Início » Octopath Traveler 0 – Preview

Depois de dois jogos bem-sucedidos, Octopath Traveler está de volta com uma história que se passa antes dos eventos do primeiro game. Octopath Traveler 0 foi anunciado no Nintendo Direct Partner Showcase de julho deste ano, com lançamento previsto para dezembro de 2025 nas plataformas PS5/PS4, Xbox Series, PC e Switch 1 e 2.
O retorno da franquia despertou as expectativas dos fãs que estão sem um novo jogo desde 2023. Mas será que a espera vai trazer novidades e melhorar erros anteriores? O Combo Infinito, a invitação da Square Enix, teve a oportunidade de jogar Octopath Traveler 0, mais especificamente seu Prólogo e todo o seu Capítulo 1.
Depois jogar as horas iniciais da novidade ingressão da franquia, percebi evoluções, mas também deslizes crônicos. Mas calma, contarei tudo neste novo Preview do Combo Infinito!

Uma das grandes mudanças de Octopath Traveler 0 para os games anteriores é que, desta vez, você não escolherá um personagem com uma classe específica e, a partir disso, vivenciará essa jornada. Agora, o jogador criará seu próprio personagem, com opções de escolha desde sua semblante, voz, penteado e cor de cabelo até sua comida e habilidades favoritas, além da escolha do trabalho (as tradicionais classes).
A escolha de colocar o jogador uma vez que protagonista desta jornada, que se passará antes do primeiro game, quebrou toda a tradição de escolher uma classe com um personagem específico e viver sua jornada. Em vez disso, agora há NPCs com suas classes próprias, que poderão fazer segmento do grupo ao longo da jornada.
Octopath Traveler 0 é sobre você. Sem mais aquelas inúmeras histórias distintas que você tinha que experienciar – e isso é bom, pois agora há foco em somente uma narrativa. Assim, isso favorece o desenvolvimento de uma história profunda e muito trabalhada, ao invés de várias histórias rasas com diversos personagens.
O prólogo começa com o nosso personagem fazendo segmento dos preparativos do Festival da Reverencia. No entanto, o festival é interrompido por uma invasão liderada pelo comandante Tytos, que coloca em chamas toda a cidade com a intenção de encontrar o portador do argola. Depois a tragédia, seu herói segmento em uma jornada em procura de vingança e de reconstruir sua cidade natal no processo.


Todo esse início me apresentou novamente às terras de Orsterra. E olha, Octopath Traveler 0 possui um dos inícios mais dramáticos e brutais da franquia. É perceptível a evolução narrativa e o quanto trabalhar em um único personagem beneficiou o desenvolvimento da história, a geração da trama e a profundidade dos personagens secundários.
Com tudo que experienciei no Prólogo e Capítulo 1, posso expressar que as reclamações acerca do fraco desenvolvimento narrativo dos dois primeiros jogos foram atendidas.
Para dar mais envergadura ao tom dramático desta novidade jornada, temos uma trilha sonora totalmente novidade, que traz o sentimento de início de uma novidade façanha (não é a mesma trilha dos dois games anteriores), mas também um tema voltado para o poder maligno. Essa trilha ganha força toda vez que estamos diante de diálogos envolvendo os vilões desta história. Simplesmente incrível.
Em resumo, a preview arranhou somente a superfície de tudo que Octopath Traveler 0 irá oferecer em seu lançamento em termos narrativos e sonoros. Mas de tudo que experimentei na prévia, tudo indica que será homérico. Todavia, há exiguidade de localização em nosso linguagem nativo, não só em português do Brasil, mas em espanhol entre outros. Pelo menos no que estava disponível na build para preview. O que é estranho, já que os dois títulos anteriores tinham suporte ao linguagem espanhol que se aproxima e de fácil compreensão para quem não domina o inglês. Mais um “esfera fora” da Square Enix.
Além da geração de personagem, Octopath Traveler 0 trouxe outra novidade: a possibilidade de reconstruir sua cidade, destruída durante o festival no Prólogo. De forma contextual e harmónico à narrativa, o jogo adiciona uma mecânica de construção que será um grande divisor de águas. Particularmente, vejo que a mecânica procura perceber jogadores simpatizantes com os games estilo fazendinha (dadas as devidas proporções), mas há um bônus nessa teoria.


