Início » Planet of Lana II – Análise – Vale a Pena – Review

Quando joguei Planet of Lana, lá em 2024, logo que o jogo chegou ao PlayStation 5, logo fiquei pensando em um segundo jogo. Ele contava uma história simples, de escopo muito contido e que deixava o gostinho de quero mais quando eu imaginava as possibilidades de uma sequência.
Felizmente ela chegou. Desenvolvido pelo estúdio sueco Wishfully e publicado pela Thunderful, Planet of Lana II: Children of the Leaf é uma sequência no mesmo estilo side-scrolling focada em puzzles, que traz uma narrativa mais madura e aprofundada da história de Lana e sua companheira Mui, contando um pouco melhor sobre o interessante mundo do jogo.
A proeza se inicia com Lana se encontrando com uma rapaz que aparentemente é sua mana mais novidade. Digo aparentemente, pois o jogo utiliza um linguagem próprio, que segundo o estúdio é justamente para que o jogador crie sua própria tradução do que está sendo falado. Essa escolha traz uma personalidade muito lícito para o jogo e uma pitada de mistério e subjetividade nos diálogos, apesar de não mudar muita coisa, já que os contextos dos acontecimentos e a entonação dos personagens também cumprem seus papéis na hora de explicar cada momento.
O jogo se inicia Lana e sua mana mais novidade exploram ruínas antigas que contam um pouco sobre o pretérito daquele mundo e dos que ali viveram. Algumas artes revelam que uma cultura antiga controlava máquinas e se comunicava com a natureza. Aos poucos, Lana começa a entender que as máquinas da invasão responsáveis pela guerra e por trazer ruína ao seu povo, podem ter sido uma geração dessa antiga cultura.
A história prossegue e a mana mais novidade de Lana é infectada por uma fumaça deixada por uma nave que patrulhava sua localidade. A partir daí, Lana segmento em uma missão de buscar três ingredientes essenciais para a tratamento de sua mana. E essa procura leva Lana e Mui para uma jornada de muitas descobertas que acaba sendo muito mais profunda e madura do que a contada no primeiro jogo.

O jogo faz um bom trabalho com um tutorial já nos primeiros momentos, introduzindo o essencial que será utilizado. Os comandos são simples e muito intuitivos. Ele usa uma HUD muito simplificada que nunca te atrapalha a considerar o belíssimo visual do jogo, que melhora o que já era bom no primeiro título.
Sou da opinião de que quase todo jogo merece uma sequência, e esse era definitivamente o caso de Planet of Lana. Cá, os puzzles que eram muito simples no primeiro jogo, foram bastante melhorados, trazendo uma pitada de repto, que apesar de ainda não ser zero fora do geral, já é o suficiente para fabricar mais engajamento durante o trajectória. O sigilo está na relação de Lana e Mui, que segue sendo um charme de companion. Além de poder utilizar os poderes de Mui para acionar alavancas ou sobrecarregar geradores de vontade, a mecânica que rouba a cena é definitivamente a de controlar criaturas e máquinas do cenário. Essas adições transformam o jogo em um tanto muito mais interessante. Se no primeiro, guiar Lana e Mui pelos cenários já era um tanto aprazível, porém sem nenhum tipo de repto, agora você se sente ainda mais motivado tendo um gameplay muito melhor pensado através dos puzzles.
O jogo consegue até mesmo transformar seções subaquáticas em trechos muito legais, coisa rara em jogos. O confronto direto quase nunca é uma opção, a não ser em uma guerra de dirigente, mas na maior segmento do tempo o negócio é mais fundamentado em reparo, planejamento e simples, um pouquinho de sabotagem com Mui.
Apesar de não ser zero que te faça repetir várias vezes, as seções de puzzles sempre vão te fazer parar e pensar um pouquinho antes de agir, e a relação de Lana com Mui, muitas vezes requisitando que você faça comandos sincronizados, é o grande tempero que te acompanha em boa segmento do jogo.

Uma coisa que eu sempre espero em uma sequência de um jogo é evolução visual. Não necessariamente na segmento técnica, mas eu sempre espero o um tanto a mais na riqueza de detalhes, profundidade de cenário no caso de um side-scroller, e uso de elementos pontuais. E nesse ponto o jogo é impecável.
A premissa desse universo é muito boa, e zero melhor do que esses elementos visuais muito escolhidos para enriquecer o visual e a imaginação do jogador. A variação de tons acinzentados com cenários mais vivos e cheios de detalhes, muitas vezes florescentes, é um grande acerto. Na minha experiência, eu tirei muitas fotos do jogo. E olha que eu não sou muito de fazer isso. Nesse vista ele se coloca lado a lado a vários outros indies incríveis para mim.
Em sua procura pelos ingredientes, você vai terçar ruínas cheias de máquinas, picos congelados e uma floresta extremamente densa. Tudo isso enriquece a lore do jogo e te faz imaginar tudo que aquele mundo já passou. E quando lembramos que o jogo não tem texto, isso se torna ainda mais importante para recontar mais do que se imagina em uma primeira olhada.
Não há zero de muito impactante na trilha sonora do jogo, mas isso não quer expressar que ela não faça seu trabalho. A sensação é que ela acompanha muito muito todos os momentos da proeza, sejam eles mais tocantes ou mais sutis enquanto você contempla aquele mundo e acaricia Mui, por exemplo. Sim, é verosímil fazer carinho em Mui.

Planet of Lana II: Children of the Leaf é uma sequência obrigatória para quem, assim uma vez que eu, gostou do primeiro jogo. Ele é melhor em todos os aspectos. Uma sequência impecável. Eu finalizo essa linda jornada não só gostando do jogo, mas cogitando que ele seja o melhor indie do ano em minha lista. O jogo não reinventa a roda e nem mesmo vai te fazer permanecer de boca ocasião, mas se você gosta da premissa desse mundo, é muito provável que ele, assim uma vez que aquele mundo fez com Lana, abra uma janela que não pode ser fechada em seu coração até que você o jogue.
Estudo feita com uma chave para PS5 cedida pela publisher.
Planet of Lana II: Children of the Leaf faz o que se espera de toda boa prolongação. Melhora o jogo uma vez que um todo, principalmente no gameplay, fazendo com que a jornada de Lana e Mui em procura de entender mais sobre o pretérito seja ainda mais intrigante e prazerosa. Tudo isso com uma duração perfeita que deixa um gostinho de quero mais.

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