Início » Resident Evil Requiem: 6 milhões de cópias e novo recorde

Vou debutar com uma confissão que todo fã da velha guarda vai entender: quando a Capcom anunciou que o nono jogo principal da franquia Resident Evil ia ter dois protagonistas com mecânicas completamente diferentes, primeira pessoa no segmento de terror e terceira pessoa no segmento de ação, o RUMBLETECH fez exatamente o que qualquer tiozão de reverência faria. Cruzou os braços, levantou uma sobrolho e disse “vamos ver”. Depois jogou umas 25 horas, fechou o jogo, ficou parado em silêncio por uns dois minutos, e logo voltou para o computador para proferir ao mundo que a Capcom acertou em pleno.
E agora, em 16 de março de 2026, a própria empresa confirma o que o mercado já estava gritando desde o lançamento em 27 de fevereiro: Resident Evil Requiem ultrapassou 6 milhões de cópias vendidas, tornando-se o lançamento mais rápido da franquia a atingir esse número. Trinta anos de existência, nono jogo principal, e a série nunca vendeu tão rápido na sua vida. Isso não é sorte. Isso é realização.
Para entender o peso desse número, você precisa ter vivido a montanha-russa emocional que é ser fã de Resident Evil desde os anos 90. Eu era o rostro que ficava em pé na frente da televisão de tubo às 23h jogando o RE1 original no PlayStation porque minha mãe não deixava jogar esse tipo de coisa durante o dia. Era o rostro que zerou o RE2 com o Leon e a Claire em sequência, que sofreu com o RE3 com o Nemesis aparecendo do zero toda hora uma vez que o Chapolim quando você menos esperava.
Esse Nemesis de uma baita de uma ave, toda vez que você achava que estava a salvo. Vivi os tempos sombrios do RE6 de 2012, aquela anormalidade de jogo que tentou ser Call of Duty com zumbis e quase afundou a franquia inteira. Chorei de alegria com o RE7: Biohazard que ressuscitou a série em 2017. Apludi de pé o remake do RE2 em 2019 e o remake do RE4 em 2023. E agora o Requiem chegou para laurear trinta anos de uma franquia que, dissemelhante de muitas outras, aprendeu com os próprios erros.
Para ter dimensão do recorde: o aclamado remake do RE4 levou quase quatro meses para atingir 5 milhões de cópias. O Resident Evil Village levou quase cinco meses para o mesmo número. O Requiem fez isso em cinco dias. E agora superou 6 milhões antes de completar três semanas de vida. Em verificação histórica, o RE6, que vendeu 4,5 milhões no lançamento, fez isso numa era em que a indústria contava distribuição física para varejo uma vez que venda, o que não significava que o jogo estava nas mãos dos jogadores de vestuário. Os 6 milhões do Requiem são vendas reais, digitais e físicas, de gente que pagou para jogar. Diferença fundamental.
A decisão de dividir o jogo entre Grace Ashcroft e Leon S. Kennedy com mecânicas drasticamente diferentes é, no papel, exatamente o tipo de coisa que deveria dar inverídico. O RE6 tentou ser tudo para todo mundo, tinha quatro campanhas com estilos diferentes, e o resultado foi uma bagunça incoerente que nem os fãs de ação aceitaram e menos ainda os fãs de terror. A diferença do Requiem é que a Capcom manteve as duas metades com identidade clara e separada, em vez de tentar misturar tudo no liquidificador.
Os segmentos da Grace são visão em primeira pessoa, inventário restringido uma vez que o do RE2 original, save system com fitas de tinta em máquina de redigir, tensão permanente pela vulnerabilidade, stealth e gerenciamento obsessivo de munição e ervas. É basicamente o RE7 com DNA do RE2 Remake misturados numa novidade personagem que tem razões pessoais para estar em Raccoon City 28 anos posteriormente o incidente, investigando a morte de sua mãe no Wrenwood Hotel.
A Grace usa isqueiro para iluminar áreas escuras, o que atrai inimigos, e garrafas uma vez que distração. É aquele terror que faz você colocar o controle no soalho por dois segundos para respirar antes de flectir a esquina. Reconfortantemente familiar para quem jogou RE7, assustadoramente eficiente para quem chega novo.
