Início » Nioh 3 – Análise – Vale a Pena – Review

Depois a grande explosão de Souls-likes que Dark Souls gerou na dez passada, a Team Ninja foi uma das poucas que conseguiu se realçar pra valer no meio da enxurrada de Souls-like que aconteceu. Muitos consideram Nioh 1 e 2 quase um sub-gênero dentro dos jogos Souls, por isso a expectativa para Nioh 3 desde o seu pregão era extremamente subida. Mas será que o jogo realmente vale a pena? É o que vamos desvendar na estudo de hoje

Nioh 3 conta a história de Tokugawa Takechiyo, um personagem de nome fixo, mas que podemos escolher se será varão ou mulher, além de sua semblante. Takechiyo foi escolhido para ser o novo Xogum, mas seu irmão mais novo tramou com algumas forças sombrias para conseguir tomar o poder e impor um golpe.
Muita coisa acontece na cena inicial (da qual não vou discorrer para não dar spoilers) e Takechiyo agora embarca numa jornada para lutar contra seu irmão e o tropa de Yokais que ele comanda, o que nos leva a inúmeras batalhas através de diversas eras da história do Japão.
A história tem uma premissa interessante, mas não é zero demais. É minimamente competente e te mantém interessado nos acontecimentos, apesar de ser extremamente previsível. Uma vez que nesse tipo de jogo a história não precisa ser uma das 7 maravilhas do mundo para te entreter, ela acaba cumprindo muito o seu papel de ser tecido de fundo para a boa porradaria que acontece na gameplay.

Depois terminarmos o tutorial e ficarmos finalmente livres para explorar, uma mudança grande já salta aos olhos de rostro: Nioh 3 abandona o sistema de missões dos jogos anteriores e abraça o mundo simples. Não é um tipo de mundo tradicional porquê o de Elden Ring ou de Zelda por exemplo, ao invés disso, temos regiões exploráveis que se interconectam e que no universal são menores do que a de um jogo mundo simples padrão, mas são mais densas e recheadas de coisas para se fazer.
Um dos charmes que compõe um bom Souls-like é um mundo interconectado e que da ao jogador o prazer de explorar, sinto que era justamente isso que faltava em Nioh 1 e 2 para solevantar o patamar desses jogos, o que fez a decisão de Nioh 3 de ir para esse caminho um baita acerto. O mundo é jocoso de explorar e você não tem vontade de ir para a próxima extensão antes de pegar tudo o que aquela micro-região que você está no momento.
Se for para mostrar um único defeito no sistema de exploração do jogo, é que existem muitos coletáveis meio “ubi-like” onde você só tem que pegar itens, atirar em alvos e etc, o que pode ultimar cansando alguns jogadores que não gostam muito disso. Mas honestamente, o diferencial de Nioh 3 está no combate, e até mesmo um mundo simples recheado de coisas simples pode se tornar jocoso quando o combate é prazeroso de jogar.
E por falar em combate, cá o jogo brilha de verdade: Nioh 3 tem uma variedade absurdamente grande de armas, combos, magias e estilos de luta. Chega a ser impraticável conseguir listar tudo o que você consegue fazer numa review porquê esta. O jogo te permite mudar comandos para somar habilidades especificas que você desbloqueia com o tempo e ir fazendo ajustes finos na forma porquê o combate acontece, é quase porquê se você criasse um jeito de jogar especificamente só para seu palato pessoal.

Esse tipo de liberdade é um tanto pouco visto nos jogos Souls, até mesmo a Fromsoftware que é a gigante e líder desse segmento, tem dificuldade de conseguir fazer um combate com tantas camadas de profundidade quanto Nioh 3 tem, é sem dúvidas um ponto do jogo em que a Team Ninja consegue superar até mesmo os gigantes da indústria.
Mas apesar da maestria inigualável no combate, Nioh 3 herda alguns erros bobos de seus antecessores que acabam algemando o jogo no pavimento, não permitindo que ele voe tão eminente quanto poderia voar.
O principal problema do combate é a falta de variedade de inimigos, Nioh 3 recicla pesadamente todos os inimigos dos jogos anteriores, quase não adiciona inimigos novos e faz esses reciclados aparecerem incessantemente em todo lugar, causando uma sensação de repetição que cansa em certos momentos. Os inimigos também são muito burrinhos e geralmente não enxergam você estando quase colados neles, o que acaba trivializando bastante a mecânica de Stealth, que poderia ser melhor utilizada.
Outro ponto, que é mais uma preferencia pessoal do que um defeito necessariamente dito, mas realmente acho que o sistema de loot dos jogos da Team Ninja empobrece a experiência de um Souls-like. Tudo nesse tipo de jogo tem que estar voltado para a exploração e o combate, com as coisas sempre te instigando a olhar o que tem em cada cantinho do planta. Mas a não ser que você vá platinar o jogo, não existe muito incentivo com um sistema de loot que é quase uma loteria.

