Início » Lies of P ultrapassa 4 milhões de cópias vendidas, e o Pinóquio mais sombrio dos games ainda tem muito a contar

A Neowiz e o Round8 Studio divulgaram nesta quarta-feira, 19 de março de 2026, que Lies of P ultrapassou a marca de 4 milhões de cópias vendidas desde o seu lançamento em setembro de 2023. O número combina as vendas do jogo base com as da expansão Lies of P: Overture, lançada em junho de 2025, e representa um propagação de 1 milhão de unidades adicionais em menos de dez meses, período em que a expansão impulsionou uma novidade vaga de interesse no título tanto entre jogadores veteranos quanto em novos jogadores que entraram na franquia pela primeira vez.
A enunciação solene da Neowiz foi direta: “Perceber nascente marco é um momento incrivelmente significativo para a equipe de Lies of P. O exalo e a paixão que a comunidade global demonstrou por nascente título continuam a nos inspirar, e somos gratos por ver jogadores de todo o mundo descobrindo e abraçando nossa versão sombria e reimaginada da história de Pinóquio.” Cá no GameHall, a gente contextualiza cada número e o que ele representa para o cenário de games coreanos no mercado global.
Para entender o peso desse marco, é preciso olhar para a curva completa de propagação de Lies of P. O jogo foi lançado em setembro de 2023 para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X|S, chegando ao mercado uma vez que uma das apostas mais ousadas da indústria de games sul-coreana em memória recente: um soulslike de produção AA com orçamento e anelo supra da média do segmento, desenvolvido por um estúdio sem histórico estabelecido no gênero de ação desse nível de exigência técnica. O risco era considerável. O resultado surpreendeu o mercado inteiro.
No mês seguinte ao lançamento, outubro de 2023, Lies of P já havia vendido 1 milhão de cópias, um ritmo de adoção extraordinário para um título independente sem o suporte de marketing de um publisher AAA tradicional. Em março de 2024, a Neowiz divulgou que o jogo havia aglomerado 7 milhões de jogadores, número que inclui aproximação via Xbox Game Pass mas que demonstra a capilaridade que o título atingiu em plataformas de assinatura. As vendas totais chegaram a 3 milhões de unidades em junho de 2025, coincidindo com o lançamento surpresa de Overture durante o Summer Game Fest, e agora atingem os 4 milhões com o relatório financeiro mais recente da Neowiz. É uma curva de propagação que poucas IPs originais conseguem sustentar por mais de dois anos sem um relançamento ou port significativo.
Um dos dados mais reveladores desse relatório de vendas não é o número totalidade, mas sim a sua distribuição geográfica: aproximadamente 90% de toda a receita de Lies of P, incluindo o DLC Overture, veio de mercados ocidentais, com destaque para América do Setentrião e Europa. Isso é um oferecido estruturalmente importante para entender o posicionamento de Lies of P no mercado global de games.
A Coreia do Sul tem uma indústria de games extremamente robusta, mas historicamente voltada para o mercado interno e asiático, com domínio de MMORPGs, games mobile e títulos de esports uma vez que League of Legends e PUBG. Nenhum estúdio coreano havia conseguido penetrar o mercado ocidental de ação e RPG de forma tão direta com um resultado de gênero duro, difícil e sem concessões uma vez que Lies of P. O feito é comparável, em termos de significado histórico para a indústria de um país, ao que Elden Ring representou para solidificar a FromSoftware uma vez que referência global, ou ao que NieR: Automata fez ao perfurar o mainstream para o estilo narrativo de Yoko Taro. Lies of P não somente demonstrou que o padrão soulslike funciona fora do Japão: ele provou que um estúdio coreano pode executar esse padrão com vantagem suficiente para conquistar o público que considera Dark Souls, Sekiro e Bloodborne uma vez que referências absolutas do gênero.
