Humankind 2 vem aí em 2027, e eu já estou preparando mais 300 horas da minha vida para jogar fora

Humankind 2 vem aí em 2027, e eu já estou preparando mais 300 horas da minha vida para jogar fora

6 minutos 25/08/2026

Culturas mais profundas, mudanças climáticas e sistemas refeitos posteriormente cinco anos ouvindo a comunidade

Eu tenho um pequeno problema com Humankind.

Eu palato muito daquele jogo.

E quando digo muito, quero manifestar daquele jeito perigoso que começa com “vou jogar só uns turninhos antes de dormir” e termina comigo às duas e meia da manhã discutindo mentalmente se deveria declarar guerra contra um povo que ocupa três hexágonos absolutamente inúteis do planta.

Quem joga estratégia sabe.

A moca mais antiga dos videogames não é “o próximo GTA sai logo”.

É:

“Só mais um vez.”

Pois a Amplitude Studios acaba de fornecer uma novidade desculpa para destruirmos nosso ciclo de sono: Humankind 2 foi anunciado oficialmente e chega ao PC via Steam em 2027. A revelação aconteceu durante o pré-show da gamescom Opening Night Live desta terça-feira, 25 de agosto.

E para quem gostou do primeiro, porquê nascente velho resmungão cá, a notícia fica mormente interessante porque a Amplitude não parece querer somente colocar um número 2 na caixa, juntar três povos e mandar um “felicidade”.

Tem mudança grande vindo aí.

Assista o trailer clicando aqui.

Humankind sempre teve uma baita teoria

Quando o primeiro Humankind saiu em agosto de 2021, a confrontação com Civilization era inevitável.

Jogo histórico 4X.

Planta sextavado.

Tecnologia.

Diplomacia.

Cidade.

Guerra.

Gente discutindo durante 40 minutos se erigir um mercado agora é melhor do que produzir arqueiros.

Parecia Civ?

Simples que parecia.

Mas Humankind tinha uma teoria que eu adorava: em vez de escolher uma cultura no primórdio e carregá-la até a era espacial, sua sociedade mudava de cultura conforme avançava pelas eras.

Você podia principiar com uma cultura e depois sorver características de outra completamente dissemelhante. O resultado era uma cultura construída durante a partida.

Era uma teoria magnífico.

Também podia produzir algumas aberrações históricas dignas de alguém ter derrubado um copo em cima da risco temporal.

E era justamente essa a perdão.

O primeiro jogo permitia combinar 60 culturas no lançamento. Depois de cinco anos de atualizações e DLCs, esse número chegou a 86 culturas, enquanto a Amplitude lançou 15 grandes updates mexendo em transacção, recursos, povos independentes, batalhas navais, lucidez sintético e outros sistemas.

Ou seja, Humankind não foi desabitado no assento.

Foi para a oficina várias vezes.

Humankind 2 quer resolver justamente a identidade das culturas

Uma das maiores mudanças anunciadas para Humankind 2 está justamente naquele sistema que diferenciava o primeiro jogo.

A progressão cultural será reformulada.

Agora, quando uma novidade Era chegar, escolher outra cultura não significará simplesmente vestir uma camiseta dissemelhante e fingir que os últimos 800 anos nunca aconteceram.

As culturas terão árvores próprias de progressão, com costumes que podem ser desbloqueados ao longo da partida. As influências acumuladas deverão continuar presentes, criando maior ininterrupção entre as diferentes eras da cultura.

Isso pode resolver um dos poucos problemas que eu sempre tive com o original.

No papel, trocar de cultura era fantástico.

Na prática, às vezes sua cultura parecia tolerar uma crise de identidade a cada poucas centenas de anos.

“Somos egípcios!”

Dois turnos depois:

“Agora somos persas!”

Mais um pouco:

“Esquece tudo. Virem franceses.”

Parecia reunião de departamento de marketing depois da troca do diretor.

Se Humankind 2 conseguir manter aquela liberdade sem fazer cada Era parecer um novo save, já temos uma baita evolução.

Saqqaq, etruscos e citas entram na história

A Amplitude também promete ampliar a variedade histórica.

Entre as novas culturas já reveladas aparecem os Saqqaq, povo paleo-inuí­te associado à Groenlândia pré-histórica, além de etruscos e citas.

E isso me agrada bastante.

Porque um jogo chamado Humankind deveria justamente evadir um pouco daquele cardápio de sempre.

Roma.

Grécia.

Egito.

Inglaterra.

Estados Unidos.

