Início » Fatal Fury: City of the Wolves mostra personagens da Temporada 3

A SNK divulgou um novo trailer entusiasmado de Inevitável Fury: City of the Wolves e confirmou os personagens da Temporada 3.
E olha só que milagre: a empresa trouxe gente que realmente tem rosto de Inevitável Fury.
Tem Rick Strowd.
Tem Laocorn Gaudeamus.
Tem Kim Kaphwan.
Tem Duck King.
Ou seja, a SNK abriu a gaveta certa.
Zero contra convidado famoso, lutador inesperado, crossover maluco e estrela global entrando na porrada uma vez que se South Town fosse torrinha de evento premium. Mas Inevitável Fury tem uma história gigantesca. Tem personagem sobrando. Tem mito de fliperama paragem no banco esperando voltar. Tem cheiro de Neo Geo, ficha de metal e botão gasto de tanto Power Wave.
Logo ver uma temporada puxando nomes ligados à própria mitologia da franquia dá uma sensação boa.
Aquela sensação de que alguém na SNK finalmente entrou na sala, olhou para o elenco e falou:
“E se a gente colocasse Inevitável Fury dentro de Inevitável Fury?”
Revolucionário.
Assista o trailer clicando aqui.
Vamos inaugurar pelo óbvio.
Inevitável Fury é muito maior do que Terry Bogard gritando “Are you okay?” uma vez que se estivesse oferecendo suporte técnico antes de te convencionar com um Buster Wolf.
Terry é ícone.
Evidente.
Andy, Joe, Mai, Geese, Kim, Duck King, Blue Mary, Yamazaki, Billy Kane, Rock Howard, B. Jenet, Gato, Hotaru e toda essa galera fazem secção de uma linhagem que atravessou arcade, Neo Geo, locadora, coleção pirata de emulador e campeonato de bairro em televisão de tubo.
Inevitável Fury sempre teve um pouco dissemelhante de The King of Fighters.
KOF virou o grande carnaval da SNK. Time, crossover, trio, dream match, elenco gigante, fanservice infinito.
Inevitável Fury tinha outra pegada.
Era mais rua.
Mais South Town.
Mais rivalidade de bairro com chefão mafioso.
Mais história de família, vingança, gangue, dojo, boteco, beco e gente resolvendo traumatismo na base do peculiar.
City of the Wolves precisava lembrar disso.
E a Temporada 3 parece retirar justamente esse fio.
Comecemos por Kim Kaphwan.
Esse varão é uma instituição.
Kim estreou em Inevitável Fury 2 e virou um dos personagens mais reconhecíveis da SNK. Um taekwondista obcecado por justiça, disciplina e chuto na cabeça de qualquer pessoa que pareça vagamente criminosa.
Kim é aquele tipo de personagem que entrava na tela com vigor de professor de artes marciais, fiscal de moral e pai rebelde ao mesmo tempo.
Ele não luta só para vencer.
Ele luta para emendar sua postura moral, sua falta de treino e provavelmente seu imposto de renda.
No arcade, Kim sempre foi sinônimo de pressão, mobilidade, chutes rápidos e aquela sensação irritante de que o oponente está te batendo enquanto dá palestra sobre virtude.
Em Inevitável Fury, KOF e nos sonhos traumáticos de quem levou Hou’ou Kyaku sem saber proteger, Kim virou patrimônio da SNK.
Tê-lo de volta em City of the Wolves não é só fanservice.
É obrigação histórica.
Agora, Duck King.
Ah, Duck King.
Esse é para quem viveu a estação em que personagem de luta podia ser completamente contra-senso sem precisar de explicação em lore de 40 páginas.
Duck King é breakdance, moicano, ritmo, provocação e pancadaria com rosto de show de rua.
Ele é um dos personagens que melhor representam o lado mais urbano e variegado de Inevitável Fury. Não é ninja. Não é mafioso. Não é herdeiro trágico. Não é vilão de terno. É um maluco estiloso que transforma dança em agressão física.
E isso é maravilhoso.
Duck sempre teve aquele charme de personagem que parece secundário para quem olha de fora, mas vira predilecto momentâneo de quem entende a vibe da série.
Ele tem personalidade.
Ele tem silhueta.
Ele tem animação que vende atitude.
Ele tem rosto de fliperama vetusto, onde cada personagem precisava se evidenciar de longe porque você estava escolhendo lutador com alguém batendo ficha do seu lado e gritando “vai logo”.
Trazer Duck King de volta é lembrar que Inevitável Fury também era sarau, rua, música e estilo.
