Início » Pigface: FPS insano com alma suja e máscara mortal

Por RumbleTech – direto do bunker gamer com cheiro de disquete e moca requentado
Sabe aquele momento em que você acorda de ressaca, o mundo tá um caos e tem um negócio metálico recluso na sua cabeça? Pois é. Muito-vindo a Pigface, o novo pesadelo interativo do estúdio titolovesyou, que claramente tem qualquer traumatismo com porcos, demônios e tiroteios sujos.
Esse jogo é o tipo de coisa que o Doomguy olharia e diria: “irmão, pega ligeiro aí”. Um shooter em primeira pessoa com espírito de filme B dos anos 90, misturado com um toque de cyberpunk de banheiro público. E o melhor (ou pior) de tudo: o bagulho funciona.
Você é Exit, uma mulher que acorda no meio do apocalipse com uma dor de cabeça tão absurda que faria o Kratos pedir uma Neosaldina. Ela descobre que alguém enfiou um dispositivo no crânio dela — tipo um chip de controle, um Alexa infernal — e agora ela precisa fazer o que mandam: matar, coletar e sobreviver.
É um enredo digno daqueles VHS de ação que a gente alugava nos anos 80 achando que era “Robocop 3”, mas na verdade era “Porcopocalypse – O Dia da Fritura Cósmica”. Só que cá o negócio é sério. Tudo fede a sangue, metal e fumaça de motor queimado.
A primeira sensação de Pigface é simples: é mal-parecido, sujo e maravilhoso. A jogabilidade é uma vez que se o F.E.A.R. tivesse pretérito um feriado prolongado com Hotline Miami e tivesse um fruto criado a base de álcool isopropílico e adrenalina pura.
As fases são sandboxs insanas, o que significa que o jogo te solta num envolvente e fala: “se vira, vencedor”. Quer ir no stealth? Vai lá. Quer entrar metendo projéctil uma vez que se fosse o Rambo em crise de meia idade? Também dá. O problema é que, do zero, a IA decide virar uma batata com Alzheimer — um inimigo te vê do outro lado do planta e outro, a dois metros, continua olhando pra parede.
Mas quando o troada flui… meu companheiro, segura o teclado. O jogo te joga num transe psicótico de balas, sangue e gemidos metálicos. O som das armas é pornográfico — cada disparo parece que o PC tá cuspindo um trovão.
Além das armas convencionais (pistolas, espingardas, rifles), Pigface traz máscaras que te dão habilidades e bônus especiais. Tipo um sistema de perks, mas com o toque “serial killer chique” que só o inferno aprovaria.
Cada máscara muda o estilo de jogo: tem a que te deixa mais furtivo, a que aumenta o dano corpo a corpo e uma que basicamente te transforma num John Wick pós-colapso mental. É o tipo de customização que faz você querer testar todas só pra ver qual te mata com mais estilo.
E as armas? São boas pra moca. O jogo acerta em pleno no peso e impacto. Quando você acerta um tiro de doze, dá pra sentir o traumatismo do dedo atravessando o monitor CRT. A munição é limitada, logo o jogo te obriga a lastrar o corpo a corpo com o troada — tipo Doom Eternal, mas com menos metal homérico e mais cheiro de mesocarpo queimada.
O jogo te recompensa por ser ousado. Cada morte dá quantia pra comprar upgrades, armas novas e melhorias. É tipo um mercado preto de psicopatas futuristas.
Só que tem um pormenor: morrer faz secção da experiência. Você vai morrer tanto que vai estrear a negociar com o Windows pra ver se o Alt+F4 conta uma vez que vitória. Mas a cada volta, você entende um pouco mais da loucura. Aprende a mourejar com o sistema de IA bugado, com as rotas secretas, com as missões escondidas.
É aquele ciclo vicioso clássico de roguelite: “só mais uma tentativa”. Três horas depois, você tá lá, conversando com o monitor, suando, tremendo e amaldiçoando o instituidor do jogo.
A estética é um show à secção — ou melhor, uma ruinoso com neon. O visual de Pigface parece ter sido renderizado num monitor de fósforo verdejante que passou por um surto existencial. Os cenários misturam fábricas desativadas, luzes piscando, sangue pingando do teto e sons que parecem o modem discando em 1996.
É horror old-school, mas com um toque moderno que te deixa desconfortável o tempo todo. A ambientação parece gritar “você tá sozinho, e um pouco tá te olhando”.
A trilha sonora ajuda nessa vibe: sintetizadores pesados, drones industriais, uns graves que fazem o coração pular igual o cooler do seu PC quando abre o Chrome.
Não dá pra negar: Pigface ainda é um caos técnico ambulante. Às vezes, o stealth simplesmente ignora sua existência. Outras vezes, o inimigo atravessa a parede uma vez que se fosse o Gasparzinho de penacho.
O sistema de progressão é viciante, mas o ritmo das recompensas ainda precisa de um tapa. Alguns upgrades custam o equivalente a vender um rim do dedo. E o desempenho… muito, se você jogou Crysis em 2007, sabe do que estou falando.
Mas mesmo com tudo isso, o jogo tem um charme sujo que segura. É o tipo de experiência que te lembra os velhos tempos do MSX, quando você passava 30 minutos esperando o jogo carregar da fita cassete — e, quando finalmente funcionava, era tudo bugado, mas você amava cada segundo.
Pigface é um FPS brutal, insano e pleno de potencial. Ainda é um experimento de laboratório radioativo, mas se você gosta de games que desafiam o bom tino e te deixam rindo enquanto sangra, ele é pra você.
É um misto de Condemned, Doom, Hotline Miami e o pior pesadelo do pessoal da manutenção da Unreal Engine.
Quando o jogo engrena, é verso ultraviolenta. Quando trava, é só dor e lágrimas.
Mas sabe de uma coisa? Eu saudação isso. É cru, é ousado, é 100% titolovesyou no seu auge insano.
🎮 Até lá, lembra: no mundo de Pigface, a única coisa mais mortal que a projéctil… é a tua curiosidade.
💬 Em breve teremos a estudo completa de Pigface, com mais horas de jogo, builds quebradas e, quem sabe, menos bugs — se os deuses do FPS permitirem.

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