Para quem ainda não jogou, o contexto narrativo e mecânico de Lies of P merece uma apresentação justa. O jogo reimagina o narrativa clássico de Pinóquio do italiano Carlo Collodi dentro de um universo de fantasia sombria que mistura estética vitoriana com steampunk e horror gótico. O jogador controla P, um puppet mecânico que desperta em Krat, uma cidade fictícia devastada por uma epidemia chamada Doença da Petrificação, que está transformando os robôs e marionetes da cidade em máquinas assassinas. A missão medial é encontrar Gepeto, o fundador de P, enquanto desvenda os segredos por trás do colapso de Krat.
Mecanicamente, Lies of P é um soulslike com ênfase em combate de bloqueio e parry, influenciado diretamente pelo sistema de Sekiro: Shadows Die Twice, mas com uma estrato suplementar de profundidade: o sistema de montagem de armas, que permite ao jogador combinar lâminas e cabos de armas distintas para fabricar combinações únicas de alcance, velocidade e tipo de dano. É um sistema de build crafting que adiciona replayability considerável e foi um dos elementos mais elogiados pela sátira no lançamento, ao lado da direção de arte extraordinário e do trabalho sonoro denso e atmosférico. O jogo recebeu avaliações favoráveis e apareceu em múltiplas listas de melhores jogos de 2023, sendo indicado ao The Game Awards na categoria Melhor RPG e mencionado com honra no Game Developers Choice Awards pela qualidade visual.
A Lies of P: Overture, lançada uma vez que shadow drop no Summer Game Fest de junho de 2025, é uma expansão de história que funciona uma vez que prequel aos eventos do jogo base, explorando Krat antes do colapso e aprofundando o lore de personagens centrais da narrativa. Em termos de teor, Overture adicionou novos locais para explorar, novos chefes, novas armas, novas roupas e uma risca narrativa com viagem no tempo uma vez que elemento estrutural, o que causou alguma repartição na comunidade quanto à conformidade com o tom mais sóbrio do jogo base, mas foi recebida de forma positiva em termos gerais.
Um ponto de controvérsia relevante foi a soma de opções de dificuldade no jogo base depois o lançamento de Overture, que gerou debate aceso na base de jogadores: fãs hardcore do gênero argumentaram que a dificuldade ajustável descaracterizava a proposta original, enquanto outros defenderam a acessibilidade uma vez que precípuo para expandir o alcance do jogo. É o mesmo debate eterno que acompanha qualquer soulslike desde que a pergunta “deveria ter modo fácil?” se tornou uma questão cultural recorrente no gênero. A Neowiz optou por incluir as opções, e os números de vendas sugerem que a decisão não prejudicou a percepção mercantil do título.
O prêmio de Melhor Expansão de 2025 facultado pelo Shacknews a Overture é um indicativo da qualidade percebida pelo segmento crítico especializado, e a aceleração de 1 milhão de cópias em menos de dez meses pós-lançamento da expansão demonstra que o DLC cumpriu sua função de tração mercantil com eficiência.
Um pormenor que merece registro porque diz muito sobre a cultura da Neowiz uma vez que empresa: quando Lies of P atingiu a marca de 3 milhões de cópias em junho de 2025, a Neowiz anunciou que toda a equipe do Round8 Studio seria recompensada com um pacote de bônus que incluía duas semanas de férias pagas adicionais além do mínimo lícito sul-coreano de 15 dias, um bônus em quantia de 10 milhões de won por funcionário (aproximadamente US$ 7.300) e, o pormenor mais simpático do pacote: um Nintendo Switch 2 para cada membro da equipe. É o tipo de gesto que, além de reconhecimento financeiro justo, demonstra que os gestores da empresa têm tino de humor e sabem que um desenvolvedor de soulslike difíceis também merece jogar um Mario tranquilo no término de semana.