Obrigado, já jogamos com esses camaradas umas 14 milénio vezes desde Civilization II.

Quanto mais povos menos óbvios entrarem, melhor.

Agora até o clima vai rematar com seu poderio

Outra grande novidade são as mudanças climáticas.

O planta de Humankind 2 poderá se transformar ao longo das eras. Biomas mudam, recursos podem ser afetados e decisões tomadas durante o desenvolvimento de cidades e economias poderão trazer consequências muito tempo depois.

Maravilha.

Porque gerir imposto, religião, diplomacia, comida, produção e um vizinho psicopata não era suficiente.

Agora o planeta também quer conversar.

A teoria é magnífico para um jogo que cobre milhares de anos. Em vez de o planta permanecer praticamente gélido enquanto sua sociedade passa da pedra lascada para satélites artificiais, o próprio mundo passa a fazer secção da história.

E abre possibilidades deliciosamente perversas.

Imagine passar 150 turnos transformando uma região numa potência agrícola.

Aí o clima muda.

Acabou a chuva.

Parabéns pela cultura.

Você desbloqueou Mato Grosso em 2070.

A Amplitude diz que ouviu cinco anos de reclamação. Óptimo

A Amplitude afirma que Humankind 2 está sendo construído levando em consideração anos de feedback dos jogadores.

Essa frase aparece em praticamente todo proclamação de sequência desde que alguém inventou fórum de internet.

Mas cá existe motivo para prestar atenção.

O estúdio realmente continuou mexendo no primeiro Humankind durante anos. Houve mudanças na IA, desenvolvimento populacional, sistema de recursos e transacção, diplomacia, povos independentes, batalhas navais e várias opções de formato.

A própria recepção do primeiro mostra uma situação interessante.

Atualmente Humankind possui avaliação universal “Mista” em inglês no Steam, com 69% de aprovação, enquanto as avaliações brasileiras são mais generosas: 80% das análises em português são positivas.

Eu fico mais perto dos brasileiros nessa.

Humankind tinha problemas, evidente.

A IA às vezes tomava decisões que fariam um imperador romano pedir mediação médica.

Alguns sistemas precisaram de ajustes.

O final das partidas nem sempre tinha o mesmo ritmo delicioso das primeiras eras.

Mas poucas coisas naquele gênero me deram a mesma sensação de erigir minha própria cultura Frankenstein, pegando pedaços de diferentes culturas e vendo no que aquilo ia dar.

A comunidade também vai participar do desenvolvimento

A Amplitude pretende continuar usando sua plataforma comunitária Amplifiers para envolver jogadores durante a produção de Humankind 2.

A proposta é receber feedback, compartilhar atualizações do desenvolvimento e permitir que a comunidade influencie partes do projeto antes do lançamento.

Essa é outra superfície na qual a Amplitude tem experiência.

O estúdio trabalha com essa filosofia há anos e boa secção das mudanças feitas no primeiro Humankind nasceu justamente do contato com jogadores.

Agora, só peço uma coisa.

Escutem os jogadores.

Mas não todos.

Porque se desenvolvedor implementar absolutamente tudo que aparece em fórum de estratégia, Humankind 2 vai ter 17.400 sliders, batalhas de seis horas e uma tela específica para escolher a taxa de tributação sobre importação de nabos.

Civilization ganhou novamente um concorrente interessante

Humankind nunca matou Civilization.

Também nunca precisou.

O que ele fez foi um tanto muito mais saudável: apresentou outra versão daquele mesmo prazer antepassado de principiar com meia dúzia de sujeitos em volta de uma fogueira e terminar alguns milhares de anos depois discutindo armas nucleares.

E agora a Amplitude tem uma vantagem enorme.

Já sabe o que funcionou.

Sabe o que irritou jogadores.

Passou cinco anos remendando, expandindo e aprendendo com Humankind.

Humankind 2 chega ao PC em 2027, ainda sem uma data específica anunciada. Por enquanto, nenhuma versão para consoles foi confirmada.

Eu já estou interessado.

Muito interessado.

Porque gostei demais do primeiro, incluindo suas esquisitices.

Se a sequência conseguir preservar aquela liberdade cultural e melhorar a ininterrupção entre as eras, a lucidez sintético e o ritmo das partidas, temos potencial para mais um daqueles jogos que custam R$ 200 e depois roubam 500 horas da sua existência.

Olhando por esse lado, sai barato.

Agora com licença.

Preciso terminar aquela partida de Humankind que comecei em 2022.

Só mais um vez.

Fonte

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