Jason Momoa vira Blanka e enfrenta Ryu em teaser de Street Fighter

Jason Momoa vira Blanka e enfrenta Ryu em teaser de Street Fighter

15 minutos 30/07/2026

Existe uma regra não escrita em adaptações de videogame:

Quanto mais o estúdio tenta explicar racionalmente Street Fighter, pior a coisa fica.

Não precisamos saber quem financiou o torneio.

Não precisamos entender porquê a organização conseguiu visto de ingresso para um monstro virente, um militar norte-americano com cabelo em forma de aerofólio e um indiano capaz de esticar os braços por cinco metros.

Também não quero uma reunião da ONU discutindo a legitimidade do Hadouken.

Street Fighter funciona porque um nipónico descalço encontra um brasílico criado na selva e os dois imediatamente concluem que a única forma civilizada de apresentação é tombar na porrada.

O novo trailer do filme parece finalmente entender isso.

A Paramount Pictures e a Legendary divulgaram uma prévia focada no confronto entre Ryu, interpretado por Andrew Koji, e Blanka, vivido por Jason Momoa. A luta acontece numa estádio improvisada dentro de uma prisão, com M. Bison observando o espetáculo e provavelmente avaliando se deveria cobrar ingresso dos detentos.

Blanka eletrocuta um dos prisioneiros.

Ryu dispara um Hadouken.

Gente grita.

Objetos quebram.

Jason Momoa rosna.

Cinema.

Não digo cinema no sentido pretensioso de três horas acompanhando um quinteiro húngaro contemplar a passagem do tempo.

Digo cinema no sentido correto:

Um havaiano enorme pintado de virente tentando arrancar a cabeça de um sujeito usando fita vermelha.

Finalmente voltamos a produzir cultura.

Assista o trailer clicando aqui.

Jason Momoa parece ter perdido uma aposta para a maquiagem

A escolha de Momoa porquê Blanka sempre foi uma daquelas ideias que parecem surgir numa conversa depois da terceira cerveja.

— Precisamos de alguém para interpretar um brasílico selvagem que solta eletricidade.

— Jason Momoa.

— Mas ele não parece brasílico.

— Nem virente.

— Nem nasceu numa floresta.

— Perfeito. Assina.

O ator já interpretou Aquaman, bárbaro, guerreiro espacial, vilão excêntrico e provavelmente qualquer sujeito que entra numa taverna e pede a bebida junto com o barril.

Fisicamente, ele serve.

Momoa tem o tamanho necessário para fazer Blanka parecer um problema que não pode ser resolvido chamando dois seguranças.

No novo vídeo, o personagem surge com cabelo laranja, pele virente e uma pujança de quem foi expulso de três festivais de heavy metal por morder o equipamento de som.

Não é uma adaptação discreta.

Graças a Deus.

O pior caminho seria transformar Blanka num varão generalidade, vestido com camiseta virente e carregando um traumatismo envolvendo enguias elétricas.

O cinema moderno adora “atualizar” visuais coloridos até todo mundo parecer funcionário da mesma empresa de segurança privada.

Blanka precisa ser ridículo.

Precisa parecer impossível.

É um varão virente, peludo, que atravessa a tela girando porquê uma esfera de mesocarpo eletrificada.

Não existe versão “realista” disso.

Qualquer tentativa de seriedade termina com um psicólogo escrevendo relatório.

A solução é abraçar o contraditório.

Pinte Momoa.

Bagunce o cabelo.

Mande rosnar.

Ligue a eletricidade.

Depois afaste a equipe.

O choque de Blanka levanta uma pergunta científica importante

O trailer mostra Blanka usando seu famoso ataque elétrico contra um prisioneiro.

Os jogos nunca ofereceram uma explicação particularmente sensata para essa habilidade.

Algumas versões da história falam em enguias elétricas.

Outras deixam o tema no território confortável do:

“Ele viveu na selva. Aconteceu alguma coisa.”

Supimpa.

