Knights of the Crusades é cruzada com caos sagrado de fé

Knights of the Crusades é cruzada com caos sagrado de fé

6 minutos 07/10/2025

Knights of the Crusades — a cruzada do dedo que faria o cavaleiro do Bokosuka Wars chorar em 8 bits!

Knights of the Crusades. O nome já me fez ouvir o barulhinho metálico do meu idoso 486 ligando no modo TURBO. Eu entrei nesse jogo achando que ia encontrar uma estratégia medieval simples, estilo “manda o peão, constrói o muro, reza pra Deus e vai dormir”, mas o que eu encontrei foi uma mistura de Age of Empires bêbado, Crusader Kings de ressaca e Bokosuka Wars de terno e gravata.

E eu digo isso no melhor dos sentidos — esse jogo é um caos estratégico maravilhoso, daqueles que te fazem olhar pro relógio e perceber que já é terça-feira da outra semana.

🏰 A Santa Bagunça: quando a fé encontra o lag

Você começa porquê um cavaleiro da Primeira Cruzada, liderando um punhado de crentes armados até os dentes e com a mira de um Stormtrooper. Sua missão? Tomar terras, pregar a vocábulo e, de quebra, não morrer de míngua ou de bug.

O planta é uma formosura: Europa, Setentrião da África e a Terreno Santa, tudo ingénuo pra ser conquistado.

Quer tomar Jerusalém? Vai lá.
Quer montar um fortaleza na Sicília e permanecer de boa? Dá também.
Quer enfrentar sarracenos, vizinhos traidores e frames caindo mais do que cruzado cansado no deserto? Portanto seja bem-vindo, meu rebento, à guerra santa do DirectX.

Os caras da Reverie World Studios (os mesmos malucos por trás de Kingdom Wars) criaram alguma coisa entre um Totalidade War medieval e um Age of Empires com moca insensível — e olha, o negócio funciona. Você gerencia vilas, coleta recursos, forma exércitos, e ainda precisa mourejar com fé, diplomacia e míngua. É tipo a vida real, só que com menos boleto e mais lança no pescoço.

⚔️ Quando o Age of Empires conheceu o Crusader Kings no boteco

A gameplay é dividida em duas partes: a gestão estratégica e o pau comendo em tempo real.
Na primeira, você cuida da sua economia, faz acordos, contrata mercenários e reza pra que o Papa não te excomungue.

Na segunda, o jogo vira um festival de sangue e tática, com recta a catapultas, arqueiros, cerco de muralhas e cavalaria atropelando camponês simples.

E sim, tem guerra naval também. Quer ver o que acontece quando dois barcos medievais se encontram no mar e o FPS cai pra 15? É a cruzada dos bits, irmão.

A paragem boa é que cada guerra parece importante, mesmo quando é só você tentando tutelar uma vila que parece saída de um Bokosuka Wars de luxo. As torres disparam, o queimação consome, o inimigo grita em latim genérico, e você pensa:

“Caramba, se o meu MSX visse isso, ele explodia.”

💀 História? Mais ou menos. Mas a vibe é épica

A história de Knights of the Crusades é tipo a Bíblia contada por um narrador do Mortal Kombat: “Você é um guerreiro santo em uma era de trevas. O orientação da fé depende do fio da sua punhal.” E pronto, acabou o briefing.

Mas sabe o que é legítimo? Você cria sua própria narrativa. Cada vila que conquista vira uma história, cada traição um plot twist digno de Game of Thrones, e cada crash um milagre de paciência.

Um review gringo resumiu muito:

“É porquê jogar Totalidade War enquanto seu PC reza pedindo arrego.”
E é isso mesmo, parceiro.

⚙️ Mecânicas: fé, sangue e código bugado

Cá, o santo guerreiro tem que ralar. Você precisa lastrar quatro pilares: economia, tropa, fé e diplomacia. Foque demais em um e os outros desmoronam igual torre feita de Lego na chuva.

Quer mais ouro? Aumenta impostos e arrisca revolta. Quer mais devoção? Constrói igrejas, mas prepara pra perder recursos. Quer silêncio? Esquece, ninguém confia em cruzado nenhum.

