Reanimal Review: Pesado, misterioso e memorável!  – Combo Infinito

Reanimal Review: Pesado, misterioso e memorável! – Combo Infinito

7 minutos 11/02/2026

Um “Little Nightmares 3” do jeito que a gente sonhava, só que mais livre, mais ousado e mais memorável

Com lançamento marcado para 13 de fevereiro em praticamente todas as plataformas, Reanimal chega com um peso grande nas costas. Não só porque ele vem do mesmo time que fez Little Nightmares, quando a Tarsier ainda estava nesse universo, mas porque agora o estúdio está por conta própria, em seguida ser adquirido pela THQ. E isso muda tudo. A pergunta era simples: eles acertaram de novo?

Depois de terminar o jogo, a resposta é direta. Acertaram em pleno. Reanimal é o tipo de experiência que gruda na cabeça, que dá vontade de discutir com teorias, de voltar para procurar detalhes e, principalmente, que faz você lembrar por que esse tipo de jogo, quando muito feito, vira referência.

Sinopse vaga, mas por um bom motivo

Reanimal

Reanimal acompanha dois irmãos em procura de amigos que desapareceram. O cenário é uma espécie de cidade natal, só que transformada em alguma coisa que já não tem zero de seguro. A sinopse solene é propositalmente vaga, e isso cá é um gabo. Reanimal é daqueles jogos que não te entregam zero de mão beijada. Ele quer que você observe, conecte peças, entenda símbolos e, principalmente, aceite o mistério uma vez que segmento do pacote.

E o mais curioso é que essa narrativa vai escalando de um jeito muito próprio. Você começa pensando que entendeu o tom, depois percebe que não entendeu zero, e quando o jogo abre suas camadas, você fica naquele estado de “o que está acontecendo cá?”.

Quando termina, a sensação é de ter concluído alguma coisa grande, mas com um pormenor importante: ele não parece terminar por completo, porque existe mais de um final e há um caminho simples para um final secreto. Isso é o tipo de coisa que mantém o jogo vivo depois dos créditos. E, no meu caso, manteve mesmo.

Visual, som e desempenho

ReanimalReanimal

Joguei no PC, e o desempenho foi ótimo. Rodei em 4K com DLSS em qualidade, numa RTX 5080, com o jogo ficando em 60 FPS praticamente o tempo todo. Teve uma quedinha ligeiro cá e ali, mas zero que atrapalhasse de verdade. Reanimal é escuro, sim, mas é aquele escuro muito trabalhado, que faz segmento da identidade. O cenário é pleno de detalhes, objetos, móveis, estruturas e pequenas coisas que parecem estar ali só para imaginar, mas que muitas vezes fazem segmento do clima, da história e do desconforto que o jogo quer te ocasionar.

A direção de arte cá é absurda. É uma vez que se fosse um survival horror em origem, só que com aquela câmera e aquele enquadramento que fazem você se sentir pequeno no mundo. E a trilha sonora e o design de som trabalham juntos para dar a sensação certa o tempo todo. Não é terror no sentido clássico, mas é tensão, urgência, perseguição, silêncio calculado e música entrando no momento exato em que você percebe que vai precisar percorrer.

E tem um pormenor que me pegou de surpresa: o jogo é totalmente localizado e tem dublagem, mesmo que com poucas falas. Quando aparece, funciona muito e a dublagem é boa. Eu não estava esperando e, quando ouvi pela primeira vez, foi aquele “ué, pera aí, isso cá está caprichado”.

Gameplay: familiar no início, surpreendente depois

Não tem uma vez que fugir. Quem jogou Little Nightmares vai reconhecer imediatamente a base. Personagens pequenos, câmera que abre e te transforma numa formiguinha, puzzles de envolvente, fugas e aquela sensação regular de estar sendo caçado. Só que Reanimal tem uma diferença médio: são dois protagonistas.

Você pode jogar sozinho, com um dos irmãos controlado pela IA, ou em coop, e o jogo funciona dos dois jeitos. A IA é muito competente. Teve momentos em que ela não acompanhou do jeito ideal, mas o jogo sempre dá um jeito de reposicionar quando a câmera muda, e, no universal, ela não atrapalha. Em coop, o jogo ganha outra pujança, porque as ações passam a exigir sinergia de verdade, sem virar um peso.

A grande sacada é que, depois de um início muito parecido com o que você esperaria, o jogo começa a colocar ideias novas. Mecânicas e situações que você não imagina ver nesse tipo de experiência. E essas mudanças não são só “diferentes”, elas são muito pensadas, muito inseridas e deixam o jogo variado do início ao término. Porquê o jogo vive muito de perseguição e tensão, se ele fosse repetitivo, cairia rápido. Cá, não cai. Ele te mantém sempre prudente.