Não só drama familiar e director final roubado.
Rick Strowd é uma escolha mais interessante.
Ele veio de Real Bout Inevitável Fury 2: The Newcomers, aquele tipo de jogo que quem jogava SNK de verdade conhece, mas que ficou menos popular no imaginário universal do que Inevitável Fury Special ou Garou.
Rick é boxer, mas não é só “mais um boxer”.
Ele tinha uma pegada estilizada, com golpes rápidos, impacto potente e um jeitão muito próprio dentro do universo da SNK.
O retorno dele mostra que a Temporada 3 não está somente pescando nomes óbvios.
Está olhando para camadas mais específicas da série.
E isso é bom.
Muito bom.
Porque Inevitável Fury tem um elenco espalhado por várias fases. Se City of the Wolves quiser realmente comemorar a franquia, precisa resgatar personagens além da primeira prateleira.
Rick é aquele tipo de soma que faz o fã vetusto sorrir de esquina.
Não é necessariamente o nome que o público casual gritaria primeiro.
Mas é o nome que mostra que a SNK sabe onde está mexendo.
Pelo menos cá.
Porque em outras decisões recentes, a bússola da empresa parecia rodopiar igual controle de arcade com mola quebrada.
E portanto temos Laocorn Gaudeamus.
Cá a SNK abriu uma porta mais estranha.
Laocorn vem de Inevitável Fury: The Motion Picture, animação de 1994. Não é exatamente personagem médio dos jogos clássicos. Ele pertence a uma secção mais lateral da franquia, ligada ao universo entusiasmado.
E é justamente por isso que a escolha labareda atenção.
Laocorn é profundo golpe de fã.
É coisa de quem conhece Inevitável Fury além da lista principal de personagens jogáveis.
É o tipo de nome que faz o jogador novo perguntar “quem?”, enquanto o veterano puxa uma cadeira e começa uma palestra sobre OVAs, anime de luta dos anos 90 e uma vez que a SNK tinha uma aura absurda naquela estação.
Essa inclusão é interessante porque amplia o que City of the Wolves pode ser.
Não somente prolongação de Garou.
Não somente vitrine moderna de Inevitável Fury.
Mas um grande baú da mitologia SNK, incluindo até material entusiasmado.
Isso pode dar muito evidente.
Ou pode virar bagunça.
Mas eu prefiro uma bagunça com personalidade a mais uma temporada segura com três personagens óbvios e um convidado que parece escolhido por planilha de engajamento.
City of the Wolves não é um jogo qualquer dentro da história da SNK.
Ele marcou o retorno principal de Inevitável Fury depois de mais de duas décadas desde Garou: Mark of the Wolves.
Vamos lembrar o tamanho disso.
Garou saiu em 1999.
Era lindo.
Era técnico.
Era elegante.
Era SNK no auge artístico, mas também perto do queda financeiro.
Aquele jogo parecia o porvir da franquia.
Aí o porvir foi cancelado pela vida real.
A SNK quebrou, mudou, voltou, reestruturou, ressuscitou marcas, viveu de KOF, relançamento, nostalgia e insistência.
Inevitável Fury ficou enregelado.
Rock Howard envelheceu mais na memória dos fãs do que na cronologia.
Quando City of the Wolves finalmente apareceu, não era só “novo jogo de luta”.
Era uma conta histórica sendo paga com juros de 25 anos.
Por isso cada personagem importa.
Esse jogo não pode tratar elenco uma vez que decoração.
Ele está lidando com legado.
Inevitável Fury é uma das séries que ajudaram a definir o jogo de luta nos arcades.
Antes do mundo moderno de rollback, frame data em vídeo no YouTube e jogador reclamando de patch note em fórum, tinha gente aprendendo na marra.
Você colocava ficha.
Escolhia personagem.
Apanhava.
Tentava entender golpe peculiar por revista.
Descobria comando com colega mentiroso.
Ouvia que existia um super secreto se girasse o controle sete vezes e apertasse todos os botões.
Era selvagem.
Era lindo.
Inevitável Fury fazia secção disso.
A série tinha identidade visual, trilha, cenários cheios de vida e aquele clima de luta de rua que a SNK sabia fazer uma vez que poucos.
Quando City of the Wolves coloca Kim, Duck, Rick e Laocorn em uma mesma temporada, ele conversa com essa memória.
Não é só “teor novo”.
É manutenção de linhagem.
E linhagem, em jogo de luta, vale mais que skin dourada vendida por 9 dólares.
