Início » Fortnite aumenta preço dos V-Bucks a partir de março – GameHall

Olha, eu já vi muita coisa nessa vida de gamer. Já vi a SEGA lançar o 32X e o Saturn no mesmo ano uma vez que se numerário do consumidor fosse infinito. Já vi a indústria inventar o Season Pass, o loot box, o battle pass, a skin de R$ 200 e o DLC de personagem que já estava no disco. Mas a Epic Games conseguiu, no dia 11 de março de 2026, me surpreender com um nível de desaforo corporativo que merece registro histórico.
Eles anunciaram um novo aumento no preço dos V-Bucks, a moeda virtual de Fortnite, com ingresso em vigor no dia 19 de março. Tudo muito, preço sobe, inflação existe, o mundo é cruel. O problema, meu dispendioso leitor, é a justificativa que eles deram. Segura: “o dispêndio para manter o Fortnite aumentou muito e vamos subir os preços para ajudar a remunerar as contas.” Remunerar as contas. A Epic Games. Remunerar as contas.
Vou precisar que alguém me explique, com calma e usando sílabas pequenas, uma vez que uma empresa que fatura bilhões de dólares por ano com um jogo free-to-play, que não vende transcrição física, que não tem dispêndio de fabricação de mídia, que ofídio por praticamente cada pixel cromatizado que você usa no seu personagem, está com dificuldade de “remunerar as contas”. Isso é o tipo de frase que faz o RUMBLETECH tirar os óculos, esfregar o rosto e olhar para o teto pedindo paciência ao universo. Master Race não perdoa esse tipo de asseveração sem natividade, sem oferecido, sem absolutamente zero que justifique a choradeira corporativa.
Vamos aos fatos frios e duros, porque o tiozão gosta de oferecido concreto. A partir de 19 de março de 2026, o pacote que antes te dava 1.000 V-Bucks por R$ 31,99 agora entrega unicamente 800 V-Bucks pelo mesmo preço.
O pacote de R$ 78,99 cai de 2.800 para 2.400 V-Bucks. O de R$ 124,99 despenca de 5.000 para 4.500 V-Bucks. E o pacote maior, de R$ 313,99, vai de 13.500 para 12.500 V-Bucks. Ou seja, não é que o preço subiu. É que você agora paga o mesmo e recebe menos. Isso tem um nome bonito no mundo dos negócios: shrinkflation. No mundo real, tem outro nome que não posso grafar cá porque o GameHall é um portal de família.
E o Passe de Guerra? Ah, esse foi uma obra de arte de relações públicas. Ele passou de 1.000 V-Bucks para 800 V-Bucks, o que num primeiro olhar parece uma condescendência da Epic. Só que antes você podia restaurar até 1.500 V-Bucks completando o passe, entre os 1.000 de retorno base e os 500 extras das Recompensas Adicionais. Agora você recupera no sumo 800 V-Bucks e as recompensas extras simplesmente sumiram do planta. Desapareceram. Evaporaram uma vez que promessa de político em ano de eleição. A conta não fecha em prol do jogador de jeito nenhum.
Uma vez que forma de “ressarcir” os jogadores, a Epic Games anunciou que quem comprar V-Bucks via Epic Games Store ou pelo sistema de pagamento da empresa no PC, iOS, Android e navegador vai receber 20% de volta em Recompensas Epic. Isso pode ser usado em Fortnite, Fall Guys e Rocket League. Que liberalidade. Que coração enorme. Eles tiram numerário do seu bolso com uma mão e com a outra te devolvem um vale-gasto que só funciona nos próprios produtos deles. É o equivalente gamer de um supermercado aumentar todos os preços em 20% e te dar um cupom de desconto de 10% válido só na seção de cereais. Obrigado, Epic. Muito obrigado.
E olha que os jogadores não estão engolindo essa em silêncio não. As redes sociais explodiram de reclamações logo que o proclamação foi feito, com a comunidade do Fortnite demonstrando aquela irritação genuína de quem já aturou muita coisa mas chegou no limite. O tiozão entende a revolta. De verdade entende. Porque mesmo quem não joga Fortnite, mesmo quem acha o jogo uma coleção de dancinhas coloridas sem substância, tem que reconhecer que esse movimento é o retrato perfeito do que há de mais predatório na indústria de games atual.
Cá o RUMBLETECH vai retirar a história, porque é impossível não fazer isso. Lembra quando a Epic Games entrou em guerra judicial contra a Apple e o Google lá em 2020? O argumento meão era que as lojas cobravam taxas abusivas que prejudicavam os consumidores e os desenvolvedores. A Epic se posicionou uma vez que a mocinha da história, a campeã dos jogadores contra o sistema.
Tim Sweeney saiu em entrevistas falando em liberdade, em mercado justo, em transparência. Pois muito. Hoje, 2026, a mesma Epic reduce a quantidade de moeda virtual que você recebe sem reduzir o preço cobrado e justifica dizendo que precisa “remunerar as contas”. A ironia é tão grossa que dá para trinchar com a punhal de pixel do Fortnite.
No término das contas, o que temos cá é a prolongação de uma tendência que o tiozão vem denunciando há anos nesse portal. A indústria de games aprendeu a transformar o jogador num assinante perpétuo de teor cosmético, e quando os números não batem com as expectativas dos acionistas, a solução é sempre a mesma: espremer mais.
Não importa se o jogo é gratuito. Não importa se você já gastou centenas de reais em skins. Não importa se a justificativa faz tanto sentido quanto um cartucho de Sonic num console da Nintendo. A torneira vai apoucar e você vai remunerar. Ou vai parar de jogar. E a Epic está apostando que a grande maioria vai remunerar. Pelos dados históricos dessa indústria, ela provavelmente está certa. E isso é a segmento mais triste da história toda.

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