Resident Evil Requiem: mais vendido de 2026 nos EUA

Resident Evil Requiem: mais vendido de 2026 nos EUA

6 minutos 20/03/2026

Resident Evil Requiem é o jogo mais vendido de 2026 nos Estados Unidos e a Capcom continua sendo a empresa que mais merece o nosso verba

Tem momentos na vida de um tiozão gamer que já viu de tudo, que jogou Resident Evil 1 no PlayStation 1 com aquela câmera fixa e aquele galeria do cachorro que deu infarto em meio mundo, que sofreu com o Crimson Head no REmake do GameCube, que passou pelo purgatório que foi o RE6 e sobreviveu para racontar a história, que esses momentos de notícia boa chegam e você fica sem saber recta o que fazer com a informação.

A gente é tão habituado a reclamar, tão condicionado a esperar a próxima engano corporativa, o próximo live service que não pedimos, o próximo teor desagregado para vender porquê DLC depois, que quando uma empresa simplesmente faz a coisa certa e o mercado responde da forma certa, dá uma espécie de vertigem moral positiva. Resident Evil Requiem é o jogo mais vendido de 2026 nos Estados Unidos. Ficou em primeiro lugar em fevereiro em PC, PlayStation 5 e Xbox Series ao mesmo tempo.

A receita de lançamento foi mais de 60% maior do que a de Resident Evil Village. As cópias vendidas superaram o Village em mais de 40%. Isso não é sorte. Isso não é marketing. Isso é consequência direta de uma empresa que nos últimos anos aprendeu uma prelecção que parecia simples mas que metade da indústria ainda não entendeu: faz um jogo bom e as pessoas compram.

O número que impressiona e o contexto que impressiona mais

Os dados vieram do Mat Piscatella, diretor sênior e consultor da Circana, a firma americana que monitora vendas de games e consoles com a seriedade que o ponto merece. Piscatella é a manadeira mais confiável de dados de mercado de games nos EUA, e quando ele posta que um jogo foi o vencedor de vendas de um mês inteiro nas três plataformas principais simultaneamente, você para e presta atenção.

Resident Evil Village foi um sucesso mercantil e crítico em 2021, acumulou mais de 13 milhões de cópias vendidas ao longo da vida e é considerado um dos melhores Resident Evil modernos.

Logo expor que o Requiem superou o Village em mais de 40% nas cópias e em mais de 60% na receita já na semana de lançamento não é uma estatística pequena. É a prova de que a franquia está em subida, não em manutenção.

E o oferecido mais curioso: o PlayStation 5 foi a plataforma onde Requiem mais vendeu, com margem significativa sobre o PC, que ficou em segundo. Para uma franquia que historicamente tem uma base fortíssima no PC, isso diz muito sobre onde o público console está colocando o verba em 2026.

Por que o Requiem merecia esse resultado

Vou ser direto porque tenho essa tendência irritante de ser honesto mesmo quando poderia permanecer em cima do muro: Resident Evil Requiem é um dos melhores jogos da franquia desde o RE4 original de 2005, e quem discorda disso pode me procurar. A decisão de dividir a experiência em dois modos de jogo completamente distintos, com a Grace Ashcroft em primeira pessoa trazendo o terror puro que o RE7 estabeleceu porquê referência moderna, e o Leon Kennedy em terceira pessoa trazendo de volta aquela ação cinética e precisa que o RE4 Remake de 2023 provou que ainda funciona muito muito em 2026, foi uma aposta arriscada que pagou. Não é compromisso de indecisão entre duas direções criativas.

É a Capcom dizendo: vocês querem terror? Têm terror. Vocês querem ação? Têm ação. E as duas experiências conversam entre si de um jeito que a narrativa de Raccoon City 28 anos depois sustenta sem desabar. A Grace é um personagem novo que não precisou de nenhuma âncora de nostalgia para funcionar, e isso por si só é um feito considerável numa franquia tão carregada de história quanto Resident Evil.

O pico de 344.214 jogadores simultâneos no Steam confirma que a máquina de PC Master Race também reconheceu a qualidade quando viu. Número significativo para um jogo de terror solo numa era onde todo mundo fica dizendo que o jogador de PC só quer multiplayer. Peta. O jogador de PC quer jogo bom. Sempre quis. Sempre vai querer.