A SNK tem apostado em trailers animados para vender temporadas de City of the Wolves.
Isso pode funcionar muito muito.
Inevitável Fury tem DNA de anime. Sempre teve. Terry, Andy, Geese, Rock, Mai, Kim e companhia parecem personagens feitos para preâmbulo com guitarra, vento dramático e close no olhar antes da porrada.
Logo trailer entusiasmado combina.
Mas existe um pormenor importante: precisa ter rosto de arte, não de trilho.
A comunidade já criticou trailers anteriores de City of the Wolves por suposto uso de IA generativa. Isso pegou mal. Muito mal.
Jogo de luta vive de paixão visual.
Vive de animação.
Vive de pose.
Vive de mão humana colocando personalidade em cada quadro.
Quando o público sente cheiro de economia por IA em um trailer de franquia clássica, a reação vem potente. E com razão.
Inevitável Fury nasceu de sprite, quadro, pixel, animação feita na unha e artista suando para cada golpe parecer vivo.
A SNK precisa lembrar disso.
Cá, mais do que nunca.
Do lado jogável, City of the Wolves tenta lastrar modernidade com legado.
O jogo trouxe o REV System, que funciona uma vez que coração mecânico da experiência. REV Arts, REV Accel, REV Blows e gerenciamento da barra criam uma classe de pressão e risco jacente.
É um sistema que tenta deixar a partida mais explosiva.
Mais agressiva.
Mais espetacular.
Inevitável Fury sempre teve essa coisa de ritmo próprio, mas City of the Wolves precisou falar com o jogador moderno sem virar imitação de Street Fighter, Tekken ou Guilty Gear.
Esse é o repto.
Ser novo sem perder a rosto.
E cada personagem de DLC precisa se encaixar nisso.
Kim precisa ter pressão e mobilidade sem virar somente boneco de rushdown genérico.
Duck King precisa dançar na mecânica sem perder sua estranheza.
Rick precisa espancar com peso e fluidez.
Laocorn precisa justificar a presença com estilo próprio, não só curiosidade histórica.
Não basta colocar nome vetusto.
Tem que fazer o nome jogar muito.
Kim, em peculiar, tem potencial contra-senso no sistema de City of the Wolves.
Um personagem de chutes rápidos, progresso, pressão e mobilidade pode se beneficiar muito de mecânicas que favorecem explosão ofensiva.
Se a SNK convencionar, Kim pode virar aquele boneco que cola no oponente e transforma resguardo em pedido de socorro.
Mas desvelo.
Kim potente demais vira traumatismo momentâneo.
Jogador de SNK conhece esse filme.
Tem personagem que parece “justiça” na história, mas na prática comete violação de guerra no esquina da tela.
Se o balanceamento vier invasivo, prepare-se para lobby pleno de Kim fazendo a comunidade desenredar que virtude também dá rage quit.
Ainda assim, é o tipo de risco bom.
Kim precisa ser relevante.
Não pode voltar uma vez que homenagem sem impacto.
Esse varão não chutou gerações inteiras para chegar em 2026 e virar enfeite de seleção.
Duck King é outro teste importante.
A perdão dele está no movimento.
No balanço.
Na provocação.
Na leitura dissemelhante.
Se ele permanecer genérico, acabou.
Duck precisa parecer Duck.
Precisa entrar na tela uma vez que se o jogador tivesse escolhido um clipe de breakdance em vez de um lutador tradicional.
Isso exige animação potente.
Exige timing.
Exige personalidade.
Exige golpes que tragam a sensação de ritmo.
Não é só botar um moicano e meia dúzia de acrobacias.
Duck tem que irritar, confundir e encantar.
Ele precisa ser o tipo de personagem que faz o oponente pensar: “não acredito que perdi para esse rosto dançando”.
Esse é o espírito.
Inevitável Fury sempre foi ótimo quando abraçava o excesso urbano.
Duck é puro excesso urbano.
Rick Strowd tem a chance de ocupar um espaço interessante.
Jogo de luta adora boxer.
Mas boxer pode tombar em clichê rápido.
Jab.
Direto.
Upper.
Trouxa.
Esquiva.
Pronto.
Rick precisa ser mais do que isso.
No universo Inevitável Fury, ele pode trazer uma leitura mais estilizada, mais SNK, com golpes que tenham impacto visual e identidade própria.
E esse é um ponto importante: SNK sempre soube produzir personagens que pareciam arquétipos conhecidos, mas com alguma torção própria.