Nem tudo precisa de documento.

Blanka produz eletricidade porque seria muito menos interessante se exclusivamente distribuísse tapas.

Quero saber, porém, porquê isso funciona na prisão.

Ele paga conta de luz?

A governo carrega celulares encostando os aparelhos nele?

Existe um funcionário responsável por colocar garfo numa tomada toda manhã para acordá-lo?

M. Bison poderia resolver a crise energética usando Blanka dentro de uma turbina.

Mas prefere organizar campeonato ilegal.

Vilões nunca estudam governo.

Possuem entrada a tecnologia, exércitos, bases secretas e pessoas com poderes sobrenaturais.

Mesmo assim, gastam tudo tentando espancar Ryu.

Andrew Koji finalmente pode fazer o que sabe

Andrew Koji interpreta Ryu.

Essa escolha possui muito menos potencial para sinistro.

Koji protagonizou Warrior, série na qual passou três temporadas mostrando que consegue lutar diante de uma câmera sem parecer um boneco inflável derrubado pelo vento.

Ele tem presença.

Sabe transmitir intensidade.

Consegue permanecer parado com rosto de varão que pensa exclusivamente em treinamento, disciplina e a localização do opoente mais próximo.

Ryu não é um personagem verbalmente exigente.

Sua personalidade tradicional pode ser resumida em:

Lutar.

Treinar.

Viajar.

Lutar novamente.

Falar alguma coisa sobre o caminho do guerreiro.

Ir embora antes de ajudar a remunerar a conta.

Não precisamos de um ator capaz de fazer solilóquio shakespeariano durante o Shoryuken.

Precisamos confiar que ele acorda às cinco da manhã para socar cascata.

Koji consegue vender isso.

No trailer, Ryu precisa recorrer ao Hadouken para enfrentar Blanka.

Finalmente.

Filme de Street Fighter precisa ter golpe de Street Fighter.

Parece uma exigência óbvia, mas Hollywood já passou décadas adaptando videogames porquê se sentisse vergonha do material original.

Personagem usa magia no jogo?

No filme, ganha arma.

Usa roupa colorida?

No filme, veste epiderme preto.

Dispara pujança?

No filme, existe uma explosão rápida, parcialmente escondida por fumaça, para ninguém perceber que o estúdio precisou renderizar um efeito privativo.

Cá, Ryu faz Hadouken.

Blanka solta choque.

É o mínimo.

Mas depois de adaptações antigas, o mínimo chega parecendo boda.

M. Bison virou possessor de rinha interdimensional

David Dastmalchian aparece porquê M. Bison, observando o confronto dentro da prisão.

A presença dele melhora tudo.

Não porque Bison precise estar em toda luta.

Mas porque existe um tanto muito adequado em vê-lo sentado, analisando dois homens se destruírem enquanto provavelmente pensa:

— Supimpa. Depois coloquem o vencedor contra um sege.

Bison é interpretado por um ator óptimo, com rosto capaz de transmitir ameaço, loucura e a sensação de que existe um porão proibido na mansão dele.

Dastmalchian não tem o tamanho tradicional do personagem.

Não importa.

Raúl Juliá também não parecia uma serra de músculos no filme de 1994 e ainda assim carregou aquela produção inteira nas costas enquanto Jean-Claude Van Damme tentava lembrar em qual país Guile deveria ter nascido.

Dastmalchian entende vilão.

A questão será deslindar qual Bison o roteiro deseja.

O ditador teatral?

O psicopata tristonho?

O narcoterrorista?

O sujeito que acorda, coloca uniforme vermelho com ombreiras de caminhão e decide que hoje conquistará o mundo usando um torneio de artes marciais?

Espero que seja todos ao mesmo tempo.

Bison recatado seria desperdício.

O varão usa envoltório, quepe e caneleiras metálicas.

Sua pujança maligna labareda Psycho Power.

Sutileza deixou o prédio antes da primeira reunião.

