Início » Monster Hunter Stories 3 Review: Mais uma Pedrada da Capcom! –…

Com lançamento marcado para o dia 13 de março no PC, PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e Xbox Series, Monster Hunter Stories 3 chega com a missão de ampliar uma vertente da franquia que já tinha mostrado valor no pretérito, mas que agora parece mirar um patamar muito maior. E depois de jogar a versão de PC, dá para expressar que a Capcom acertou em pleno ao transformar esse universo em um RPG ainda mais robusto, ávido e emocional.

Dissemelhante do Monster Hunter tradicional, em que o foco está na caça, Stories 3 continua apostando em uma lógica quase oposta. Cá, o mundo já passou por tanto conflito e tanta exploração que muitos monstros se tornaram raros. Em vez de abatê-los, a teoria agora é compreendê-los, protegê-los e prometer que continuem existindo. E é justamente nessa diferença de filosofia que o jogo constrói uma identidade própria muito poderoso.
A trama começa em um momento quebrável para o reino de Azuria. Em meio a uma situação política tensa e a um mundo que já vinha sofrendo com uma espécie de cristalização que se espalha pelo envolvente e pelos monstros, surge a esperança de um novo prelúdios com a invenção de um ovo de Rathalos, uma das criaturas mais simbólicas e valiosas de todo o universo de Monster Hunter. Só que, do mesmo ovo, nascem dois Rathalos. E aí o jogo define o tom da própria narrativa.


Dentro daquele mundo, dois Rathalos gêmeos são sinal de mau presságio. O que deveria simbolizar luz e renovação rapidamente vira motivo de susto, ruptura e suspeição. E quando um desses monstros vai parar no reino rival de Vermeil, a tensão entre os dois lados se intensifica de vez.
É nesse cenário que o protagonista, príncipe de Azuria, entra em cena já alguns anos depois dos acontecimentos iniciais, agora mais velho e diretamente envolvido nessa tentativa de entender o que está acontecendo com o mundo, com os monstros e com a relação entre os reinos.
A grande surpresa é que Stories 3 conta tudo isso com muito mais peso do que se imaginava. A história tem momentos mais leves, simples, e ainda conversa com esse lado mais anime da série, mas ela amadurece rápido. O jogo sai de um início mais alcançável e emocional para um conflito político mais denso, com decisões que afetam reinos, famílias e o horizonte dos monstros.
E tudo isso funciona porque a direção das cenas é magnífico. As cinemáticas são muito boas, as passagens mais importantes têm impacto real e o jogo sabe exatamente quando precisa desacelerar para desenvolver personagens e quando deve prosseguir para um momento maior. É mais um acerto enorme da Capcom.


Visualmente, Monster Hunter Stories 3 é um jogo lindíssimo. Ele claramente bebe da nascente de Zelda: Breath of the Wild em vários aspectos, mormente no jeito porquê apresenta os cenários, as cores e a sensação de façanha em áreas amplas. Só que ele não fica recluso a isso. Há uma identidade própria cá, e em vários momentos o visual vai além do que o próprio Stories 2 entregava com folga.
Os cenários são bonitos, vivos e cheios de personalidade. Os personagens têm um design muito carismático, os monstros mantêm sua imponência mesmo dentro de uma proposta mais estilizada, e a direção artística consegue unir o lado fofo e o lado grandioso do universo de Monster Hunter sem parecer contraditória. É um daqueles jogos que chamam atenção tanto no pormenor pequeno quanto na visão universal.
Na secção sonora, o trabalho também é muito poderoso. As músicas são excelentes, as vozes têm presença o tempo todo nas cenas importantes e ajudam bastante a vender o peso dos acontecimentos. Efeitos de combate, rugidos, sons de monstros e a própria sensação de progressão durante as lutas também funcionam muito muito. É um pacote técnico de cumeeira nível.
A única salvaguarda importante fica para a versão de PC no meu caso específico. O jogo teve muitos crashes durante a campanha, mais de 20 em alguns momentos, sempre nas transições entre gameplay e cena ou de cena para gameplay. Não foi alguma coisa pontual. Atrapalhou de verdade.
A maneira que encontrei de mourejar com isso foi salvar o tempo inteiro, porque quando o problema acontecia eu perdia pouco progresso. Ainda assim, é uma irregularidade que precisa ser registrada. Conversei com outras pessoas e nem todo mundo passou por isso, portanto pode ser alguma coisa muito específico, mas porquê aconteceu comigo repetidas vezes, isso precisa ser dito.


Stories 3 não é exatamente um mundo ingénuo totalidade, mas ele trabalha com áreas grandes e conectadas de um jeito muito inteligente. Em vez de largar o jogador num planta gigantesco sem foco, o jogo cria grandes regiões exploráveis e intercala isso com trechos mais guiados, corredores menores e áreas específicas que exigem atenção a caminhos, ovos, recursos e monstros raros.
Esse formato ajuda demais no ritmo. Você sente liberdade para explorar, mas nunca a ponto de perder o tino de direção. Sempre existe alguma coisa valioso para encontrar, seja um baú, uma toca com ovos, um porquinho escondido em missões paralelas ou um caminho mútuo que só pode ser acessado usando habilidades específicas dos monstros. E isso faz toda a diferença.
Os monstros não servem unicamente para lutar. Fora das batalhas, eles também definem porquê você navega pelo mundo. Alguns voam, outros nadam, outros sobem paredes. Portanto explorar muito significa montar um time útil para combate e também funcional para deslocamento. Isso é muito bom porque reforça a teoria de que esses monstros não são só armas, mas secção viva da jornada.
As tocas continuam sendo um dos grandes atrativos. Entrar em um ninho, escolher ovos, deliberar se vale a pena aventurar uma tentativa extra enquanto o monstro possessor daquele lugar pode voltar a qualquer momento, tudo isso é extremamente gostoso. Existe tensão, existe recompensa e existe curiosidade. Você nunca pega um ovo de forma automática. Sempre tem aquela sensação de “será que agora vem alguma coisa vasqueiro?”.


