PlayStation cria política contra assédio de clientes

PlayStation cria política contra assédio de clientes

2 minutos 02/09/2026

A PlayStation publicou uma novidade política para combater casos de assédio praticados por clientes contra funcionários da empresa. As diretrizes estabelecem quais comportamentos podem levar à restrição ou suspensão do atendimento, além de prever o envolvimento das autoridades em situações consideradas graves.

A Sony afirma que continuará ocasião a opiniões e reclamações dos consumidores, mas ressalta que nenhum contato deve colocar em risco a honra ou a segurança de seus empregados. Caso identifique uma ameaço, a empresa poderá interromper ou limitar o suporte ao cliente para proteger as equipes envolvidas.

A política também prevê cooperação com a polícia, advogados e outras entidades quando o caso exigir uma escalada. A medida foi apresentada em meio a uma vaga de críticas direcionadas à Sony, incluindo a reação dos jogadores à decisão de fechar a distribuição física de seus jogos em 2028 e à posição de que os consumidores não são proprietários dos títulos digitais, mas possuem uma licença de uso que pode ser revogada.

Entre os exemplos de assédio listados pela PlayStation estão:

Comportamentos considerados assédio

  • Insistência prolongada ou repetitiva em determinadas exigências;
  • Pedidos excessivos ou considerados irrazoáveis de ressarcimento financeira ou desculpas;
  • Uso de linguagem abusiva, ameaças, mordacidade e condutas semelhantes;
  • Solicitações sem relação com produtos ou serviços da empresa;
  • Atitudes intimidadoras ou tentativas de obrigar um funcionário a se prostrar;
  • Comportamentos discriminatórios ou de natureza sexual;
  • Ataques e exigências direcionados a funcionários específicos;
  • Visitas não autorizadas a escritórios ou instalações relacionadas, principalmente com pedidos de reunião ou assistência.

A empresa destaca que a lista não é limitada aos exemplos apresentados. Na prática, a política formaliza os limites entre uma reclamação legítima e uma abordagem abusiva, sem impedir que clientes contestem decisões ou relatem problemas. O impacto mais direto será sentido em situações nas quais o atendimento precise ser encerrado para preservar a segurança dos funcionários, principalmente diante de ameaças ou perseguição pessoal.

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