A luta acontece numa prisão porque o orçamento também precisa de cenário fechado

O confronto entre Ryu e Blanka ocorre numa estádio montada dentro de uma prisão.

Isso levanta algumas possibilidades.

Blanka pode estar encarcerado.

Ryu pode ter sido conquistado.

Bison talvez use detentos para organizar seu próprio World Warrior ilegal.

Ou o roteirista exclusivamente percebeu que prisão fornece grades, concreto, público hostil e muita coisa para quebrar sem precisar explicar por que cinquenta civis continuam parados assistindo a um monstro elétrico.

Funciona visualmente.

Blanka parece ainda mais perigoso contornado por grades.

Ryu fica solitário.

Bison observa.

Os prisioneiros servem porquê plateia e material descartável para provar os poderes do brasílico.

É praticamente uma versão de O Grande Dragão Branco organizada pelo sistema penitenciário.

Também existe uma tradição maravilhosa nos jogos de luta: ninguém questiona a escolha do palco.

Você pode enfrentar um sumô em um banheiro nipónico.

Um ditador numa pista de aeroporto.

Uma agente britânica em cima de um avião.

Dois artistas marciais no meio de um mercado enquanto vendedores continuam trabalhando normalmente.

A prisão está entre os lugares mais lógicos que Street Fighter já apresentou.

O filme está ambientado em 1993, quando tudo era melhor e os controles tinham fio

A história do longa acontece em 1993, inspirada no período de Street Fighter II e no World Warrior Tournament. Ryu e Ken, afastados um do outro, são recrutados por Chun-Li para participar da competição, mas acabam envolvidos numa conspiração ligada ao torneio. A estreia está marcada para 16 de outubro de 2026.

A escolha de 1993 é óptimo.

Primeiro, porque Street Fighter dominava os fliperamas naquele período.

Segundo, porque ninguém carregava celular.

Se um personagem desaparecesse, os outros precisavam procurá-lo fisicamente.

Não existia grupo no WhatsApp chamado “Torneio Mundial — Organização”.

Chun-Li não podia enviar localização.

Guile precisava encontrar Bison usando lucidez militar, informantes e o cabelo funcionando porquê antena.

A carência de internet também impede que alguém pesquise:

“Shadaloo reclamações Reclame Cá.”

Em 1993, você recebia invitação para um torneio internacional organizado por uma empresa suspeita e simplesmente embarcava.

Talvez fosse golpe.

Talvez encontrasse Zangief.

O risco fazia secção da viagem.

O período também libera o departamento de figurino para usar cores, tecidos, penteados e acessórios sem precisar transformar todo mundo em personagem tático genérico.

Street Fighter nasceu no excesso dos anos 1990.

Músculos enormes.

Bandeiras.

Golpes especiais.

Lutadores representando países com a precisão cultural de uma garoto desenhando o planeta depois de ver a dois comerciais.

Atualizar demais seria matar a perdão.

O elenco parece montado por uma garoto usando todas as figuras de ação

O filme possui um elenco completamente normal.

Jason Momoa porquê Blanka.

Andrew Koji porquê Ryu.

Noah Centineo porquê Ken.

Callina Liang porquê Chun-Li.

David Dastmalchian porquê M. Bison.

Cody Rhodes porquê Guile.

50 Cent porquê Balrog.

Roman Reigns porquê Akuma.

Orville Peck porquê Vega.

Hirooki Goto porquê E. Honda.

Olivier Richters porquê Zangief.

Vidyut Jammwal porquê Dhalsim.

Andrew Schulz porquê Dan Hibiki.

Eric André porquê Don Sauvage.

Mel Jarnson porquê Cammy.

Isso não é escalação.

É alguém derrubando uma caixa de celebridades sobre a mesa e dizendo:

— Cada um pega um personagem antes que acabe.

Temos atores.

Lutadores profissionais.

Músicos.

Comediantes.

Um cantor country mascarado.

