Mixtape Review: A playslit que eu precisa em 2026

Mixtape Review: A playslit que eu precisa em 2026

7 minutos 11/05/2026

Depois de se ressaltar com a experiência artística e músico de Artful Escape, a Beethoven & Dinosaur está de volta com um jogo totalmente novo, mas que carrega a identidade músico e artística particularidade do estúdio. Mixtape, desde seu proclamação, chamou a atenção por sua estética vibrante e colorida dos anos 90, guiada por um paisagem músico bastante persistente.

Totalmente focado na experiência narrativa, Mixtape chegou ao mercado no último dia 7 nas plataformas PC, PS5, Xbox Series e Switch 2, e para quem é assinante do Game Pass. Desta vez, com uma produção mais cinematográfica, será que a Beethoven & Dinosaur vai conseguir impressionar, assim porquê foi em Artful Escape?

O Combo Infinito jogou o título e eu lhe direi se Mixtape é tudo isso mesmo.

A rebeldia e as amizades que só o colegial é capaz de proporcionar

Mixtape conta a história de Stacey Rockford e seus dois grandes amigos, Cassandra e Slater, que estão prestes a dar adeus a tudo o que viveram durante o colegial. Porém, antes disso, eles planejaram ir a uma sarau para selar o último dia em que estarão juntos na cidade e na escola em que viveram por anos. O motivo dessa despedida é porque Stacey vai viajar para Novidade Iorque em procura de realizar seu sonho de ser supervisora músico.

Desta forma, o jogador assumirá o controle de Stacey enquanto a grande e última noite da vida desses três amigos se aproxima, ao mesmo tempo que memórias de tudo o que eles viveram também serão vivenciadas.

O elenco de Mixtape é impecável, e a grande estrela desta jornada nostálgica é Stacey, que ganhou vida com a voz da atriz Bella DeLong, da série Os Winchesters (2023). A interação de Stacey com o jogador, quebrando incessantemente a quarta parede através de sua jornada e apresentando sua playlist de despedida, é marcante. Não há porquê não produzir um vínculo com a personagem e desejar tê-la porquê amiga. Mesmo com o destaque para Stacey, Cassandra e Slater não ficam de lado; esse trio possui uma supimpa sinergia.
Mas do que uma história sobre adolescentes

Mas do que uma história sobre jovem

A narrativa de Mixtape retrata fielmente o padrão do colegial americano, onde a rebeldia é o dogma que todo aluno irá seguir fielmente. E que, ao chegar à formatura, dilemas e indecisões se tornarão uma verdade, enquanto trespassar da cidade natal é inevitável e as amizades criadas se desfazem. Mixtape é sobre isso: as amizades que construímos e que, inevitavelmente, vão se desfazer com essa viradela de chave na vida de qualquer ser humano, a vida adulta.

E mesmo que você não se identifique (assim porquê nascente que vos escreve) com a verdade retratada nessa temporada das vidas destes protagonistas, Mixtape traz uma mensagem universal pela qual qualquer um já passou. As amizades que construímos no colegial ficaram no colegial. Aqueles amigos que te fizeram gostar de novas coisas e te fizeram ter uma fagulha de rebeldia nunca mais voltarão. E é sobre isso que Mixtape aborda.

A mocidade é um tanto que vivemos e nunca voltaremos a vivenciar. A jornada de Stacey, Cassandra e Slater me fez voltar ao colegial e às amizades que eu construí, embora com uma trilha sonora e em um lugar diferentes.

Em resumo, a narrativa de Mixtape é nostálgica não unicamente de forma cultural, mas principalmente na forma sentimental, ao abordar um evento global na vida de qualquer ser humano. Minha única salvaguarda é por conta de sua duração. Terminei em 5 horas, e é porque costumo explorar muito; caso contrário, teria terminado em menos tempo. Prova disso são alguns takes das lembranças de Stacey que foram curtíssimos, unicamente para prolongar a pequena duração desta jornada.

Qual a trilha sonora da sua vida?

A narrativa de Mixtape será guiada por uma playlist criada por Stacey. Ela é apaixonada por música e decidiu produzir uma seleção para comemorar sua despedida na vida de Cassandra e Slater. Desta forma, conforme a história avança, seremos guiados e apresentados a músicas que combinam com o momento peculiar da história. E essa apresentação é tão cativante que, mesmo que você não conheça a margem nem a letra da música, a forma porquê o roteiro prepara esses momentos é adorável. Stacey é uma “expert” em trilhas sonoras e isso às vezes irrita, mas é o que a torna tão peculiar e madura para sua idade. Aprender com ela foi uma experiência que eu adoraria ter vivido na vida real.

