Pai que perdeu a filha e encontrou conforto na Diana em Pragmata teve sua história lida até pela Capcom

Pai que perdeu a filha e encontrou conforto na Diana em Pragmata teve sua história lida até pela Capcom

3 minutos 04/05/2026

Quando o usuário TheRealDuke777 publicou um texto no subreddit de Pragmata no dia 26 de abril, ele não esperava zero além de compartilhar uma experiência pessoal com outros fãs do jogo. Em menos de uma semana, sua história se tornou a publicação mais popular de todos os tempos naquele fórum e chegou até a Capcom, que reagiu ao post com emojis de coração e tristeza no Twitter. O diretor do jogo, Cho Yonghee, foi além e respondeu diretamente: “Muito obrigado.”

Duke, hoje com 55 anos, perdeu sua filha McKenzie em 2009, quando ela tinha 8 anos, posteriormente uma vida de complicações cardíacas graves. Ao jogar Pragmata, ele encontrou um pouco que não esperava: Diana, a pequena andróide que acompanha o protagonista Hugh ao longo da proeza, tinha cabelos loiros, olhos azul-acinzentados e um sorriso referto de dentinhos pequenos. A semelhança física com McKenzie era inegável. A emocional, ainda mais.

Um jogo que virou terapia de família

Missing My Little Girl
byu/TheRealDuke777 inPragmata

Duke voltou aos videogames há pouco tempo, convicto pela filha mais novidade, Ella, de 9 anos, que o apresentou ao Fortnite. Quando posts sobre Pragmata começaram a manar em seu feed, foi Ella quem primeiro apontou a semelhança: “Essa pequena parece a mana dela, McKenzie”, disse a moçoila, que conhece a mana somente por fotos e histórias.

A partir daí, o jogo se transformou em um pouco maior do que entretenimento. Duke conta que disse à filha que, de alguma forma, poderiam trazer McKenzie de volta nos corações deles por meio de Diana. “Pragmata foi terapêutico e uma forma de me conectar com Ella e compartilhar histórias de McKenzie”, explicou. “Não é só um jogo. É uma fuga da verdade, mesmo que por um tempo. E é mais barato que um terapeuta.”

No dia 1º de maio, Duke terminou Pragmata ao lado de Ella e da mãe dela. Os três não conseguiram segurar as lágrimas. “Tentei, mas perdi o controle quando vi o rosto da Ella tapado de lágrimas”, disse.

A personalidade de Diana, segundo ele, mistura características das duas filhas: a esperteza, a curiosidade, a gratidão pelas coisas pequenas que Hugh lhe oferece ao longo do jogo. Tudo isso remete a McKenzie. Duke também traça um paralelo entre a andróide e Pinóquio, elogiando a Capcom pela construção da personagem: uma párvulo que vai desenvolvendo emoções humanas aos poucos, uma vez que se estivesse se tornando real diante dos olhos do jogador.

Para Duke, Pragmata ocupa um lugar único entre os chamados “jogos de pai”: mais esperançoso que God of War, mais afetuoso que The Last of Us. Um lembrete de que jogos podem ser, às vezes, exatamente o que uma pessoa precisa para cruzar uma dor que não tem explicação.

“Eu estava muito surpreso com a resposta positiva que recebi. Não esperava que isso chegasse a tanta gente. Só queria compartilhar minha experiência e, esperançosamente, ajudar outras pessoas que passaram pela tragédia de perder alguém tão próximo.”

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