50 Cent.

É o tipo de elenco que pode produzir um sinistro glorioso ou a melhor adaptação verosímil.

Não existe espaço intermediário.

Cody Rhodes porquê Guile faz sentido porque ele possui corpo, cabelo e experiência profissional dizendo frases absurdas com fé diante de milhares de pessoas.

Roman Reigns porquê Akuma é uma escolha tão delicada quanto usar um caminhão para entregar correspondência.

50 Cent porquê Balrog parece ter sido resolvido no momento em que alguém percebeu que ambos gostam de socar e lucrar verba.

Orville Peck já usa máscara. Economizaram figurino no Vega.

Olivier Richters possui mais de dois metros de profundeza. Não precisará de efeitos para fazer Zangief parecer alguém capaz de duplicar um Fiat Uno.

Se o filme fracassar, pelo menos o documentário dos bastidores será inesperado.

Noah Centineo porquê Ken ainda parece teste enviado por Bison

Ryu e Ken serão o núcleo da história.

Andrew Koji porquê Ryu, tranquilo.

Noah Centineo porquê Ken, porém, continua sendo aquela escolha que faz o velho jogador estreitar os olhos e conferir se não apertou o botão inverídico.

Ken é loiro.

Rico.

Americano.

Optimista.

Noah cumpre boa secção da descrição.

Mas também possui pujança de sujeito que chega procrastinado ao treino porque estava gravando vídeo pedindo desculpas aos seguidores.

Talvez funcione.

Ken precisa ser mais ligeiro que Ryu.

Mais impulsivo.

Mais preocupado com vida fora da luta.

Centineo pode trazer esse contraste.

Só peço que ele diga “Shoryuken” porquê quem deseja arrancar o teto do cinema.

Zero de sotaque contida.

Zero de golpe realista.

Quero queimação.

Quero giro.

Quero o dublê reconsiderando as escolhas profissionais.

Blanka contra Ryu é exatamente o tipo de divulgação que o filme precisa

O novo trailer não tenta explicar toda a trama.

Não apresenta a puerícia de Ryu.

Não mostra reunião da Interpol.

Não coloca Chun-Li diante de um quadro conectando fotografias com fios vermelhos.

Mostra luta.

É uma decisão inteligente.

A adaptação precisa convencer o público de duas coisas:

Os personagens parecem reconhecíveis.

As pancadarias funcionam.

Caso acerte isso, o restante pode ser construído depois.

Filme de luta que esconde as lutas no trailer normalmente significa uma de duas coisas:

O estúdio deseja preservar surpresa.

Ou as lutas parecem experimento de sarau escolar.

Cá, Momoa e Koji recebem espaço.

Blanka usa eletricidade.

Ryu usa Hadouken.

M. Bison assiste.

A mensagem é simples:

Sim, sabemos qual jogo estamos adaptando.

Depois de Street Fighter: A Mito de Chun-Li, essa confirmação chega porquê certificado de higiene.

O fantasma de 1994 continua rondando o torneio

Não existe filme novo de Street Fighter sem lembrar da adaptação de 1994.

Jean-Claude Van Damme interpretou Guile.

Raúl Juliá foi M. Bison.

Kylie Minogue apareceu porquê Cammy.

Ryu e Ken passaram boa secção do longa parecendo dois vendedores de eletrônicos envolvidos numa operação policial por miragem.

O resultado pouco tinha a ver com o jogo.

Também é impossível odiá-lo completamente.

O filme de 1994 possui um tipo de pujança que não pode ser recriada por profissionais conscientes.

Tudo parece ligeiramente inverídico.

Os figurinos.

Os diálogos.

As nacionalidades.

A estratégia militar.

A geografia.

Mesmo assim, Raúl Juliá entra em cena e atua porquê se estivesse protagonizando Shakespeare com orçamento de parque temático.

A famosa fala sobre o dia em que Bison destruiu a vila de Chun-Li continua melhor que muito diálogo produzido em adaptações recentes.

