John Carpenter’s Toxic Commando Review: Até tenta, mas não foi…

John Carpenter’s Toxic Commando Review: Até tenta, mas não foi…

8 minutos 11/03/2026

Desde que Left 4 Dead deu adeus ao mundo dos games, em 2009, alguns títulos tentaram replicar a experiência única e marcante do FPS cooperativo de terror e sobrevivência da Valve. O mais recente título foi Back 4 Blood, desenvolvido pelo mesmo estúdio que criou Left 4 Dead, que até tentou ser o novo Left 4 Dead com ideias interessantes, mas não conseguiu. Depois de um longo hiato, a Saber Interactive retorna ao gênero, depois lançar World War Z (2019), com John Carpenter’s Toxic Commando, uma experiência inspirada nos clássicos filmes do icônico e aclamado diretor John Carpenter, porquê Halloween, A Feitiçeira Assassina, A Coisa, Os Aventureiros do Bairro Proibido, Christine, entre outros.

Com todo o conhecimento dessas obras e o envolvimento do próprio John Carpenter e de seu rebento, Cody Carpenter, a Saber levou os zumbis para um envolvente descerrado com elementos de sandbox. Se você jogou World War Z e se assustou com as gigantes e massivas hordas de zumbis, Toxic Commando eleva o nível e o repto dentro do gênero com inimigos ainda mais rápidos e mortais.

Com lançamento para o dia 12 de março de 2026 nas plataformas PS5, Xbox Series e PC, será que John Carpenter’s Toxic Commando será novamente mais um que tenta ocupar o trono de melhor coop de zumbis, que pertence a Left 4 Dead desde 2009?

Descubra se John Carpenter’s Toxic Commando é tudo isso mesmo.

Esqueça a história

Um dos grandes trunfos da duologia Left 4 Dead era a interação e a sinergia de seus quatro personagens. A limitação de se jogar unicamente com quatro sobreviventes possibilitava diálogos íntimos, profundos e uma evolução e sazão dos personagens enquanto sobreviviam às hordas de inimigos. Toxic Commando, infelizmente, perdeu uma grande oportunidade de dar ao seu quarteto de personagens uma interação profunda e muito construída. Isso porque, assim porquê inúmeros títulos do gênero pós Left 4 Dead, o jogo esquece de desenvolver a narrativa e foca unicamente no gameplay.

No jogo, acompanhamos quatro mercenários do esquadrão Toxic Commando (onde você escolherá um dos quatro para controlar), cuja missão é salvar o mundo enviando o Deus da Lodo e sua horda de monstros mortos-vivos de volta para o submundo. Sem apresentação ou introdução de seus personagens, o jogo já começa em meio ao caos, quando o esquadrão precisa levar combustível para um pesquisador chamado Leon. Ao longo do trajeto, o esquadrão é infectado e volta à estaca zero. Todo esse início, e o contexto do esquadrão estar completamente infectado, tem muita influência de Esquadrão Suicida.

Embora se esforce para trazer um tom cinematográfico à experiência, Toxic Commando possui um elenco pífio. Não há quem escape do péssimo roteiro e do excesso de personagens estereotipados. Para piorar, não há perenidade entre as missões por meio de cinemáticas; sempre há uma quebra a cada novidade missão concluída.

O jogo dispõe de 10 missões dentro de um totalidade de 3 atos. Em seguida concluir cada missão, você é levado para a base de Leon (eles tentaram), onde é provável evoluir suas habilidades e personalizar seus equipamentos.

Definitivamente, John Carpenter’s Toxic Commando é o que é por conta de seu gameplay

Apostando em uma experiência sandbox dentro de um gameplay de matar zumbis, Toxic Commando acerta em referto. Essa teoria inédita traz uma novidade categoria ao gênero, pois sua experiência não se baseará unicamente em expelir hordas e seguir em frente. Cá haverá pontos de interesse, locais específicos para coleta de itens, além do objetivo principal da missão. Isso abre margem para produzir uma rota estratégica e menos arriscada, onde se pode coletar recursos e chegar muito equipado ao objetivo final da missão.

Além de toda essa novidade dinâmica de expelir zumbis de forma cooperativa, você pode se locomover enquanto faz todo o processo até concluir a missão. Essa teoria de locomoção e liberdade de exploração é o grande charme de Toxic Commando.

Para fazer uso do coche, você deve coletar combustível pelo cenário, consertá-lo quando estiver danificado e abastecer munição no caso de veículos que possuem armas. Há uma variedade de veículos com funções diferentes. Você pode usar uma ambulância que tem o poder de remediar quem estiver dentro do veículo, um coche com guincho que solta choques, ou até um coche de polícia que serve de isca e se autodestrói.

Em Toxic Commando, você não elimina unicamente zumbis. Há um siso de sobrevivência enquanto você mantém seu veículo funcionando. Há também recompensas ao explorar o planta, porquê engrenagens que servem para furar baús com armas especiais. Elas também serão úteis para consertar armas e barricadas ao final de cada missão, quando devemos enfrentar uma horda colossal de zumbis.

Mesmo com o planta descerrado, o título consegue manter o siso de tensão e urgência conforme você explora o cenário. Há muitos zumbis espalhados pelo planta, desde inimigos simples até criaturas mortais. Não pense que o planta estará vazio.