Cada uma das trilhas sonoras é formidável aos ouvidos de quem estiver jogando Mixtape. Essa jornada audiovisual é perfeita e marcante do início ao termo, seja pelo seu roteiro totalmente jovem, mas que aborda temas importantes, seja pela sua trilha sonora magnífica.

Se você nutriz história e música, Mixtape é um resultado indispensável.

O vibrante e variegado anos 90

O visual de Mixtape é encantador. O jogo replica toda a magia dos anos 90 com as vestimentas, os aparelhos e até mesmo referências da cultura pop da quadra. A brecha do jogo é memorável, assim porquê alguns momentos marcantes que o jogo irá entregar conforme você avança.

Mas, o grande destaque desta jornada e da escolha visual para nascente game é o mix entre os movimentos em stop motion da personagem com a fluidez das demais coisas em tela. Esse contraste visual não é nenhuma novidade, pois já vimos em South of Midnight, porém Mixtape possui um carisma maior por conta de sua temática.

Mixtape é um músico dentro de um videogame e seus momentos gloriosos elevam o elemento visual de forma espetacular, seja com fogos de artifício, seja por um momento que simboliza ira, ou enquanto você está acertando tacadas em um campo de golfe, ou quando você está em uma corrida para salvar sua amiga. Todos esses momentos entregam um valor visual, músico e sentimental inesquecíveis.

Você não estará diante de um visual realista; todo o design pontiagudo com traços finos e leves dos personagens tem o seu charme.

Você só assiste ou joga um tanto?

Há uma risca muito tênue para os jogos narrativos no que diz saudação a proporcionarem momentos de gameplay ou não. Um game totalmente voltado para a narrativa não precisa necessariamente trazer um gameplay com mecânicas de movimento ou afins; finalmente, sua proposta é simplesmente racontar uma história. Os jogos da Telltale Games, que se tornaram hits de sucesso na dezena passada, trouxeram experiências narrativas marcantes onde o único mecanismo de gameplay era a movimentação e o sistema “point and click” para interagir com objetos nos cenários. Mas, hoje há uma cobrança extremista acerca de gameplay para jogos deste segmento.

Um exemplo interessante da inserção de gameplay em jogos narrativos está nos jogos da Supermassive, que se tornaram um padrão por conterem um gameplay desenvolvido com mecânicas, mesmo que a experiência no universal seja sofrível para alguns. Na contramão deste padrão, Dispatch, no ano pretérito, chegou para proferir que nascente gênero de game não precisa de tudo isso. O que se precisa é de mecânicas que complementem a narrativa, e não que sejam um segmento independente dentro de toda a experiência do jogo.

E Mixtape?

Pois muito, isso nos leva a Mixtape, que desde seu lançamento vem sendo bombardeado por críticas acerca de seu gameplay, sob a asseveração de que é verosímil finalizar o jogo sem usar o controle.

Assim porquê em Dispatch, Mixtape usa seu gameplay para expandir sua narrativa e não fazer o jogador esquecê-la em momentos longos e com mecânicas complexas. Todos os momentos que envolvem gameplay no jogo exigem do jogador ações simples, no intuito de que esses momentos sejam de contemplação para um evento marcante para a narrativa, ao invés de momentos de frustração e diversos “game overs”. Essa não é a intenção de um jogo narrativo. E, mesmo assim, há takes do jogo onde, se você não conseguir desviar de um sege na contramão com seu skate, o jogo retrocede ao momento anterior à colisão para você evitar o acidente.

Portanto, Mixtape possui sim gameplay, mas essa parábola está inserida para dar vida a momentos de orgasmo de pura contemplação. Resolver dar ao jogador o controle em uma sessão onde a protagonista sai correndo pelas ruas de sua cidade e cruzar um estádio de beisebol me entregou um dos momentos mais marcantes e encantadores dentro de um jogo nascente ano.

Veredito

A Beethoven & Dinosaur conseguiu, mais uma vez, encantar com sua experiência narrativa, visual e músico. Mesmo com uma história sobre adolescentes que se aproximam do prelúdios de um novo ciclo de suas vidas, Mixtape é um grito nostálgico aos ouvidos de quem o joga, remetendo a um dos momentos de grandes descobertas das nossas vidas: o colegial.

Toda essa narrativa ganha força através da musicalidade, dos temas abordados e por seu visual tão marcante. Se você é um fã de histórias e de musicais, Mixtape é um resultado indispensável. O único problema desta playlist é sua duração. Mesmo com uma precificação muito alcançável, sua experiência é curta.


É tudo isso mesmo?:

Mixtape é uma celebração audiovisual da nostalgia e da transição para a vida adulta. Com um visual vibrante e uma curadoria músico impecável, o título compensa sua curta duração com momentos de pura contemplação e carisma. Uma experiência indispensável para fãs de boas histórias e musicais.
João Antônio

von 10

2026-05-11T11:12:54-03:00

Fonte

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