM DO MASTER RACER 🏁

“Enquanto o mundo discute solução e frame rate,
tem gente garantindo que o pretérito não desapareça.”

Saudação supremo.
Agora fecha a gaveta, guarda o cartucho…
e não esquece de desligar pra poupar rima.



Fonte

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