Jason Schreier diz que diversos líderes de estúdio do Xbox odeiam o Day One no Game Pass pois desvaloriza seus jogos

Jason Schreier diz que diversos líderes de estúdio do Xbox odeiam o Day One no Game Pass pois desvaloriza seus jogos

4 minutos 19/07/2026

O jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, revelou no podcast Triple Click que diversos líderes de estúdios da Xbox “absolutamente detestam” o Game Pass, acusando o serviço de destruir o valor mercantil dos jogos que produzem. Segundo Schreier, o padrão de assinatura teria contribuído para desvalorizar toda a indústria de games ao oferecer títulos completos por uma fração do preço de compra tradicional.

O exemplo citado por Jason Schreier

Schreier usou o jogo South of Midnight porquê exemplo prático do problema: mesmo sem saudação unânime da sátira, o título conquistou fãs fiéis, mas seu preço de 40 dólares na loja perdeu completamente o sentido quando comparado à opção de jogá-lo por uma assinatura mensal de 15 a 20 dólares no Game Pass. “Isso aconteceu com muitos jogos, e existem muitas pessoas na liderança de estúdios da Xbox que absolutamente detestam o Game Pass e acham que ele destruiu o valor de seus jogos”, afirmou o jornalista, completando que, ao contrário da Netflix, de quem catálogo não pode ser comprado separadamente, os jogos do Game Pass competem diretamente com sua própria versão de varejo.

O cenário que motivou a repercussão

As declarações ganharam ainda mais peso depois a vaga de demissões em volume na Xbox, que prevê o galanteio de 3.200 funcionários até julho de 2027, além de impactos ocultos em parceiros de codesenvolvimento e fornecedores terceirizados. Um relatório recente também revelou que a base de assinantes do Game Pass encolheu de 34 para 30 milhões, reforçando as dúvidas sobre a sustentabilidade do serviço, enquanto o CEO da Moon Studios, Thomas Mahler, já havia opinado publicamente que o Game Pass “poderia ter funcionado”, mas a Xbox nunca entregou os grandes sucessos que um serviço de assinatura precisaria para se manter saudável.

A apuração de Jez Corden

Buscando entender melhor esse sentimento dentro da própria Xbox, o jornalista Jez Corden, da Windows Médio, conversou com fontes próprias que confirmaram o relato de Schreier. Um ex-líder de estúdio da Xbox foi direto: “Dar jogos de perdão no Game Pass desde o primeiro dia manda a mensagem para os consumidores de que os jogos não têm valor de mercado inerente. Isso quase cria a suposição de que esses títulos não conseguiriam vender por conta própria. Parecia uma corrida para o zero.”

O mecanismo de indemnização por trás do Game Pass

Outra manadeira ouvida por Corden, com conhecimento profundo da estratégia do serviço, explicou que a teoria original era oferecer aos jogos principais um fluxo de receita seguro, já que cada vez mais jogadores optam por títulos free-to-play ou esperam por grandes descontos em plataformas porquê a Steam. Segundo essa manadeira, a Xbox utiliza uma fórmula de engajamento para partilhar os lucros do Game Pass entre os estúdios, mas várias figuras dentro das equipes reclamam da falta de transparência desse conta, já que bônus tradicionalmente estavam ligados a vendas diretas, e não a métricas vagas de “engajamento”.

Sinais de mudança no padrão de negócio

Schreier acredita que o Game Pass não vai desvanecer, mas a Microsoft provavelmente vai desistir a disponibilidade no dia de lançamento para seus maiores jogos, já que isso deixou de fazer sentido financeiro — um pouco que já começou a ocorrer com a franquia Call of Duty. Corden especula que a solução pode passar por um padrão de “monte sua própria assinatura”, no qual jogadores pagariam um valor extra por franquias específicas porquê Call of Duty, Forza Horizon ou até assinaturas isoladas de World of Warcraft e Minecraft, dentro de um cenário em que as margens da Xbox já vêm sendo pressionadas por tarifas, problemas de cárcere de suprimentos e a crise global de memória RAM.

O legado da era Phil Spencer em risco

O Game Pass foi peça mediano da identidade da Xbox durante praticamente uma dez sob a liderança de Phil Spencer, que defendeu o serviço até mesmo contra a resistência de sua própria equipe interna. Agora, sob o comando de Asha Sharma, que sequer mencionou o Game Pass com destaque em suas comunicações recentes sobre a renovação da repartição, a permanência do padrão porquê conhecemos hoje parece cada vez mais incerta — principalmente depois o aumento de preço para 30 dólares no ano pretérito já ter provocado a saída de milhões de assinantes.

Fica evidente que a Microsoft está reavaliando cada alavanca provável para restabelecer margens dentro da Xbox, e o Game Pass, que por anos foi tratado porquê intocável, agora aparenta estar na mira de ajustes profundos. A grande questão que resta é se a empresa vai conseguir lastrar a insatisfação interna dos estúdios com a expectativa dos consumidores, que ainda veem o serviço porquê um dos poucos motivos reais para permanecerem fiéis ao ecossistema Xbox.

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