O ninja não era só ninja.
O karateca não era só karateca.
O director mafioso não era só director mafioso.
O boxer também não pode ser só boxer.
Se Rick voltar com personalidade, pode ser uma das surpresas da temporada.
Aquele personagem que não vende a temporada sozinho, mas vira main de quem gosta de coisa dissemelhante.
E geralmente essa é a turma mais perigosa online.
Laocorn é o coringa.
Por vir do material entusiasmado, ele permite que a SNK brinque com um estilo menos recluso à tradição jogável.
Isso pode gerar um personagem mais teatral, mais dramático, mais “boss de anime vetusto”.
Inevitável Fury sempre teve vilões fortes.
Geese Howard é praticamente patrimônio universal da vilania de jogo de luta.
Krauser parecia ter saído de uma ópera para esmigalhar sua costela.
Yamazaki parecia violação organizado com ataque nervoso.
Laocorn precisa entrar nesse salão sem passar vergonha.
Não precisa ser Geese.
Ninguém precisa ser Geese.
Mas precisa ter presença.
Se for só “olha, lembram do filme?”, a piada acaba rápido.
Agora, se a SNK usar Laocorn para resgatar essa aura de anime noventista meio exagerado, meio sério demais, meio maravilhoso, aí temos um pouco peculiar.
A Temporada 3 tem cheiro de fã vetusto.
Não só pelo Kim e Duck King, que são nomes mais óbvios e queridos.
Mas pelo conjunto.
Rick Strowd é resgate de Real Bout 2.
Laocorn é resgate de anime.
Kim é clássico inteiro.
Duck é carisma de arcade.
Isso parece menos “vamos pegar personagem popular de planilha” e mais “vamos montar uma temporada que conversa com diferentes cantos da história Inevitável Fury”.
E isso é bom.
City of the Wolves precisa desse tipo de curadoria.
O jogo não pode depender somente de convidados ou de nostalgia rasa.
Precisa mostrar que entende seu próprio baú.
E o baú da SNK é contra-senso.
Tem poeira, sim.
Mas tem ouro.
Muito ouro.
A SNK atual é uma empresa estranha.
Ela tem verba novo.
Tem marcas históricas.
Tem comunidade leal.
Tem nostalgia potente.
Tem talento.
Mas também toma decisões que parecem feitas por alguém girando roleta dentro de um escritório pleno de pôster de Terry Bogard.
Colocar Cristiano Ronaldo em Inevitável Fury foi uma escolha que dividiu o público.
Trazer personagens de Street Fighter fez sentido uma vez que crossover, mas também reforçou a sensação de que a SNK estava tentando invocar atenção a qualquer dispêndio.
Agora, com a Temporada 3, a empresa parece voltar para morada.
Inevitável Fury não precisa fingir ser outra coisa.
A série tem força suficiente.
Evidente que precisa vender.
Evidente que precisa atrair público novo.
Evidente que precisa nascer em rede social.
Mas, às vezes, a melhor jogada mercantil é respeitar a própria identidade.
Olha que noção perigoso.
Essa temporada também lembra uma coisa triste sobre o mercado atual.
Antigamente, no arcade, o elenco vinha fechado.
Você descobria personagem no gabinete.
Aprendia na porrada.
Via final.
Achava director roubado.
Voltava no outro dia.
Hoje tudo é temporada, passe, roadmap, teaser, trailer, personagem mensal, balance patch, proclamação de proclamação e cronograma de teor.
Não estou dizendo que antes era perfeito.
Era dispendioso.
Era brutal.
Era injusto.
A máquina comia ficha uma vez que se tivesse dívida com onzeneiro.
Mas havia uma magia.
Personagem novo era evento porque você via no arcade, não em thumbnail patrocinada.
City of the Wolves vive no mundo moderno. Precisa de DLC. Precisa de temporada. Precisa manter comunidade ativa.
Tudo muito.
Mas quando a SNK traz personagens que carregam psique de fliperama, ela consegue aproximar esses dois mundos.
O jogo moderno com rollback e temporada encontra o velho espírito da máquina no esquina do bar.
É aí que Inevitável Fury funciona.
O retorno desses lutadores também tem outro peso técnico.
City of the Wolves está em uma estação onde jogo de luta precisa sobreviver online.
Não adianta só ter personagem legítimo.
Precisa de netcode bom.
Precisa de crossplay.
Precisa de matchmaking decente.
Precisa de balanceamento.
Precisa de treino robusto.
Precisa de comunidade ativa.