O novo longa parece entender que competir com aquele filme em seriedade seria inútil.

Precisa competir em diversão.

Não tente extinguir 1994.

Use porquê combustível.

Faça um tanto leal aos jogos, mas preserve aquela disposição maravilhosa de colocar adultos vestidos de personagens coloridos dentro da mesma sala sem pedir desculpas.

O maior risco é o filme encetar a confiar demais em si mesmo

Os trailers sugerem uma produção consciente do próprio contraditório.

Ótimo.

Mas existe uma insídia.

Hollywood às vezes percebe que uma obra é exagerada e decide preencher tudo com personagens comentando porquê aquilo é ridículo.

Blanka aparece.

Ken olha para a câmera:

— Muito, isso acabou de ocorrer.

Ryu dispara Hadouken.

Alguém responde:

— Alguém chamou o departamento de efeitos especiais?

Bison apresenta o torneio.

Dan diz:

— Logo é tipo Mortal Kombat, mas sem fatalities?

Não.

Proibido.

Coloque uma caixa na ingresso do set.

Todo roteirista precisa deixar as piadas autoconscientes ali.

Street Fighter deve ser engraçado porque seus personagens levam a loucura a sério.

Zangief não sabe que parece contraditório.

Dhalsim não pede desculpas por esticar os braços.

Guile acredita sinceramente que aquele cabelo é suportável numa instituição militar.

Esse compromisso produz humor.

Transformar tudo numa sequência de piscadinhas para a plateia só cria vergonha preventiva.

O filme precisa expressar:

“Sim, leste é Blanka. Ele é virente. Ele dá choque. Próxima pergunta.”

A Capcom aparentemente aprendeu a não esconder os golpes

As adaptações modernas de videogame vivem uma período melhor porque os donos das propriedades finalmente perceberam que o público gosta justamente das coisas que os antigos produtores tentavam remover.

Sonic precisa parecer Sonic.

Mario precisa visitar o Reino dos Cogumelos.

Mortal Kombat precisa ter fatalities.

Fallout precisa ter Vaults, Power Armor e gente tomando decisões moralmente horrorosas perto de um refrigerante.

Street Fighter precisa ter Hadouken.

Essa não é uma exigência infantil.

É identidade.

Retire golpes, roupas, rivalidades e torneio, e sobra um filme genérico de artes marciais usando nomes conhecidos para vender ingresso.

O novo trailer mostra a produção correndo na direção oposta.

Blanka parece Blanka.

Ryu luta porquê Ryu.

Bison está presente.

O cenário comporta excesso.

Agora precisamos ver se o filme mantém essa coragem durante duas horas.

Mostrar três segundos de Hadouken é fácil.

Difícil é colocar Dhalsim esticando a perna pelo cenário sem alguém da produção pedir uma reunião urgente.

Jason Momoa talvez seja a melhor escolha errada verosímil

Continuo achando Momoa um Blanka estranho.

Mas prelúdios a perceber que isso pode ajudar.

Ele traz reconhecimento.

Carisma.

Tamanho.

Capacidade de assumir papel contraditório sem permanecer parecendo que o agente o obrigou.

Momoa trabalha melhor quando pode exagerar.

Seu Blanka não deve ser uma pessoa silenciosa e trágica escondida na sombra.

Precisa entrar quebrando coisa.

Rir.

Gritar.

Dar choque.

Provavelmente falar alguma frase que fará brasileiros discutirem durante três meses se o sotaque deveria viver.

Ele pode transformar Blanka em personagem de verdade, não exclusivamente travanca enfrentado por Ryu.

O risco é Jason Momoa continuar parecendo Jason Momoa pintado de virente.

Mas, sejamos honestos, Blanka sempre pareceu um vocalista de filarmónica de metal atingido por um acidente radioativo.

O ator já estava metade do caminho.

A luta não precisa parecer verosímil; precisa parecer boa

Andrew Koji possui experiência em coreografia marcial.

