Project Songbird mistura terror psicológico e música

Project Songbird mistura terror psicológico e música

3 minutos 28/01/2026

Se você achava que gravar um álbum em uma palhoça isolada era só coisa de músico recíproco dos anos 90 querendo “se encontrar”, Project Songbird chega pra provar que essa teoria sempre foi péssima — e agora oficialmente perigosa.

O jogo é um terror cinemático em primeira pessoa, ambientado naquelas florestas dos Apalaches que já nascem com face de “não entra aí”. Sabe aquele cenário que parece bonito de longe, mas que se você ouvir um galho quebrando já pensa em decorrer igual figurante de filme slasher? Portanto. É ali mesmo.

Você joga uma vez que Dakota, um músico sofrendo do clássico mal que atormenta artistas desde o vinil: bloqueio criativo. A solução dele? Se isolar numa palhoça no meio do zero pra gravar um novo álbum. Porque, claramente, zero ajuda mais a originalidade do que solidão extrema, silêncio integral e a sensação manente de que tem alguma coisa te observando.

E olha… o jogo não perde tempo tentando fingir que isso vai dar notório.

A proposta de Project Songbird é muito direta:

  • atmosfera pesada

  • narrativa cinematográfica

  • exploração em primeira pessoa

  • e aquela tensão gostosa de terror psicológico que não precisa de jumpscare a cada 5 segundos pra funcionar

É aquele terror que cresce vagarosamente, igual VHS velho: você começa achando tudo bonito, artístico, quase poético… e quando percebe, já tá andando vagarosamente, olhando pros cantos da tela e se perguntando por que diabos aceitou essa teoria.

Visualmente, o jogo aposta poderoso na venustidade melancólica da floresta. Tem momentos em que parece até revestimento de álbum indie folk. Mas aí a luz muda, o som fica estranho, e você lembra que isso cá não é um clipe do Bon Iver — é terror mesmo.

O novo trailer, lançado hoje no YouTube, deixa isso muito simples: Project Songbird não quer só te assustar, quer te deixar desconfortável. Sons ambientes muito trabalhados, câmera controlada, pacing lento… tudo muito calculado pra te dar aquela sensação de “tem um pouco inexacto cá”, mesmo quando aparentemente não tem zero acontecendo.

Fique de olho

E uma vez que bom tiozão dos anos 80, eu preciso expressar:
isso cá é terror raiz, sem precisar virar parque de jumpscare ou simulador de susto patrocinado por streamer. É mais Silent Hill do que Five Nights, mais clima do que fragor.

O jogo chega no dia 26 de março, com versões confirmadas para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, portanto ninguém vai poder usar desculpa de plataforma pra fugir da floresta.

No termo das contas, Project Songbird parece aquele tipo de jogo que você joga com fone de ouvido, luz apagada, e depois fica pensando:

“Talvez gravar música em morada mesmo não seja tão ruim assim.”

E olha… uma vez que experiência narrativa e atmosférica, isso cá tem tudo pra aprazer quem gosta de terror elegante, com história, ritmo e aquele cheirinho de filme cult que passaria de madrugada na TV nos anos 80 — só que agora, tentando te matar digitalmente.

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...