My Hero Academia: All’s Justice – Análise – Vale a Pena – Review

My Hero Academia: All’s Justice – Análise – Vale a Pena – Review

5 minutos 04/02/2026

My Hero Ateneu: All’s Justice é o mais novo capítulo da série de anime e mangá de Kohei Horikoshi. Com o objetivo de conciliar o roda final da história, ou seja, a grande guerra contra All for One, Shigaraki Tomura e seus capangas, o jogo promete trazer o maior elenco já registrado na série e ser o título definitivo da franquia até cá, mas será que ele consegue?

Em My Hero Ateneu: All’s Justice, você começa controlando Deku numa cidade, onde pode sentenciar jogar o Modo História, reviver lutas chave de arcos passados que não são cobertos neste jogo, personalizar seu personagem e algumas outras atividades menores.

My Hero Academia: All's Justice - Análise - Vale a Pena - ReviewO principal do jogo obviamente é o modo história, onde eu passei boa secção do meu tempo também. Cá o jogo faz um bom papel em mostrar os eventos do anime, e se divide em personagens porquê Deku, Bakugo, Uraraka, Tomura, Shoto Todoroki, Endeavor e mais alguns outros completando seus arcos e papéis nas batalhas.

Uma coisa que eu gostei nesse modo foi que além de controlar os mocinhos, você também tem que controlar Tomura em alguns combates com toda a recurso que ele tem nessas lutas, moendo os heróis de porrada enquanto eles tentam segurá-lo por tempo o suficiente até Deku chegar no combate, já que o contrário seria muito difícil de fazer, com ele tirando quase metade da vida dos heróis com um golpe muito estabelecido.

My Hero Academia: All's Justice - Análise - Vale a Pena - Review

No universal, a campanha do jogo é divertida e as cutscenes que tocam entre uma luta e outra para mostrar os desenvolvimentos, conversas e transições de cena ficaram muito legais também. Eu havia despovoado o anime de My Hero Ateneu uns 2 arcos antes do roda final e deu para conectar os pontos que faltavam entre o que eu havia presenciado e o que o jogo apresentava numa boa. Eu ainda não assisti ao roda final, mas imagino que com o que eu acompanhei no jogo, dê para ter uma boa teoria do que vai sobrevir cá.

A única coisa que eu realmente não gostei do modo campanha, entretanto, foi a guerra final de My Hero Ateneu: All’s Justice. Ela é simplesmente muito apelona e mal pensada. Sabe aquilo que eu falei do vilão liquefazer os inimigos com poucos golpes? É exatamente o que acontece cá: temos uma sequência de 7 ou 8 combates onde você não pode perder nenhum deles, e caso perdida, você tem que principiar tudo de novo.

Eu levei umas 5 horas para completar a campanha do jogo, sendo que a guerra final provavelmente me fez gastar uma hora e meia tendo que aprender a jogar com personagens que eu nunca havia jogado antes para enfrentar logo o superintendente final do jogo, que me derretia na porrada com golpes que cobriam quase todo o cenário de guerra. Certamente foi uma experiência, e o que eu senti no final foi conforto.

O combate de My Hero Ateneu: All’s Justice é certamente um dos melhores combates de jogos de anime que eu já joguei. Dá pra ver que os personagens são muito diferentes entre si, posuem suas técnicas características do anime e habilidades mais ou menos criadas para o jogo, além da ação ser realmente rápida e não parecer exclusivamente os mesmos jogos de anime da geração do PS2 com gráficos muito mais bonitos.

My Hero Academia: All's Justice - Análise - Vale a Pena - Review

Vale ressaltar cá, entretanto, que uma coisa ficou ruim no combate do jogo: os cenários. Tem cenários em que alguns personagens ficam em completa desvantagem contra outros, porquê o cenário da cratera em que enfrentamos All for One ou a cidade destruída, onde você começa em cima de um prédio e pode ir lutar no meio da rua. Parece que eles pensaram primeiro em fazer cenários parecidos com os do anime e esqueceram de balanceá-los para que os personagens que estão lá naquele momento da história possam lutar corretamente.

Graficamente, My Hero Ateneu: All’s Justice é um dos jogos de anime mais bonitos que eu já joguei, com muitos efeitos visuais acontecendo e nenhum tipo de slowdown mesmo com tudo acontecendo na tela ao mesmo tempo.

A trilha sonora do jogo também é formosa, e a dublagem em nipónico ficou muito permitido, mas porquê de rotina, a dublagem em inglês deixa bastante a desejar (troque ela o quanto antes, ela é a dublagem padrão do jogo). Por termo, o jogo não conta com legendas em português, o que é uma pena e muito estranho, já que os jogos da Bandai Namco não costumam nos deixar para trás, mas foi esse o caso cá.

Mas e aí, My Hero Ateneu: All’s Justice vale a pena?

My Hero Ateneu: All’s Justice é um jogo jocoso de anime e adapta muito muito o roda final de “guerra” do anime e do mangá. O jogo conta com algumas batalhas completamente apelonas porquê costuma sobrevir nos jogos do gênero e a guerra final quase me enlouqueceu, mas imagino que quem é fã da franquia e de jogos do tipo vai apaixonar o jogo, mas esse é o clássico jogo que só agrada mesmo quem é fã da série.

Review elaborada com uma reprodução do jogo para PS5 fornecida pela publisher.

Resumo para Preguiçosos

My Hero Ateneu: All’s Justice adapta o roda final do anime e mangá de Kohei Horikoshi, colocando o jogador no núcleo da grande guerra contra All for One e Shigaraki Tomura, com o maior elenco da franquia até agora. O jogo oferece um hub inicial com chegada ao Modo História, lutas de arcos passados, personalização e atividades secundárias, sendo a campanha o foco principal ao recontar os eventos finais por diferentes perspectivas, incluindo heróis porquê Deku, Bakugo e Uraraka, além de permitir controlar vilões porquê Tomura em combates extremamente desequilibrados em prol dele. A narrativa é muito apresentada, com cutscenes eficientes para conectar os acontecimentos, permitindo até mesmo que quem não acompanhou o roda final no anime entenda o desenrolar da história, apesar de a guerra final ser considerada excessivamente punitiva, com uma longa sequência de lutas sem margem para erro.

O sistema de combate se destaca porquê um dos melhores entre jogos de anime, com personagens muito diferenciados, habilidades fiéis à obra original e ritmo rápido, evitando a sensação de jogos antigos exclusivamente com visual atualizado. Por outro lado, os cenários prejudicam o balanceamento das lutas, colocando certos personagens em desvantagem dependendo do envolvente, alguma coisa que parece priorizar fidelidade visual ao anime em vez de jogabilidade. Graficamente, o jogo impressiona com muitos efeitos na tela sem quedas de desempenho, trilha sonora consistente e boa dublagem japonesa, enquanto a dublagem em inglês e a pouquidade de legendas em português são pontos negativos. No universal, o título entrega uma adaptação sólida e divertida do roda final, com excessos típicos do gênero, sendo uma experiência voltada principalmente para fãs da franquia.

Prós

  • Combate jocoso
  • Belos gráficos

Contras

  • Guerra contra o superintendente final mal feita
  • Péssima dublagem em inglês
  • Sem legendas em português

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...