Início » Godzilla Destroy All Monsters Melee Remastered é anunciado

O tio RumbleTech precisa respeitar uma coisa:
Nem de tanque.
Nem de forasteiro.
Nem de monstro gigante.
Nem de sátira especializada.
Nem de cronograma suicida.
E aparentemente nem de GTA 6.
Porque a Atari e a Pipeworks anunciaram Godzilla: Destroy All Monsters Melee Remastered, novidade versão do clássico de 2002, refeita na Unreal Engine 5 e com lançamento marcado para 3 de novembro no PC, PlayStation 5, Switch 2 e Xbox Series. O pormenor delicioso é que o jogo chega no mesmo mês de GTA 6, previsto para 19 de novembro, justamente o mês que várias publishers estão evitando porquê se fosse extensão radioativa de kaiju.
Ou seja: enquanto metade da indústria está olhando para novembro e falando “melhor não”, Godzilla simplesmente levantou, pisou no calendário e disse:
“Sai da frente, lagartinho de mundo desobstruído.”
Para quem não viveu a quadra, Godzilla: Destroy All Monsters Melee era exatamente o tipo de jogo que fazia sentido nos anos 2000.
Você pegava um monstro gigante.
Entrava em uma cidade.
Saía destruindo tudo.
Lutava contra outro monstro gigante.
Arremessava prédio.
Soltava relâmpago.
Derrubava monumento.
E pronto.
Não precisava de árvore de habilidade com 87 caminhos.
Não precisava de crafting.
Não precisava de passe de guerra.
Não precisava de mundo desobstruído com 600 marcadores.
Era só:
Noção simples.
Noção puro.
Noção superior.
Assista ao trailer clicando aqui.
O pormenor mais interessante é que o jogo está vindo da Atari junto da Pipeworks, desenvolvedora original do título de 2002. Isso já melhora muito o humor do velho RumbleTech cá, porque remaster feito por quem entende o material original costuma ter mais chance de respeitar a psique do jogo.
Evidente, ainda pode dar inexacto.
A indústria dos games tem uma capacidade peculiar de tropicar em terreno projecto.
Mas pelo menos o ponto de partida é bom.
Não parece aquele remaster feito por alguém que olhou o jogo velho por 12 minutos no YouTube e falou:
“entendi completamente.”
Vamos falar a verdade.
Se existe um tanto que combina com Unreal Engine 5, é um Godzilla moderno destruindo cidade.
A engine é ótima para:
O remaster promete gráficos reconstruídos do zero para melhorar a experiência cinematográfica do original.
Isso é importante porque o jogo de 2002 tinha charme, mas também tinha aquele visual de prelúdios de geração em que tudo parecia feito de blocos resistentes a incêndio emocional.
Agora, com UE5, existe chance real de transformar cada luta em um festival de concreto, incêndio, laser e compunção municipal.
O jogo terá 12 kaijus jogáveis, cada um com seu próprio conjunto de golpes.
E isso é fundamental.
Porque jogo de kaiju bom precisa fazer cada monstro parecer dissemelhante.
Godzilla não pode jogar igual Megalon.
Gigan não pode parecer só um boneco com textura dissemelhante.
King Ghidorah precisa transmitir aquela força de “três cabeças, zero controle emocional”.
Cada monstro precisa ter peso, alcance, ataque peculiar e personalidade.
Se todos parecerem iguais, aí vira bulha de fantasia de borracha com hitbox triste.
O remaster também terá oito cenários, incluindo cidades reais recriadas, a Ilhota dos Monstros e uma nave-mãe forasteiro, com variações de dia e noite.
Isso cá é exatamente o tipo de excesso que a franquia pede.
Porque Godzilla não deveria lutar em redondel limpa.
Godzilla precisa lutar em cenário pleno de coisa para quebrar.
Se o planta não termina parecendo que uma seguradora acabou de falir, alguma coisa deu inexacto.
E o melhor: as arenas não serão somente fundo bonito. O envolvente poderá ser usado de forma estratégica, incluindo edifícios e monumentos porquê armas.
Finalmente.
Arquitetura com propósito.
A descrição solene deixa simples que, se o jogador cansar de dar socos, poderá propelir arranha-céus.
E cá o tio RumbleTech sorri.