E o combate?

Meu companheiro, se você curtia Stronghold, vai se sentir em mansão. Só que cá os inimigos vêm em ondas, com IA que varia entre “Einstein tático” e “bicho perdido da floresta”. Tem hora que eles cercam seu fortaleza com precisão militar. Tem hora que correm pro mar e morrem afogados.

É um espetáculo.

🎨 Visual: entre o medieval e o MS Paint inspirado

Os gráficos são bonitos no conjunto, mas de perto… parece Age of Empires II que fez cursinho técnico.
Mas funciona, e muito. As sombras, a iluminação e o caos nas batalhas deixam tudo cinematicamente confuso, porquê deve ser num bom RTS.

E o som?

Faceta, a trilha sonora é um show à secção. Sons de alaúdes, coros gregorianos e aquele “AAAAAAAAAARGH” de cavaleiro morrendo no loop — verso do dedo.

Só o mix que é extravagante às vezes. Tem hora que o tambor medieval toca mais cumeeira que o som das catapultas.
Parece que o técnico de áudio tava jogando também e esqueceu o fader no supremo.

💾 Performance e bugs: o inferno é feito de loading

Agora, o perversão mortal do jogo: otimização. Não vou mentir — Knights of the Crusades roda mais pesado que Crysis num PC de 2008. E quando crasha, parece que a própria Jerusalém caiu.

Tem bug visual, unidade que fica presa em muro, save que some, som que trava… Mas zero disso quebra a diversão.

Pelo contrário, é quase secção da experiência — tipo jogar Bokosuka Wars torcendo pra fita não enroscar.

E o mais engraçado é que a comunidade até zoa com isso:

“O jogo fechou depois que eu venci a guerra. Talvez seja vontade do Senhor.”
Amém, irmão.

🔮 O espírito dos clássicos vive

Jogar Knights of the Crusades me deu flashbacks dos anos 80/90. Me senti de novo no quarto, luz apagada, joystick duro que mais parecia alavanca de avião e mouse bolinha que engasgava e tudo, e aquele som do jogo carregando na fita:

“Press Play on Tape”

A diferença é que agora o loading dura três segundos e o jogo tem mais textura do que todos os RPGs de 8 bits juntos. Mas o sentimento é o mesmo: invenção, caos e aquela alegria tosca de invadir alguma coisa que nem sabia que queria.

🧩 Comparações pop e maluquices medievais

Se eu tivesse que explicar o jogo pra alguém, diria assim:

“Imagina o Geralt de Rívia gerenciando uma vila em Stronghold, tendo crises existenciais tipo o Ezio Auditore e travando guerra em câmera lenta estilo Braveheart com lag.”

É isso. É Crusader Kings com modo arcade, Age of Empires com hormônio e Mount & Blade depois de três garrafas de hidromel.

Prós:

  • Gameplay viciante, mistura de RTS e sandbox que te prende por horas.
  • Batalhas massivas e cheias de estilo.
  • Trilha sonora incrível e atmosfera histórica suasivo.
  • Sistema de fé e diplomacia interessante.
  • Dá pra invadir o mundo (ou pelo menos fingir).

Contras:

  • Bugs que fariam o próprio Senhor pensar em reiniciar o save.
  • Otimização de performance que parece feita num mosteiro sem força elétrica.
  • Interface confusa e menus labirínticos.
  • IA que alterna entre gênio militar e NPC com QI de pedra.
  • Falta de legendas e tutoriais claros.

Nota Final: 7/10

Knights of the Crusades é aquele tipo de jogo que não precisa ser perfeito — basta ser honesto e insano. É bruto, é bugado, mas tem espírito. E num mundo onde todo jogo tenta ser “cinematográfico e moderno”, esse cá chega gritando “Deus vult!” com a punhal na mão e o PC pegando queimação. Se você viveu os anos 80, jogou Bokosuka Wars, gravou fita de MSX e sabe o que é esperar 20 minutos pra ver uma tela azul… Esse cá é o seu chamado pra cruzada definitiva.

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...