O arcade morreu uma vez que meio inteiro. Hoje a ficha é virtual.
Logo Kim, Duck, Rick e Laocorn precisam chegar em um envolvente competitivo minimamente saudável.
Se a SNK acerta o pacote, a temporada pode reacender interesse.
Se erra o balanceamento, vira caos.
E caos em jogo de luta tem duas formas.
A boa: hype, clip, combo contra-senso, torneio pegando queimada.
A ruim: personagem quebrado, ranked tóxico, reclamação infinita e patch emergencial.
Com SNK, geralmente as duas coisas acontecem ao mesmo tempo.
Tradição é tradição.
O mercado de luta está pleno.
Street Fighter 6 segue potente.
Tekken 8 tem base enorme.
Mortal Kombat sempre aparece com espetáculo e fatality.
Guilty Gear, Granblue, Under Night, KOF, Dragon Ball, 2XKO e outros brigam por atenção.
Inevitável Fury não pode competir somente copiando os outros.
Ele precisa ocupar espaço próprio.
City of the Wolves tem uma vantagem: história.
Não no sentido de lore somente.
Mas história real de gênero.
A série vem dos arcades, da SNK clássica, do Neo Geo, de uma linhagem que ajudou a produzir o jogo de luta moderno.
A Temporada 3 reforça isso quando traz personagens que não parecem escolhidos por tendência.
Parecem escolhidos porque pertencem a esse universo.
Isso dá identidade.
E identidade é exatamente o que muito jogo de luta moderno perde quando tenta aprazer todo mundo.
City of the Wolves não pode ser tratado uma vez que projeto nostálgico temporário.
Ele precisa ser pilar.
Inevitável Fury merece.
A SNK passou anos vivendo principalmente em torno de The King of Fighters.
KOF é gigantesco, evidente.
Mas Inevitável Fury tem outro tipo de peso.
É a raiz.
É a rua.
É South Town.
É Terry antes de virar notoriedade universal dos jogos de luta.
É Geese caindo de prédio uma vez que se desafiasse a seriedade e o bom siso.
É aquele mundo onde cada personagem parece ter pretérito por uma desavença antes mesmo da luta inaugurar.
Se a SNK cuidar muito, City of the Wolves pode ser mais do que retorno nostálgico.
Pode ser uma segunda vida real para Inevitável Fury.
E a Temporada 3 é secção disso.
Trailer bonito ajuda.
Personagem clássico ajuda.
Nostalgia ajuda.
Mas, no termo, jogo de luta vive no controle.
Kim precisa sentir evidente.
Duck precisa dançar evidente.
Rick precisa espancar evidente.
Laocorn precisa impor presença.
O frame data precisa fazer sentido.
Os especiais precisam encaixar no REV System.
As animações precisam discursar golpe.
O som precisa ter impacto.
O online precisa segurar.
O balanceamento precisa não incendiar tudo no primeiro termo de semana.
É aí que o hype vira permanência.
A SNK sabe fazer personagem bom.
Mas precisa manter consistência.
Não basta vender presente.
A presente traz o jogador de volta.
O gameplay decide se ele fica.
No termo, a Temporada 3 de Inevitável Fury: City of the Wolves parece um acerto de direção.
Rick Strowd, Laocorn Gaudeamus, Kim Kaphwan e Duck King formam uma seleção com rosto de SNK.
Tem clássico.
Tem cult.
Tem resgate.
Tem estranho.
Tem fliperama.
Tem anime velho.
Tem taekwondo moralista.
Tem dança criminosa.
Tem boxer esquecido.
Tem vilão de filme.
É exatamente esse tipo de mistura que Inevitável Fury precisa.
Não é só olhar para o pretérito.
É usar o pretérito uma vez que combustível para manter o jogo vivo.
E, sinceramente, depois de tantas decisões esquisitas da SNK moderna, dá até para respirar.
Por enquanto.
Porque a empresa ainda é capaz de anunciar um convidado bizarro amanhã e transformar South Town em torrinha de marketing.
Mas hoje, pelo menos hoje, a notícia é boa.
Inevitável Fury está trazendo gente da morada.
Gente com cheiro de arcade.
Gente que lembra por que essa franquia importou.
E se a SNK convencionar o gameplay, a Temporada 3 pode ser uma daquelas atualizações que fazem veterano voltar, novato perguntar “quem é esse maluco?” e jogador vetusto responder com luz nos olhos:
“senta aí, moleque. Deixa eu te narrar sobre quando a gente jogava isso em máquina de ficha.”

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