Favela Kick: indie de futebol em pixel art com cheiro de BR

Favela Kick: indie de futebol em pixel art com cheiro de BR

3 minutos 20/09/2025

História: drama, globo e favela — mas feito lá fora!

Olha só que curioso: Favela Kick: The Final Goal não é brasiliano, mas o enredo tá fincado no Brasil até o talo. O jogo foi feito por um gringo (Vladimir Pliashkun, olha o nome de romance soviética), mas resolveu recontar a jornada do moleque que começa chutando lata no campinho da favela e sonha em virar craque internacional.

É aquele roteiro que qualquer tiozão da laje já viu passar na TV Manchete: superação, pobreza, família com perrengue, decisões difíceis… tudo isso embalado em pixel art. Cá não tem cutscene enxurro de CGI, é pixelzinho charmoso que parece saído direto do Turbo Game.

Jogabilidade: futebol simplão, mas com coração

O que brilha

Pixel art no estilo “locadora 1989”
Zero de FIFA com 200 botões, cá o negócio é top-down, gráfico quadradão, charme retrô. Parece até cartucho pirata de Master System rodando em TV de tubo.

Narrativa fora de campo
Não é só dar passe e chutar. Tem decisão de vida: ajudar a família, mourejar com tretas, fazer escolhas que pesam no porvir da curso. É futebol com romance — tipo Vale Tudo, mas com chuto a gol.

Progresso estilo “subir na vida”
Você começa no campinho da favela e vai galgando até ligas maiores. Tem aquela sensação boa de trespassar da pelada com chinelo na trave até chegar em estádio lotado.

Desenvolvedor ativo
O fundador já soltou patch corrigindo IA burra, ajustes em stamina e escanteio. Ou seja, não é daqueles indies que abandonam o navio. O rosto tá ouvindo a comunidade.

O que dá tropeço na chuteira

Profundidade limitada
Se você é do time que gosta de escalar elenco, fazer contrato, discutir 4-4-2 versus 3-5-2… esquece. Cá é mais futebol arcade que simulador hardcore.

Repetição depois de um tempo
Depois de várias ligas, alguns players dizem que fica meio repetitivo. Tipo testemunhar reprise de Os Trapalhões: ainda é risonho, mas você já sabe o que vai intercorrer.

Interface meio miúda
Em tela grande ou ultrawide, parece que o HUD foi feito no monitor do Philco preto e branco. Dá pra jogar, mas poderia ser mais ajeitado.

O charme de ser “não-brasileiro contando Brasil”

Esse é o ponto que dá nó na cabeça: o jogo é sobre Brasil, mas não é feito cá. É tipo ver gringo tentando falar “pastel de feira” e errando o sotaque, mas ainda assim sendo simpático.

E o melhor: ele não cai na caricatura de futebol genérico. Mostra favela, mostra drama de vida real, mostra aquele sonho de moleque que todo brasiliano conhece. É quase um tributo outsider ao nosso futebol — feito em pixel art e com trilha que parece chiptune de fita de Atari.

Quem vai curtir

Quem cresceu jogando Super Soccer no Super Nintendo e acha perdão em futebol arcade.

Quem gosta de enredo dramático junto com esporte.

Quem quer um tanto ligeiro, barato e com vibe retrô.

Quem acha legítimo ver jogo estrangeiro tentando retratar o Brasil sem virar piada.

Quem vai torcer o nariz

O fã hardcore de simuladores de futebol realistas.

O rosto que espera teor infinito pós-ligas.

Quem odeia pixel art e quer gráficos ultra realistas.

Primeiras impressões do tiozão

Depois de umas partidas, Favela Kick: The Final Goal deixou aquele gostinho de pastel de feira com caldo de cana: simples, gostoso, mas talvez não sustente um almoço inteiro. Ele não tenta competir com FIFA ou PES, e nem precisa. O objetivo é outro: recontar uma história de superação no Brasil com charme retrô.

E vamos ser sinceros: ver um gringo fazendo jogo sobre favela brasileira em pixel art já vale o rolê. É tipo quando os japoneses lançaram Captain Tsubasa e a gente achava que era igualzinho o futebol daqui. Não era, mas a gente amava mesmo assim.

📌 Aviso final: isso cá é só o aquecimento. Em breve teremos a estudo completa de Favela Kick: The Final Goal, com mais horas de jogatina, comparações com clássicos retrô e veredito final. Segura a globo que vem estudo de verdade logo mais!

Fonte

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