Em jogos porquê Elden Ring, Dark Souls, Lies of P e AI LIMIT, cada arma e cada loot que você encontrar em baús ou jogadas no pavimento são únicas e zero igual vai chegar novamente para você. Em Nioh 3 o jogo te abarrota de opções iguais que variam quase zero de uma para outra, muitas vezes é literalmente a mesma arma, mas tem um status bônus ligeiramente dissemelhante.
Esse método de fazer as coisas, além de ter menos incentivo para a exploração, acaba abarrotando o jogador de informações inúteis, toda hora uma arma e equipamento igual cai e fica difícil sentenciar o que usar, ao ponto de que rapidamente desisti e utilizei a mecânica do jogo escolher para mim involuntariamente minha armadura. Uma mecânica extremamente útil para esse tipo de situação, mas não acho que a situação sequer deveria viver.
Um outro fator que empobrece um pouco a exploração é o quão fácil ela é. Se jogar explorando tudo das áreas, você sempre vai chegar na próxima extensão muito supra do nível recomendado, o que acaba deixando fácil demais a maior segmento do jogo, com os desafios acontecendo somente nas lutas contra chefes.
E por falar em chefes, cá o jogo acerta em referto também. Temos muitos chefes memoráveis tanto na história principal quanto nas missões secundárias, os designs são muito muito feitos e alguns muito desafiadores. O jogo entrega alguns picos de dificuldade divertidos em alguns chefes, e são justamente esses chefes que tendem a permanecer na memória do jogador.

Mudando o tópico para a segmento técnica e audiovisual, Nioh 3 tem uma direção de arte belíssima e um mundo que enche os olhos toda vez que você chega em uma extensão novidade. Temos heterogeneidade de cenário e biomas, além de um design de personagens muito interessante.
A estudo foi feita em um Playstation 5 base e o jogo disponibiliza tanto o modo qualidade a 30 FPS quanto o modo desempenho a 60 FPS, com ambos os modos conseguindo manter a firmeza de forma universal, apesar do modo desempenho derrubar bastante a solução do jogo em certos momentos para manter o FPS estável.
Nioh 3 conta com legendas em português e áudio em inglês e Nipónico. Honestamente, o áudio em Nipónico tem uma qualidade infinitamente superior e recomendo fortemente ir com ele, muitos diálogos em inglês ficaram completamente sem sal e muito estranho, um tanto que não acontece no linguagem original do jogo.
Com murado de 70 horas para fazer a platina e tudo o que o jogo tem a oferecer, Nioh 3 é o melhor Souls-like da Team Ninja até agora. O jogo aperfeiçoa a fórmula a um ponto em que é difícil pensar em jogos que tenham o combate mais prazeroso do que ele.
Existem alguns tropeços bobos porquê a reciclagem massiva de inimigos e a repetitividade de certas atividades do mundo simples, mas zero que realmente apague o fulgor do jogo.
Nioh 3 me deixa muito entusiasmado para o horizonte da Team Ninja, que nesse momento acredito ser uma das melhores produtoras do gênero e que podem futuramente tomar até mesmo o pódio e se solidificar porquê a referência da indústria em Souls. O horizonte é promissor e todos os acertos de Nioh 3 somente mostram que os desenvolvedores estão no caminho notório.
Nioh 3 consolida a Team Ninja porquê um dos estúdios mais competentes do gênero Souls-like ao apostar em um mundo simples segmentado, denso e prazeroso de explorar, além de entregar um combate extremamente profundo e personalizável. A história cumpre muito o papel de tecido de fundo, mesmo sendo previsível, enquanto a variedade de armas, estilos e sistemas de luta coloca o jogo em um patamar técnico supra de muitos concorrentes do gênero.
Nioh 3 também apresenta problemas claros, porquê a reciclagem excessiva de inimigos, a exploração facilitada pelo desbalanceamento de nível e um sistema de loot que reduz o impacto da invenção. Ainda assim, chefes memoráveis, direção de arte possante e um combate refinado garantem uma experiência sólida, tornando o jogo o melhor trabalho da franquia até agora.

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