As missões paralelas normais funcionam muito. Elas são rápidas, objetivas e ajudam bastante na progressão, seja para lucrar recursos, enfrentar criaturas específicas ou fortalecer a equipe. O jogo também tem um sistema de contos, que é onde ele realmente mostra carinho pelos personagens.
Esses contos são linhas paralelas de história relacionadas aos membros do grupo. E isso foi uma surpresa muito boa. Em vez de só jogar os personagens ao seu lado e pronto, o jogo faz questão de dar pequenos arcos próprios para cada um deles. Alguns são mais emocionais, outros mais leves, outros até muito divertidos, mas todos ajudam a edificar melhor o grupo.
O mais importante é que esses contos não viram distração sem valor. Eles acrescentam contexto, ajudam na progressão e ainda têm o tamanho claro. Não se tornam cansativos. Funcionam quase porquê episódios curtos que complementam a façanha principal sem quebrar o ritmo.


O combate é a psique do jogo e também a grande prova de que Stories 3 entendeu exatamente o que precisava ser. Em vez de plagiar Monster Hunter de forma literal, ele traduz vários dos conceitos da série para um RPG por turnos com uma naturalidade impressionante.
As batalhas trabalham com a lógica de ataques rápidos, de força e técnicos, numa relação de vantagem e desvantagem ordenado. Isso cria uma base que parece simples, mas que ganha profundidade conforme você aprende o comportamento dos monstros. E o melhor é que o jogo faz isso sem travar a experiência. Você aprende jogando.
Cada monstro tem padrões de ataque, mudanças de comportamento e momentos em que troca de estilo, forçando o jogador a se harmonizar. Outrossim, ainda existe toda a categoria de partes do corpo, fraquezas específicas, monstros contaminados pela cristalização e oportunidades de aproveitar momentos em que o inimigo está cansado ou vulnerável. Isso traz para o RPG aquele mesmo prazer de entender a pessoa, estudar seu comportamento e agir da melhor forma, alguma coisa que sempre foi necessário em Monster Hunter.


O sistema de monstros do time também é muito bom. Você carrega até seis, e cada um deles pode satisfazer papéis diferentes não só no mundo, mas também em guerra. Dá para pensar estrategicamente no grupo, levar opções para todos os tipos de combate e montar uma equipe que tenha cobertura de estilos e utilidades. E quando o jogo libera ataques especiais montados ou invocações mais fortes, tudo isso ganha ainda mais espetáculo.
Existe ainda a secção de armas, que aproxima ainda mais o jogo da franquia principal. Você pode usar armas clássicas de Monster Hunter, escolher sets, fabricar equipamentos com materiais coletados e harmonizar sua forma de jogar de contrato com o inimigo. Isso também ajuda a substanciar essa ponte entre o Stories e a série principal.
Evidente, porquê todo RPG por turnos longo, há momentos em que o combate pode cansar um pouco. Principalmente quando você já entendeu muito um inimigo e quer unicamente seguir em frente. Mas o jogo oferece boa qualidade de vida nesses casos, permitindo expulsar monstros fracos sem entrar em guerra ou correr o ritmo universal da exploração. Isso ajuda muito a manter a experiência deleitável.


O jogo está localizado em português e, no universal, a experiência é boa. A única reparo é que em alguns momentos a sensação é de que a legenda foi pensada a partir do nipónico, enquanto o áudio em inglês organiza as frases de outro jeito. A informação está correta, mas às vezes a ordem ou a construção faz parecer que a legenda e a fala não estão perfeitamente alinhadas. Não é um problema grave, mas é perceptível.


Monster Hunter Stories 3 é um jogaço. A Capcom conseguiu transformar o que já era uma risco promissora em alguma coisa muito maior, mais bonito, mais muito dirigido e mais maduro em praticamente todos os aspectos. A história surpreende, os personagens funcionam, o mundo é ótimo de explorar e o combate acerta em pleno ao trasladar a origem de Monster Hunter para um formato de JRPG sem perder identidade.
A única trava mais séria, no meu caso, foi a instabilidade da versão de PC com crashes recorrentes. Fora isso, o jogo entrega muito. É um RPG com psique, com visão clara e com teor suficiente para te prender por dezenas de horas sem parecer inchado.
Monster Hunter Stories 3 não só honra o nome da franquia porquê mostra que essa vertente merece cada vez mais espaço.
Monster Hunter Stories 3:
Monster Hunter Stories 3 evolui a série com mais maturidade, visual e direção, entregando uma história envolvente e um combate que respeita a origem da franquia. Apesar de problemas técnicos no PC, é um RPG marcante, com identidade e teor de sobra.
– M@xpay
von 10
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