Início » Marvel MaXimum Collection: X-Men Arcade e mais clássicos

Existem notícias que chegam e imediatamente transportam o RUMBLETECH de volta a um lugar específico, cheirando a fumaça de cigarro, som de fichas caindo, luz neon fraca e aquele estrondo inconfundível de botões sendo martelados com exaltação de quem acabou de inserir mais uma moeda.
A Limited Run Games revelou que a Marvel MaXimum Collection chega em 27 de março de 2026 para PC, PlayStation 5, Switch e Xbox Series, trazendo numa única coleção alguns dos jogos de fliperama e console da Marvel mais queridos dos anos 90. Quem quiser a versão física para console pode fazer pré-venda no site da Limited Run Games entre 27 de março e 24 de maio. O tiozão já está com o site franco numa aba separada.
Vamos falar dos jogos que compõem a coleção porque cada um deles merece um momento de reconhecimento antes de seguir em frente. O destaque óbvio e merecido é o X-Men: The Arcade Game, o beat ’em up da Konami de 1992 que suportava até seis jogadores simultaneamente numa única máquina enorme de fliperama e que era a razão pela qual qualquer fliperama que tinha uma unidade ficava sempre com uma fileira ao volta da máquina no termo de semana.
Seis personagens jogáveis, Ciclope, Colossus, Wolverine, Storm, Nightcrawler e Dazzler, cada um com golpes especiais próprios, e o Magneto uma vez que encarregado final depois de um desfile de vilões que qualquer criado nos quadrinhos dos X-Men vai reconhecer com alegria. O Magneto inclusive tem a fala de introdução mais grandiosa do fliperama dos anos 90: “Welcome to die!”, que em tradução simultânea para o português é simplesmente um erro gramatical histórico que ficou para sempre na memória coletiva da geração.
Depois tem o Captain America and The Avengers, beat ’em up da Data East de 1991 que colocava o Capitão América, Varão de Ferro, Visão e Hawkeye para socar vilões da Marvel em conjunto. O jogo tinha aquele estilo visual exagerado e matizado que só existia no fliperama dos anos 90, com sprites enormes e animações que priorizavam impacto visual sobre fidelidade anatômica.
As versões de Mega Drive e NES também estão incluídas, o que significa que você pode confrontar as três versões e confirmar diretamente que o port de NES era uma versão criativa do concepção original.
A dupla Spider-Man/Venom: Maximum Carnage e Venom/Spider-Man: Separation Anxiety para Mega Drive e SNES são dois dos beat ’em ups de licença mais sólidos daquela era, principalmente o primeiro, cuja trilha sonora no Mega Drive tinha aquela qualidade de som que fazia você virar o volume da televisão pra cima antes de estrear a jogar.
As duas versões de cada jogo estão incluídas, o que vai gerar a discussão interminável sobre qual hardware tinha a melhor versão, que é basicamente a guerra fria dos consoles dos anos 90 resumida em dois jogos.
O Spider-Man/X-Men: Arcade’s Revenge aparece em quatro versões: Mega Drive, SNES, Game Boy e Game Gear. Quatro. Porque quando a Limited Run Games resolve ser generosa, não faz pela metade. E fechando com uma surpresa que vai promover reações variadas dependendo de quem está lendo: o Silver Surfer de NES, um shooter de 1990 amplamente considerado um dos jogos mais difíceis do console cinza da Nintendo, onde você morre de qualquer coisa que toca na tela e os três primeiros estágios servem uma vez que filtro brutal de humildade. É o jogo que o RUMBLETECH aprendeu a respeitar antes de aprender a gostar. Uma inclusão honesta numa coleção que não tentou esconder os seus lados mais desafiadores.
A Limited Run Games não jogou os jogos numa pasta do dedo e chamou de coleção. A Marvel MaXimum Collection vem com um pacote de extras que faz jus ao desvelo que uma empresa especializada em preservação física de games deveria ter. Os arquivos digitais com artes, manuais e anúncios vintage são o tipo de teor que os anos 90 não preservaram muito o suficiente na internet e que gerações futuras vão agradecer. Ver os anúncios originais dos jogos em revistas especializadas da idade é um manobra de arqueologia gamer que o RUMBLETECH recomenda sem reservas.
O reprodutor de música está lá para quem quer ouvir as trilhas separadamente, que no caso do Maximum Carnage é um motivo legítimo de compra por si só. As opções de imagem com pixels modernos ou visuais CRT com scanlines são o tipo de escolha que divide gamers em dois campos com crença religiosa: os que acham que os scanlines reproduzem uma vez que o jogo foi desenhado para ser visto e os que acham que scanlines são distorção desnecessária. Ambos estão certos nas suas próprias perspectivas. A coleção respeita os dois ao oferecer a escolha.
O rollback netcode no X-Men: The Arcade Game é a soma que mais importa tecnicamente para o contexto atual. Rollback netcode é a tecnologia de sincronização online que permite que jogos de ação e luta funcionem muito mesmo com latência de rede, e sua inclusão num jogo de 1992 significa que você pode jogar o clássico fliperama dos seis X-Men com pessoas do outro lado do Brasil sem que o lag arruine a experiência. Isso é história dos games sendo tratada com saudação técnico adequado. E o menu de trapaças está lá para quem quer revisitar os jogos com vidas infinitas e invencibilidade, que é exatamente uma vez que o Silver Surfer de NES deveria ser jogado por qualquer pessoa que valoriza a própria saúde mental.
O RUMBLETECH vai aproveitar esta notícia para expor um pouco que merece ser dito com regularidade: a Limited Run Games está fazendo um trabalho de preservação que a indústria principal não faz com consistência suficiente. Jogos dos anos 80 e 90 vivem num limbo de licenças complicadas, hardware interrompido e ROMs que circulam na internet numa zona lícito nebulosa.
Quando uma empresa uma vez que a Limited Run licencia formalmente esses títulos, trata as versões com desvelo técnico, adiciona extras de valor histórico e produz edições físicas de qualidade, está essencialmente resgatando fragmentos da história do medium de um orientação de obsolescência progressiva.
O X-Men: The Arcade Game ficou anos indisponível oficialmente por complicações de licença de personagens. Ver ele numa coleção física e do dedo muito cuidada em 2026 é a confirmação de que o trabalho existe e que encontra mercado suficiente para justificar a operação.
Para os mais jovens que nunca colocaram uma ficha numa máquina de fliperama e nunca vão ter essa experiência específica: esta coleção é a porta de ingressão mais conseguível e muito tratada para entender por que aqueles jogos tinham filas em torno delas todo termo de semana nos anos 90. Para os que viveram aquela idade: bem-vindos de volta ao fliperama. A ficha ainda tem crédito.

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