Introduzida ainda no Prólogo, a mecânica fará você coletar recursos nos cenários enquanto explora ou completa outras missões. O grande diferencial é que você não é forçado a erigir sempre, há missões específicas para isso que sobem seu nível e lhe dão recompensas.
Ou por outra, reconstruir sua cidade natal permite fabricar locais que vão te recompensar em diversos segmentos do gameplay. Durante a preview, não tive aproximação a esse estágio, mas foi um pouco compartilhado pela Square Enix.


Em meio às novidades interessantes do novo jogo, as mecânicas de combate se mantêm as mesmas, com o sistema de “Quebra” e “Impulso”, e as “Ultimate Skills”. Porém, temos cá uma novidade visão acerca das “Action Skills”, que desta vez permitem trocar as habilidades uma vez que se trocam equipamentos.
Na hora da ação, tudo parece familiar. Não vi nenhuma evolução ou revolução do já bem-avaliado sistema de combate e, sinceramente, esse não é o foco desta novidade ingressão. E tudo muito. Ainda é prazeroso usar a estratégia para quebrar escudos por meio dos impulsos, enquanto a arte HD-2D entrega efeitos e excelentes momentos de combate.
Aproveitando o momento, a arte de Octopath Traveler 0 mantém o belo trabalho de seus antecessores, com um visual marcante e apaixonante. O que já era bonito na UE4 agora ganhou mais detalhamento e polidez na UE5, embora os problemas da UE5 afetem o desempenho visual do jogo. Durante o preview, presenciei quedas constantes de FPS. Um pouco bizarro para um jogo com um visual tão inofensivo (falo em relação ao ordinário nível de exigência de hardware).


Uma das minhas grandes reclamações dos dois games anteriores eram as constantes repetições de encontros com inimigos. Infelizmente, esse estilo de game design, característico de games japoneses que tentam resgatar a núcleo da era 16 bits, continua neste novo jogo. Conforme você explora, surgem esses encontros.
O que torna essa escolha sem sentido é que há momentos em que passamos por um lugar onde houve um confronto, mas, por qualquer motivo, ao voltarmos, haverá outro confronto no mesmo sítio. Ou, se antes você passou por ali sem inimigos, ao retornar, eles surgem.
Isso torna a progressão maçante, repetitiva e, na maioria das vezes, não oferece um XP decente. Esse sentimento de torcer para não esbarrar em inimigos durante a exploração é até engraçado, mas não faz muito à progressão do game, principalmente porque esses encontros forçados te fazem gastar itens que talvez sejam necessários em batalhas mais relevantes.
A franquia Octopath Traveler nasceu para homenagear os clássicos games de 16 bits, e já há elementos que representam muito muito isso, uma vez que a estética e a forma de racontar histórias, por exemplo. Assim uma vez que o combate inventivo, o game design poderia ter uma abordagem mais moderna de progressão.
Octopath Traveler 0 parece trazer soluções às críticas de seus antecessores e herda fundações de um jogo para mobile lançado em 2020, principalmente na forma de se racontar uma história. Ou por outra, apresenta adições que prometem tornar a experiência ainda mais completa e envolvente, sem a preocupação de dar vida a oito protagonistas que, no termo das contas, resultavam em histórias rasas e desinteressantes.
O grande deslize está na exiguidade de suporte ao linguagem português do Brasil – que não vejo mudanças para o resultado final. Infelizmente, a Square Enix acha que o jogador brasílio não patroa RPGs clássicos.

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