Planejar antes de matar zumbis

De veste, é muito interessante o planejamento que o jogo exigirá dos jogadores (embora minha experiência tenha sido solo). Você pode simplesmente seguir para o objetivo principal e concluí-lo. Mas, sua escolha pode gerar um repto maior caso você não explore o planta.

Explorar tudo que o cenário tem a oferecer antes de iniciar o objetivo principal terá seu preço. Mas chegar ao final da missão com engrenagens e armas especiais fará toda a diferença.

Em minha jogatina solo, fui auxiliado pela IA dos companheiros e, para minha surpresa, a Saber fez um supimpa trabalho cá. Ao longo de todas as missões, não presenciei uma IA burra que não dá cobertura ou que não elimina inimigos ao volta. Em todos os momentos de caos, com inúmeros zumbis em tela, os companheiros fizeram um supimpa papel.

Minha única salvaguarda está na falta de originalidade no design das missões. Não há variedade nos objetivos. É sempre coletar e depositar alguma coisa em um lugar e, no final, enfrentar uma horda de zumbis — que, por sinal, é incrivelmente assustadora.

A quantidade de zumbis em tela é impressionante. A Saber já havia ladino essa física de muitos inimigos em tela em World War Z e Warhammer 40K: Space Marine 2 com os Tyranids. Mas cá, em Toxic Commando, é alguma coisa surreal e tecnicamente impressionante.

Uma benção que virou maldição

Um dos grandes acertos de Toxic Commando é seu planta descerrado repleto de zumbis para expelir. Mas, essa decisão criativa também se tornou um problema para o jogo em seu paisagem técnico.

Analisando o jogo na versão de PC, em uma RTX 4070 Super, em solução 2K (1440p) e com taxa de 60 FPS, a graduação do planta somada à quantidade de efeitos e inimigos em tela trouxe problemas de desempenho em minha experiência.

O título dispõe unicamente do FSR (AMD) e do XeSS (Intel), e ambos não foram capazes de manter os 60 quadros incessantemente. Em evidente momento do gameplay, o jogo chegou a tombar para 7 FPS. Depois de qualquer tempo, a taxa de quadros voltou ao normal.

Não sei o motivo da exiguidade do DLSS, que certamente faria uma grande diferença para a experiência técnica.

Outro fator afetado pela graduação do jogo é o visual dos personagens e o paisagem gráfico universal. Não há muitos detalhes nas expressões faciais dos personagens, enquanto os inimigos também não possuem um design muito carismático. Outrossim, grande segmento dos inimigos se repete em todas as missões, criando um loop de adversários que sempre aparecem nos mesmos momentos.

Por termo, a grandiosidade das hordas, principalmente no final de cada missão as vezes é desbalanceada para quantidade de munição disponível. muito inimigo em tela para a quantidade de munição e opções d armas no arsenal.

Humanos com superpoderes

Toxic Commando possui um sistema de classes interessante e versátil. Ao invés de investir unicamente em uma classe, é provável explorar todas as quatro classes e suas respectivas habilidades. Essa liberdade na escolha oferece mais flexibilidade durante as partidas.

Por motivos narrativos, o esquadrão Toxic Commando é infectado, mas graças a um traje peculiar eles não se transformam em criaturas. Pelo contrário: esses trajes concedem poderes aos personagens, representados nas quatro classes do jogo (Atirador, Médico, Operador e Padroeiro).

Além do sistema de classes, o jogo aposta em um sistema de customização de armas totalmente desnecessário. Com uma quantidade limitada de armas, é provável equipar acessórios que lembram o sistema de Armeiro do multiplayer de Call of Duty.

E para quê? John Carpenter’s Toxic Commando é um jogo arcade de matar zumbis, não um multiplayer competitivo em que o jogador precisa se preocupar com recuo, segurança ou precisão da arma. De veste, é uma mecânica desnecessária e sem serventia, ainda mais considerando que os acessórios são extremamente caros dentro da economia do jogo.

Mas enfim, John Carpenter’s Toxic Commando é tudo isso mesmo?

Oferecendo uma novidade dinâmica e formas de se jogar um cooperativo de zumbis, John Carpenter’s Toxic Commando traz diversão, tensão e siso de gerenciamento enquanto você explora seus mapas semiabertos, controla veículos e elimina hordas de mortos-vivos.

Mesmo com toda a interatividade que os mapas oferecem, o design das missões é previsível, embora o trajectória continue sendo reptante.

Embora eu tenha jogado solo com auxílio da IA, não tenho dúvidas de que a experiência definitiva está em jogar com amigos.

Infelizmente, o título não chegará ao Game Pass, o que seria uma ótima estratégia para um jogo cooperativo, assim porquê aconteceu com Back 4 Blood.

De modo universal, John Carpenter’s Toxic Commando apresenta uma ótima teoria que dá longevidade à simples dinâmica de expelir zumbis. Porém, não entrega uma experiência sólida o suficiente para tornar leste estilo de jogo realmente peculiar ou marcante.


Veredito:

John Carpenter’s Toxic Commando aposta em mapas semiabertos, veículos e hordas gigantes de zumbis para renovar o gênero multiplayer cooperativo com zumbis. A teoria sandbox funciona e traz momentos caóticos e divertidos, mas problemas técnicos, narrativa fraca e repetição nas missões impedem que o jogo alcance o mesmo impacto de clássicos porquê Left 4 Dead.
João Antônio

von 10

2026-03-11T14:21:34-0300

Fonte

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