Início » Fallout 4: Anniversary Edition revive o Wasteland

Fallout 4: Anniversary Edition chega pra provar que o apocalipse envelhece muito (melhor que muito gamer). Por RumbleTech – o faceta que jogou Fallout 1 em monitor de tubo e ainda acha o Pip-Boy mais confiável que um celular moderno.
Fallout 4… O jogo que me ensinou que ser simpático no diálogo às vezes é mais mortal que um Deathclaw com TPM.
Pois é, sobreviventes do Wasteland: a Bethesda lançou oficialmente Fallout 4: Anniversary Edition, e olha, é um daqueles relançamentos que fazem a gente pensar: “Ué, já faz dez anos disso?”
Sim, faz. E eu também estou me sentindo mais velho que o Preston Garvey pedindo ajuda pra outro assentamento.
A Anniversary Edition é tipo aquele reencontro de turma do ensino médio — só que, em vez de colegas de classe, você reencontra Super Mutants e gente tentando te vender sucata por 300 tampinhas.
Ela traz o jogo base + seis expansões oficiais (Automatron, Wasteland Workshop, Far Harbor, Contraptions Workshop, Vault-Tec Workshop e Nuka-World), e ainda mais de 150 itens do Creation Club, incluindo aquelas armas insanas que parecem ter sido inventadas por alguém com uma chave inglesa e um problema de crédito.
É a versão definitiva. Ou, porquê a Bethesda gosta de expor, “a versão mais completa até inventarmos uma novidade pra vender daqui a dois anos.”
Além do pacote gordo de teor, agora temos o novo Menu Criações, que basicamente é um shopping pós-apocalíptico de mods e conteúdos criados tanto por desenvolvedores quanto pela galera que devia estar dormindo, mas decidiu refazer o planta inteiro de Boston em graduação 1:1.
O novo menu promete deixar tudo mais fácil de encontrar e diminuir — ou seja, o caminho solene da Bethesda pra transformar Fallout 4 num simulador de engenharia social e fashion week de armaduras.
E o melhor? Se você já tem o jogo base, não precisa comprar tudo de novo pra usar. A Bethesda até pensou em você… pelo menos dessa vez.
Olha só, finalmente uma boa notícia num mundo onde até o Dogmeat virou NFT (gaudério… por enquanto).
Se você já tinha a versão Standard ou a Game of the Year, dá pra atualizar pra essa edição completinha, inclusive se estiver jogando via Game Pass ou PS Plus.
Mas desvelo: é Bethesda, né? Logo não estranhe se o botão de “atualizar” travar o jogo e seu Pip-Boy principiar a tocar música dos anos 50 em loop infinito.
É o charme da morada.
Jogar Fallout 4 em 2025 é tipo revisitar aquele bar predilecto dos anos 2000: a estrutura tá meio caindo, o som dá umas engasgadas, mas o clima continua ótimo.
Os gráficos? Muito… digamos que não envelheceram tão muito quanto o Ron Perlman narrando “War never changes.”
O Wasteland ainda parece ter sido renderizado com paixão, moca e um motor gráfico que já devia estar reformado desde o Oblivion.
Mas tem um charme inegável ali. A arte, a ambientação, o humor preto e aquele sentimento agridoce de “meu Deus, eu esqueci de salvar antes de estrebuchar aquele posto de saqueadores.”
E simples, o velho problema: NPCs com o olhar perdido, diálogos travados, e bugs que desafiam a física e a lógica humana.
Mas quer saber? É Bethesda. Faz segmento da experiência. Se um personagem não cruzar uma parede aleatoriamente, o jogo perde metade da perdão.
Rejogar as expansões depois de tanto tempo é tipo transfixar um vinho envelhecido: ainda tem aquele sabor possante, mas com um toque de nostalgia radioativa.
Far Harbor ainda é o ponto cimo — atmosfera densa, chuva ácida e criaturas que parecem ter escapado de um pesadelo lovecraftiano com paladar de iodo.
Já Nuka-World é a Disneyland dos psicopatas. Montanhas-russas, gangues e a chance de finalmente governar um parque de diversões pós-apocalíptico.
É o tipo de teor que faz a gente lembrar por que Fallout 4 continua sendo o RPG mais recreativo pra quem gosta de explorar cada buraco de esgoto achando que vai encontrar uma história trágica e um corpo segurando um quotidiano.
Com a série de TV da Amazon bombando e essa novidade edição relembrando os velhos tempos, tá simples que Fallout ainda tem radiação o bastante pra mais uma dez de sobrevida.
E a Bethesda sabe disso — tanto que já confirmou que Fallout 4: Anniversary Edition também chega ao Switch 2 em 2026.
Sim, o portátil da Nintendo vai rodar Fallout 4. E eu mal posso esperar pra ver o console derretendo em tempo real tentando carregar o planta de Boston.
Mas ei, quem sabe o apocalipse em 720p tenha seu charme, né?
Olha, Fallout 4: Anniversary Edition é o equivalente gamer de um coche vetusto restaurado: o motor é o mesmo, o tela ainda range, mas brilha bonito na garagem.
É a chance perfeita pra quem nunca explorou o mundo radioativo da Bethesda — e um ótimo pretexto pros veteranos voltarem a gastar 200 horas construindo bases e brigando com NPCs bugados.
Se você é porquê eu, que jogou Fallout 1 em DOS e achava que o apocalipse era em preto e branco, essa edição é tipo um amplexo nostálgico enroupado de ferrugem e poeira nuclear.
É imperfeita, mas viva.
É velha, mas charmosa.
É Fallout.
E porquê diria o bom e velho narrador:
“A guerra nunca muda. Mas as edições comemorativas sim.”

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