Início » Octopath Traveler 0: análise do prelúdio épico em HD-2D

Octopath Traveler 0 — As Runas do Direcção, os Cacos da Memória e Oito Caminhos Entrelaçados. Estudo completa por Kazin Mage, o mago que fala com pixels e invoca piadinhas arcanas ✨
Ah, viajante… aproxime-se da fogueira. Deixe seu cajado reclinar no solo e abra muito os ouvidos, pois hoje falaremos de Octopath Traveler 0, um RPG tão recheado de destinos entrelaçados que até minhas esferas de cristal ficaram com vertigem. A Square Enix, essa renomada guilda de alquimistas gráficos, decidiu retornar às origens — antes mesmo das origens — e produzir um prelúdio que reinterpreta Champions of the Continent com tanto charme visual que até um mago cansado sente vontade de reorganizar sua estante.
E, acredite: leste jogo é tão referto de renascimentos, ruínas e escolhas que tive que usar três grimórios extras para seguir.
Veja só, ó novato de viajante interdimensional: pela primeira vez na história solene de Octopath, quem define o protagonista é você. A Square Enix finalmente deixou de lado a tradição de colocar oito heróis prontos e decidiu perguntar ao jogador:
— E aí, jovem arcanista, quem é você neste mundo?
E você responde moldando seu personagem uma vez que quem afia uma punhal… ou, no meu caso, uma vez que quem escolhe o tom perfeito da toga de mago.
Não vou mentir: quando percebi que era eu quem definiria o herói dessa poema, senti uma vez que se tivesse recebido uma bênção dos Doze Arquimagos Sagrados. Porque é isso que Octopath 0 acerta: você não só testemunha uma jornada — você ergue uma.
Cá não há testemunha. Há responsável. Há alquimista do próprio tramontana.
E isso dá ao jogo uma profundidade emocional que faria até um sábio barba-branca suspirar.
E antes que você pergunte: sim, viajante, sua vila explode. Em todo RPG sério a vila precisa explodir — é segmento do contrato social da fantasia. Mas cá, ao invés de ser só um “evento traumático de roteiro”, Wishvale torna-se o coração pulsante da narrativa. É um lugar que você reconstrói pedrinha por pedrinha, mansão por mansão, NPC por NPC. E zero disso é superficial.
Zero disso parece um minigame improvisado por um goblin ansioso. A reconstrução funciona uma vez que um repercussão emocional da jornada:
cada mansão levantada representa trato,
cada morador restaurado é uma memória restituída,
cada rua reconstruída é uma traço do tramontana reescrita.
É quase terapêutico. Uma vez que se Octopath Traveler 0 tivesse determinado te ensinar, com jeitinho de mago sábio, que seguir em frente exige reconstruir aquilo que o mundo quebrou.
Ah, o combate… Essa dança arcana de turnos onde a matemática encontra o caos. O sistema Break & Boost retorna uma vez que aquele grimório idoso que você achou perdido entre pergaminhos, mas que ainda brilha quando você abre.
A mecânica continua irresistível:
E agora com mais de 30 aliados recrutáveis, sua party de oito viajantes parece mais um grupo de aventureiros que claramente está gastando o orçamento da guilda em estrelas cadentes e habilidades dramáticas.
Cada guerra é uma coreografia de golpes, escolhas, sinergias e aquele prazer gostoso de planejar tudo… e ver funcionar.
Agora, afie seu olhar mágico. Respire fundo. Porque Octopath Traveler 0 pode muito muito ser a forma final do HD-2D.
Eu, Kazin Mage, estudioso das artes visuais, digo com segurança: Levante jogo não só domina a estética — ele encanta.
A Square Enix parece ter contratado um batalhão de lémures iluminadores e ninfas das sombras:
luzes dinâmicas que acariciam o pixel,
camadas de profundidade que parecem pinturas vivas,
partículas cintilantes que flutuam uma vez que poeira encantada,
fundos que parecem dioramas feitos por artesãos inspiritados.