Momoa possui presença física.

A combinação pode funcionar caso a direção permita que cada personagem lute de maneira dissemelhante.

Ryu deve ser técnico.

Controlado.

Econômico.

Blanka precisa ser imprevisível.

Invasivo.

Bicho.

Um deve parecer rabi de artes marciais.

O outro, uma máquina de lavar enxurrada de tijolos descendo uma escada.

Se os dois trocarem socos genéricos durante quatro minutos, a adaptação falhou.

Street Fighter vende personalidade por meio da movimentação.

Chun-Li chuta.

Balrog soca.

Zangief agarra.

Dhalsim mantém intervalo.

Guile se esconde encolhido esperando você pular, porque alguns traumas nunca desaparecem.

O filme precisa trasladar essas diferenças para as cenas.

Não basta vestir o ator.

O estilo de combate é o personagem.

O pequeno trecho de Ryu contra Blanka sugere que a produção entende pelo menos o imprescindível: eletricidade de um lado, Hadouken do outro.

Bom prelúdios.

Agora façam o brasílico remoinhar horizontalmente porquê uma hélice humana e teremos tranquilidade mundial.

Estou começando a confiar nessa maluquice

Quando o elenco foi anunciado, minha reação foi a mesma de um varão encontrando maionese dentro do controle remoto:

Confusão.

Preocupação.

Vontade de saber quem autorizou.

Jason Momoa porquê Blanka.

50 Cent porquê Balrog.

Roman Reigns porquê Akuma.

Cody Rhodes porquê Guile.

Eric André no mesmo universo que M. Bison.

Parecia filme montado por um gerador aleatório depois de receber entrada ao banco de dados do IMDb.

Só que os trailers começaram a mostrar uma direção.

O longa está ambientado em 1993.

Os visuais respeitam os jogos.

Os golpes existem.

O torneio ocupa o núcleo.

A produção parece concordar o ridículo em vez de tentar escondê-lo detrás de coletes militares marrons.

Isso não garante qualidade.

Pode continuar sendo uma explosivo.

Mas, pela primeira vez, existe a possibilidade de ser uma explosivo lançada com sublimidade, deixando um rastro sarapintado no firmamento antes de explodir em forma de Hadouken.

E isso já é muito mais interessante que outra adaptação envergonhada.

Blanka, Ryu e o horizonte da humanidade

O novo filme de Street Fighter chega aos cinemas em 16 de outubro de 2026, sob direção de Kitao Sakurai. A produção reúne Paramount, Legendary e Capcom, com uma história ambientada em 1993 e centrada no World Warrior Tournament.

O trailer mais recente coloca Ryu e Blanka frente a frente numa prisão.

Jason Momoa dá choque.

Andrew Koji lança Hadouken.

M. Bison observa.

É tudo que precisamos saber por enquanto.

Talvez o contexto seja rútilo.

Talvez Bison esteja recrutando lutadores.

Talvez Ryu queira libertar Blanka.

Talvez Chun-Li tenha organizado a luta porque perdeu uma aposta.

Não importa.

Street Fighter finalmente parece disposto a ser Street Fighter.

Matizado.

Musculoso.

Barulhento.

Internacional de uma maneira geograficamente irresponsável.

Pleno de gente que resolve traumatismo com golpe privativo.

Estou dentro.

Não porque espero uma obra-prima.

Espero um tanto mais vasqueiro:

Um filme que entenda exatamente o tamanho da própria bobagem e invista nela todo o orçamento.

Jason Momoa pintado de virente enfrenta Andrew Koji numa prisão enquanto David Dastmalchian assiste vestido de M. Bison.

Se você precisa de mais argumentos para comprar ingresso, talvez esta franquia nunca tenha sido para você.

Só resta uma preocupação.

Blanka é brasílico.

Portanto, em qualquer momento ele precisará remunerar imposto sobre a eletricidade produzida.

A Receita Federalista já está preparando o verdadeiro director final.

Fonte

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