Porque isso é Godzilla.
Não é só estreitar botão de ataque.
É pegar um pedaço da cidade e transformar em instrumento de debate físico.
Alguns jogos oferecem gládio lendária.
Godzilla oferece:
Outro ponto supimpa: o jogo terá cooperativo sítio e também multijogador online novo.
Cooperativo sítio é importante para preservar a psique do original.
Esse tipo de jogo nasceu para sofá, discussão e gritaria.
Para aquela experiência saudável de olhar para o companheiro e falar:
“você só ganhou porque ficou apelando no relâmpago.”
Agora, com multiplayer online, o caos pode escalar.
E obviamente vai ter gente transformando luta de kaiju em meta competitivo, tier list e vídeo de 40 minutos explicando por que determinado monstro está quebrado.
A humanidade não consegue simplesmente se divertir.
Ela precisa otimizar a devastação.
A novidade versão também terá um sistema de liberações melhorado, permitindo desbloquear monstros, cenários e itens de galeria em qualquer ordem escolhida.
Isso é uma melhoria inteligente.
Porque jogo velho às vezes achava jocoso esconder teor detrás de progressão feita por alguém que odiava tempo livre.
Dar mais liberdade ao jogador ajuda a modernizar sem destruir a estrutura original.
Outrossim, o remaster terá campanhas solo adicionais para cada kaiju, o que pode aumentar bastante a vida útil para quem quer jogar sozinho.
E sim, campanha solo para monstro gigante é uma teoria maravilhosa.
Quero drama pessoal do Godzilla?
Quero.
Quero motivação emocional do monstro antes de destruir três bairros?
Talvez.
Quero fustigar em tudo até terminar a tempo?
Com certeza.
Agora vamos ao ponto mais delicioso.
Godzilla: Destroy All Monsters Melee Remastered chega em 3 de novembro.
GTA 6 chega em 19 de novembro.
Isso significa que Godzilla tem 16 dias para fazer estrondo antes do meteoro Rockstar tombar na indústria.
E quer saber?
Faz sentido.
Porque novembro de 2026 vai ser um buraco preto de atenção. Todo mundo sabe disso. Toda publisher está olhando para GTA 6 porquê se fosse um kaiju financeiro prestes a esmigalhar vitrines.
Mas Godzilla não precisa vencer GTA 6.
Godzilla só precisa ser Godzilla.
Ele chega antes, destrói alguns prédios, diverte os fãs e sai andando enquanto o mundo inteiro entra no modo “Leonida tentando segurar lançamento da Rockstar no peito”.
Essa é a segmento que a indústria às vezes não entende.
Godzilla não é GTA.
Não está tentando oferecer uma cidade viva com NPCs complexos, rádio, transgressão, sátira social e orçamento de programa espacial.
Ele está oferecendo outra coisa:
E isso tem valor.
Muito valor.
Nem todo jogo precisa tentar ser o maior evento cultural da dez.
Às vezes o jogador só quer pegar um monstro gigante e usar prédio porquê taco.
Existe um tanto muito saudável em ver um remaster assim voltando.
Porque a indústria moderna ficou tão obcecada por graduação, monetização e engajamento infinito que esqueceu porquê é bom ter jogo direto ao ponto.
Godzilla: Destroy All Monsters Melee Remastered parece entender exatamente o que era permitido no original:
Se o remaster atingir o peso dos monstros, o ritmo das lutas e a devastação dos cenários, já tem meio caminho percorrido.
Godzilla: Destroy All Monsters Melee Remastered é uma daquelas notícias que parecem pequenas perto do estrondo de GTA 6, mas que carregam um charme sem razão.
É um clássico de 2002 voltando com gráficos refeitos, melhorias de qualidade de vida, 12 kaijus, oito arenas, cooperativo sítio, multiplayer online, campanhas solo adicionais e a possibilidade gloriosa de propelir prédio na rostro de outro monstro gigante.
Enquanto isso, o tio RumbleTech segue cá respeitando a coragem da Atari e da Pipeworks.
Porque lançar em novembro de 2026, no mesmo mês de GTA 6, é uma decisão ousada.
Mas também congruente.
Enfim, estamos falando de Godzilla.
E Godzilla não desvia de concorrência.

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