É o tipo de visual que faz você pausar só pra contemplar. E às vezes, quando Wishvale renasce… meu cajado quase treme com tamanha formosura.
Antes que você avance achando que terminará rápido a proeza: não, viajante. Não terminará. Octopath Traveler 0 é massivo. É daqueles jogos que exigem:
Só o primeiro roda tem tapume de 30 horas. E você escolhe entre três rotas logo no início — um presente e uma maldição para quem gosta de testar todos os caminhos possíveis uma vez que bom mago curioso.
Não é só prelúdio: é expansão. É reconstrução. É mais profundo que muito JRPG contemporâneo.
Há momentos em Octopath Traveler 0 em que a sensação é a mesma de terebrar um tomo idoso que já carregou grandes epopeias — porque leste jogo conversa diretamente com os titãs do gênero. Há ecos de Final Fantasy VI na maneira uma vez que a narrativa abraça a tragédia coletiva, reconstruindo vidas posteriormente uma calamidade. Da mesma forma, o foco na jornada pessoal do protagonista lembra o refinamento emocional de Chrono Trigger, mormente na forma uma vez que o tempo — cá em ciclos e renascimentos — molda destinos.
A estética HD-2D, por sua vez, parece a resposta moderna a um libido idoso: “e se o estilo de Suikoden II tivesse renascido com magia e iluminação contemporânea?”. Até o sistema de combate, diligente e matemático, acena para Bravely Default, enquanto mantém a identidade única da série. Confrontar Octopath a esses clássicos não é excesso: é reconhecer que ele se coloca ao lado deles não uma vez que plagiário, mas uma vez que herdeiro — um novo capítulo no grande grimório dos JRPGs.
Em Octopath Traveler 0, o som não acompanha a jornada — ele a conjura. Cada tira parece composta por bardos celestiais que encontraram seus instrumentos em crateras de estrelas, misturando cordas melancólicas, sopros ancestrais e batidas suaves que parecem o pulsar do próprio mundo. Quando você atravessa ruínas engolidas pelo tempo, a trilha sussurra uma vez que se as memórias do sítio tentassem falar com você. Em batalhas, o ritmo sobe com a precisão de um mandinga rúnico, guiando cada ação uma vez que se a música já soubesse o desfecho antes mesmo do jogador escolher seu ataque.
E nos momentos íntimos — reconstrução de Wishvale, encontros marcados por perda ou esperança — o piano surge uma vez que uma labareda frágil iluminando a trevas. O design de som é também diligente, desde o estalar suave de lanternas até o impacto cristalino dos golpes mágicos. É uma trilha que não só embala: ela ancora emoções, eleva cenas e transforma cada passo num ritual.
E agora o lado sombrio… O calafrio que percorreu minhas runas… A pedra arcana no sapato do mago:
O jogo não tem localização em português. Num RPG tão textual, tão verbal, tão referto de nuances… isso dói mais que falhar um teste de concentração. É 2025. O público brasiliano é enorme. E Octopath merecia a ponte completa com nosso linguagem.
Não quebra a magia — mas impede que ela brilhe em todo o seu esplendor. Uma pena digna de uma crônica melancólica.
Octopath Traveler 0 é um mandinga poderoso, desses que exigem: paciência, contemplação, e uma boa toga confortável. Ele honra o legado da série, mas ousa experimentá-lo com novas estruturas e novas emoções. Entende que jornadas épicas não são somente sobre monstros derrotados — mas sobre cidades reconstruídas, protagonistas moldados, e destinos reescritos com coragem. Se você procura um RPG profundo, belo, emocional e com cheiro de pergaminho recém-aberto — leste é o jogo perfeito para fechar o ano de 2025. Nota do mago: 8 de 10 — um mandinga poderoso, mas que ganharia +1 com localização em PT-BR e uma toga de viajante mais confortável.

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