O embarcação e a sensação de “viagem” dentro do horror

Uma segmento que me marcou é o embarcação. Ele vira meio que um transporte e um gavinha entre áreas, e em certos momentos o jogo usa isso de um jeito muito inteligente. No embarcação, você tem tarefas divididas entre os dois personagens, uma vez que controlar a direção e usar a luz do lampião para guiar o caminho, além de mourejar com ameaças específicas da chuva. Quando você joga sozinho, você alterna os dois e funciona muito. Em coop, isso fica ainda melhor porque cada pessoa assume uma função e o jogo vira quase um “puzzle vivo” em movimento.

E cá entra uma escolha muito importante: quando um morre, os dois morrem. Isso aumenta a tensão no coop, mas sem virar injusto. O jogo deixa simples o que quer de você e te dá ferramentas para aprender.

Ambientação: o grande golpe do Reanimal

ReanimalReanimal

Se tem um ponto onde Reanimal vira privativo, é cá. A ambientação não é só formosa, ela é ameaçadora. A câmera abre, mostra o tamanho do lugar e você imediatamente sente que não deveria estar ali. O jogo sabe usar graduação. Ele sabe usar silêncio. Ele sabe usar a imensidão para ocasionar desconforto. E as criaturas, o comportamento delas, o motivo de estarem ali e o modo uma vez que o jogo te coloca diante delas, tudo isso é feito com uma crédito absurda.

Tem hora que a sensação é de estar num Resident Evil com uma câmera impossível, e ao mesmo tempo o jogo te coloca em perseguições que parecem Nêmesis detrás de você, porque você é incapaz de lutar do jeito tradicional. Só que, em alguns momentos, ele vira a chave e te dá formas diferentes de enfrentar o que está te caçando, e isso é segmento do impacto. Reanimal não quer ser um jogo só de fugir. Ele quer te colocar no limite e depois te dar uma saída, só que uma saída do jeito dele.

Verificação com Little Nightmares

Reanimal não é só parecido com Little Nightmares. Ele é o tipo de jogo que faz você sentir que o estúdio estava mais recluso do que parecia antes. Little Nightmares 1 e 2 são ótimos, mormente o 2, mas cá existe um nível de liberdade criativa e de anseio que dá a sentimento de que Reanimal é o verdadeiro salto do time.

Narrativa, ritmo, câmera, gameplay, atmosfera, tudo cá parece mais ousado, mais positivo e mais autoral. E, na minha visão, isso coloca Reanimal uma vez que o “Little Nightmares 3” que muita gente queria, só que sem precisar carregar esse nome. Quem curte esse estilo de jogo e estava com saudade de uma experiência potente, pode ir sem temor.

Duração, finais e o único “porém”

A minha primeira run durou murado de 5 horas, explorando bastante, e mesmo assim eu sei que deixei coisa para trás. E é aí que entra meu único incômodo: eu queria mais. Não porque o jogo é incompleto, mas porque ele é bom o suficiente para justificar uma experiência um pouco mais longa. Ele tem capítulos selecionáveis, tem itens e coisas escondidas para buscar, mas eu senti que poderia ser um pouco mais amigável na hora de te ajudar a fechar o que você perdeu, principalmente quando você percebe que passou de um ponto sem volta.

Ainda assim, isso não diminui o que o jogo entrega. Reanimal é daqueles títulos que você termina e continua pensando nele. E, para um jogo limitado, isso é raríssimo.

Desfecho

Reanimal é memorável. Ele tem uma lore potente, uma narrativa que provoca, um clima que prende e uma realização que mostra um estúdio afiadíssimo. É o tipo de jogo que vai gerar teoria, vai gerar conversa e vai permanecer na cabeça de muita gente por um bom tempo. Mesmo com a duração mais curta do que eu esperava, o impacto do que ele faz e a qualidade do pacote justificam totalmente.


Reanimal:

Reanimal é daqueles jogos que não passam batidos. Com uma lore instigante, narrativa provocativa e uma atmosfera que prende do início ao término, o título mostra um estúdio extremamente seguro do que quer relatar. Mesmo com uma duração menor do que o esperado, a qualidade universal fazem dele uma experiência marcante, daquelas que geram discussão, teorias e permanecem na memória do jogador.
M@xpay

von 10

2026-02-11T13:00:23-0300

Nota final: 9

Recebemos Reanimal gratuitamente para review e agradecemos à Tarsier Studios pela crédito.

Fonte

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