A surpresa do top 20 que ninguém esperava

Mas há um oferecido nos números de fevereiro que me fez sorrir de um jeito específico que só um tiozão dos anos 90 vai entender: Diablo II: Resurrected saltou do 195º lugar para o 13º na lista de mais vendidos em fevereiro, impulsionado pelo lançamento da expansão Reign of the Warlock e pela chegada do jogo à Steam. O Diablo II original é de 2000. O Resurrected, o remaster, é de 2021. E em fevereiro de 2026 o jogo pulou cento e oitenta e duas posições na lista de vendas americanas porque colocaram uma expansão novidade e abriram uma plataforma novidade. Existe um argumento mais grandiloquente para a tese de que jogo bom não envelhece?

Eu vi o Diablo II pela primeira vez num cybercafé em 2001, quando internet margem larga era privilégio de rico e você pagava por hora para jogar num computador barulhento com cheiro de fritura. O jogo ainda está vivo, ainda está vendendo, ainda está trazendo jogadores novos. Isso é legado. A mesma coisa vai suceder com o Resident Evil Requiem daqui a vinte anos, e eu tenho crença suficiente para ortografar isso publicamente.

O resto do top 20 e o que ele diz sobre o momento

As outras estreias de fevereiro pintam um quadro interessante do mercado. Dragon Quest VII: Reimagined em 9º, que é a Squenix provando que a franquia ainda tem força no Oeste quando tratada com saudação. Mario Tennis Fever em 11º, que é a Nintendo fazendo o que a Nintendo sempre faz: lançar jogo de franquia estabelecida num sistema que vende muito e colher os resultados sem drama.

God of War: Sons of Sparta em 14º, e cá vou parar um segundo para registrar: a Sony tendo um God of War no top 20 enquanto o PS5 segue sendo o console mais vendido dos EUA é a confirmação de que a estratégia de first-party possante combinada com hardware competente ainda é a fórmula que funciona. My Hero Liceu: All’s Justice em 17º, que é o anime provando que a base de fãs do shonen compra game de licença quando a qualidade está razoável. E o Resident Evil Generation Pack em 20º, que é a própria Capcom vendendo os clássicos da franquia para a novidade geração que foi ao mercado comprar o Requiem e achou os remasters na vitrine. Estratégia de catálogo executada com sublimidade.

A Capcom e a arte de não estropiar o que funciona

Eu tenho uma relação de saudação profundo e suspicácia histórica com a Capcom que qualquer gamer da minha geração vai reconhecer. A empresa que criou Mega Man, Street Fighter, Devil May Cry, Monster Hunter e Resident Evil também é a mesma que nos entregou o Resident Evil 6 em 2012, que tentou transformar Leon Kennedy num personagem de filme de ação de quinta categoria num jogo que parecia ter vergonha de ser Resident Evil. A mesma que passou anos abandonando o Mega Man enquanto fazia jogos móveis sem interesse. A Capcom que chegou muito perto de perder a crédito de uma geração inteira de fãs.

E logo aconteceu o RE7 em 2017, e o REmake 2 em 2019, e o Village em 2021, e o RE4 Remake em 2023, e agora o Requiem em 2026, e de repente é uma sequência de boas decisões tão consistente que você começa a incumbir de novo. Não confio cegamente, porque aprendi a não incumbir cegamente em nenhuma empresa, mas confio o suficiente para remunerar na pré-venda. E isso, vindo do tiozão que ainda lembra do RE6, é um encómio considerável.

O consultor Mat Piscatella ressaltou que os percentuais de superação sobre o Village excluem versões vendidas em bundles, o que torna os números ainda mais significativos: são cópias vendidas por conta própria, por valor próprio, sem a ajuda de console bundle que infla estatística. Jogo bom. Pessoas comprando jogo bom. É simples assim. Era simples assim o tempo todo. Secção da indústria ainda está tentando deslindar por que as pessoas não compram live service camuflado de single player. O Requiem entrou na lista porquê a resposta mais clara provável para essa pergunta.

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