Os segmentos do Leon, por outro lado, são terceira pessoa, arsenal pesado com granadas, escopeta e até machadinha para parry, mobilidade subida e chutes marciais que remetem diretamente ao RE4 Remake. Leon Kennedy em 2026 ainda tem mais estilo num tropeço do que a maioria dos personagens de jogos inteiros. O varão chegou em Raccoon City com uma machadinha e atitude, que é basicamente o modo uma vez que eu imagino que o Snake de Metal Gear apareceria numa missão de resgate se tivesse mudado de franquia.
A combinação dos dois estilos dentro de uma narrativa unificada sobre o Projeto Elpis, que envolve transferência de consciência via vírus e tem Victor Gideon uma vez que vilão com laços com a Umbrella, funciona porque cada metade sabe exatamente o que está fazendo.
Voltar para Raccoon City 28 anos posteriormente os eventos do RE2 não é só uma decisão de cenário. É uma jogada que vai direto na nostalgia de quem tem mais de 30 anos e cresceu com essa franquia, e o RUMBLETECH reconhece o golpe porque o golpe funcionou perfeitamente nele.
Ver o que restou da cidade, as ruínas do Raccoon Police Department, as ruas devastadas de uma metrópole que o governo escolheu extinguir com mísseis, com a fidelidade gráfica da RE Engine em 2026 rodando em hardware atual, cria um contraste visual que é simultaneamente técnico e emocional. É uma vez que aquelas fotos de “lugares abandonados” que viralizam na internet, mas em tempo real e interativo e com zumbis tentando manducar sua cabeça.
O pico de 344.214 jogadores simultâneos no Steam no primeiro término de semana, registrado no SteamDB uma vez que novo recorde da franquia na plataforma, é o número que melhor conta essa história. Para uma franquia que existe há 30 anos e que passou por um vale de credibilidade em meados dos anos 2010, ter o maior pico de jogadores simultâneos da sua história no Steam em 2026 é uma restauração completa.
E isso levando em conta que houve um vazamento do jogo dias antes do lançamento solene, o que normalmente impacta negativamente os números de vendas iniciais. O Requiem vendeu massivamente mesmo com o jogo vazado circulando. Isso é força de marca e qualidade de resultado ao mesmo tempo.
A Capcom anunciou que o suporte ao Requiem vai continuar com teor suplementar. Está confirmada uma expansão em desenvolvimento, além de um modo foto e um minigame chegando em breve. O modo foto é basicamente obrigatório em todo jogo bonito em 2026, funciona, as pessoas gostam, o RUMBLETECH nunca usou um modo foto na vida e mantém essa tradição com orgulho. O minigame, provavelmente um tanto no estilo dos Mercenários que a franquia adora ressuscitar, vai aprazer o público que quer mais horas de teor posteriormente a campanha principal. A expansão é a secção que importa de verdade: com os arcos da Grace e do Leon dividindo tempo de tela, o jogo deixou threads narrativos que pedem desenvolvimento. A Capcom mencionou spin-offs potenciais com a Grace solo, o que faz sentido porque a personagem é potente o suficiente para sustentar uma história própria.
O RUMBLETECH fecha com o que precisa ser dito sem rodeios: Resident Evil Requhiem é o jogo que a franquia precisava para festejar trinta anos com pundonor. Não é perfeito, a alternância entre as duas perspectivas cria um descompasso tonal que críticos apontaram com razão, e há quem prefira que a série escolha uma direção e siga ela com consistência em vez de dividir o bolo. São críticas válidas. Mas o resultado final é sólido, cobiçoso na ração certa, tecnicamente impecável na RE Engine, e carrega o peso emocional de uma franquia que sobreviveu a si mesma várias vezes. Seis milhões de cópias em menos de três semanas. A Capcom está dando uma boa risada enquanto conta o numerário, e desta vez os fãs estão sorrindo junto. Isso não acontece sempre. Aprecie enquanto dura.

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