A Neowiz confirmou oficialmente o desenvolvimento de uma sequência de Lies of P ainda em novembro de 2023, menos de três meses depois o lançamento do jogo original. O pregão precoce foi feito pelo diretor Choi Ji-won, que confirmou que os planos para continuar o universo de Krat já estavam em curso. Nos relatórios financeiros subsequentes, a Neowiz listou o sequel de Lies of P entre os projetos com janela de lançamento no ano fiscal de 2026, que no calendário da empresa coreana se estende até junho de 2026.
No entanto, analistas e jornalistas especializados uma vez que o Game Rant e o Inven Global apontaram que a equipe do Round8 Studio ainda estava em período de recrutamento de pessoal-chave para o projeto no segundo semestre de 2025, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade da janela de junho de 2026. Desenvolvimento de jogos raramente respeita projeções otimistas de relatórios financeiros, e considerando que o jogo base de Lies of P levou aproximadamente três anos de desenvolvimento (de 2020 a 2023), um sequel lançado em 2026 ou 2027 seria, na melhor das hipóteses, ávido. A privação de qualquer material divulgado publicamente uma vez que trailer, título solene ou confirmação de plataformas mantém o projeto envolvido em expectativa qualificada.
O que a Neowiz confirmou por meio do co-CEO Sean Kim em entrevista ao Game Informer é que a empresa está desenvolvendo internamente mais de cinco novos títulos para PC e consoles, com a meta declarada de erigir franquias de longo prazo com base de fãs sustentável, não somente sucessos de lançamento. Lies of P é descrita nos relatórios internos uma vez que o Growth Driver da empresa, ou seja, o motor de propagação que define os padrões de qualidade e anelo para toda a risca de produção da Neowiz daqui em diante. Isso é um sinal de crédito institucional significativo: a empresa não está tratando Lies of P uma vez que um acidente feliz, mas uma vez que a base sobre a qual vai erigir sua identidade uma vez que publisher de ação e RPG no mercado global.
É impossível discutir o sucesso de Lies of P sem mencionar o contexto mais grande em que ele se insere. O gênero soulslike foi essencialmente criado e consolidado pela FromSoftware japonesa, com títulos uma vez que Demon’s Souls (2009), Dark Souls (2011), Bloodborne (2015), Sekiro (2019) e Elden Ring (2022). Durante mais de uma dezena, a FromSoftware foi a referência irrecusável do gênero, com tentativas de outros estúdios, uma vez que The Surge da Deck13 e Mortal Shell da Cold Symmetry, sendo recebidas uma vez que boas mas claramente secundárias.
Lies of P mudou a conversa. Pela primeira vez, um soulslike de fora da FromSoftware conseguiu ser comparado de forma direta com os títulos do estúdio nipónico sem que a conferência soasse uma vez que lisonja exagerada. A qualidade do design de chefes, a responsividade do combate, a profundidade dos sistemas de build e a consistência da direção de arte colocaram Lies of P num patamar que jogos uma vez que Lords of the Fallen da CI Games (que vendeu 1 milhão de cópias em 10 dias, mas com recepção mais dividida) não haviam atingido com a mesma solidez. E o vestuário de que 90% da receita veio do Oeste, território historicamente mais exigente com o gênero por ter sido o origem da base de fãs mais sátira da FromSoftware, é o oferecido que mais valida esse posicionamento.
Com 4 milhões de cópias vendidas, uma expansão premiada no currículo, uma sequência em desenvolvimento e uma equipe que ganhou Nintendo Switch 2 de bônus pelo trabalho, Lies of P entrou para o seleto grupo de IPs originais que sobreviveram ao seu lançamento inicial e construíram uma base de fãs leal o suficiente para sustentar uma franquia de longo prazo. O universo de Krat, com seu horror vitoriano, seus puppets assassinos e sua versão sombria de um narrativa de fadas que já era muito mais sombrio do que a Disney deixou parecer, tem potencial narrativo para muito mais do que um sequel. A Neowiz parece saber disso, e os Cidadãos de Krat que chegaram aos 4 milhões ainda têm muito por vir.

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