Screamer Review: Corrida que surpreende no gameplay, mas tropeça…

Screamer Review: Corrida que surpreende no gameplay, mas tropeça…

6 minutos 07/04/2026

Um arcade que entende o necessário, mas se perde tentando ir além

Com lançamento em 26 de março para PlayStation 5, Xbox Series e PC, Screamer chega uma vez que um revival de uma franquia de 1995, mas não no sentido tradicional de resgatar uma fórmula antiga. Cá, a proposta é outra. O jogo pega o noção arcade raiz e reconstrói tudo ao volta, trazendo combate, barras de habilidade e até uma tentativa de narrativa mais elaborada.

E depois de bastante tempo com o game, a sensação que fica é muito clara. Existe um jogo extremamente recreativo escondido cá, com ideias realmente interessantes, mas que em alguns momentos parece querer provar coisas que ele simplesmente não precisa provar.

Nosso review é na versão PS5, que tecnicamente está muito boa e sem problemas de desempenho. Vamos aos detalhes!

Screamer aposta no arcade puro e acerta na direção

Logo nos primeiros minutos, fica evidente que Screamer não quer competir com Forza ou Need for Speed no formato atual. Não existe mundo lhano, não existe aquela tentativa de realismo exagerado. O foco cá é totalmente voltado para a corrida em si, para o controle do sege e para a dinâmica dentro das pistas.

E isso funciona muito muito justamente porque é uma proposta cada vez mais rara. Em um mercado pleno de jogos que querem ser tudo ao mesmo tempo, Screamer escolhe ser direto. Ele entende que o jogador entrou ali para percorrer, disputar posição e se divertir. E essa transparência de identidade é um dos maiores acertos do jogo.

História tenta dar contexto, mas atrapalha o ritmo

Screamer constrói sua base narrativa em torno de um torneio que reúne diferentes equipes e personagens, cada um com motivações próprias. Existe uma tentativa clara de dar peso ao que está acontecendo, com elementos uma vez que vingança, rivalidade e até consequências mais pesadas dentro das corridas.

O problema é que essa construção não se sustenta na realização. A maior segmento da narrativa acontece por meio de diálogos longos, mal escritos e pouco interessantes. Em vez de enriquecer a experiência, esses momentos quebram completamente o ritmo. É aquele tipo de situação em que o jogador começa a pular tudo, não por falta de interesse na história, mas porque ela não consegue justificar o tempo que exige.

A coisa muda um pouco nas cenas em animação que realmente parecem um anime. Tudo é melhor guiado e dirigido e praticamente através dessas cenas você consegue entender as histórias. Portanto para mim a escolha foi fácil: pular os diálogos sem perdão e presenciar as cenas de animação. Ainda assim a história é fraca.

Direção artística e som mostram um jogo muito desvelo

Visualmente, Screamer impressiona pelo bom sabor. Não é um jogo que tenta ser hiper realista, mas sabe exatamente uma vez que usar cores, efeitos e iluminação para produzir impacto. As pistas, os carros e principalmente as habilidades têm personalidade, e isso faz diferença na leitura da ação durante as corridas.

Outrossim, o jogo consegue lastrar muito essa mistura entre o excesso arcade e uma base mais sólida visualmente. Zero parece bagunçado ou exagerado demais. Tudo combina. E isso se reflete também na segmento sonora, que entrega efeitos consistentes e uma trilha que acompanha muito o ritmo depressa das corridas.

Gameplay é onde Screamer realmente se destaca

Quando o jogo coloca o jogador na pista e deixa tudo fluir, é onde ele mostra seu verdadeiro valor. O sistema de barras, inspirado em jogos de luta, adiciona uma categoria interessante de estratégia. O gameplay de Screamer gira em torno de um sistema de duas barras que muda completamente a forma uma vez que você encara cada corrida. A primeira é a barra de salitre (verdejante), que vai sendo preenchida conforme você dirige muito, faz curvas eficientes, acerta trocas de marcha no tempo manifesto e mantém consistência na pilotagem. Não é só apoucar um botão para lucrar velocidade. Existe um timing ideal para ativar o salitre, e concertar esse momento faz diferença real no desempenho, criando uma categoria de habilidade que vai além do indispensável de apressar e virar.

Já a segunda barra (lilás) funciona uma vez que um sistema ofensivo e defensivo ao mesmo tempo, permitindo usar escudo ou partir para o ataque com os takedowns. E é cá que o jogo começa a se diferenciar de verdade. Não basta percorrer muito, você precisa ler o comportamento dos adversários, resolver quando se proteger e quando ser hostil. Essas duas barras se complementam o tempo todo, criando uma dinâmica onde cada corrida vira quase um duelo permanente, misturando posicionamento, timing e tomada de decisão em subida velocidade.

Sistema de drift redefine completamente a experiência

O grande diferencial de Screamer está no seu sistema de drift. E cá o jogo realmente se destaca em relação a outros títulos do gênero. Ao utilizar os dois analógicos, ele exige um nível de coordenação que não é geral em jogos arcade.

O analógico esquerdo continua responsável pela direção básica do sege, mas é o recta que controla o drift, definindo o ângulo e a intensidade da derrapagem em tempo real. Isso significa que fazer uma curva não é mais um movimento automático, e sim uma combinação permanente entre posicionamento, velocidade e ajuste fino do drift.

No início, a sensação é quase estranha, uma vez que se o controle não respondesse da forma esperada, mas conforme você entende a lógica, o sistema se transforma em um dos pontos mais satisfatórios do jogo, permitindo um nível de controle muito maior sobre cada curva e abrindo espaço para jogadas mais agressivas e técnicas ao mesmo tempo.

No entanto, muita gente vê isso uma vez que um tanto muito fora do geral e compara com games de celular, uma vez que Asphalt. Mas na prática é um tanto realmente recreativo.

Modos de jogo entregam variedade, mas com inconsistência

O jogo oferece uma boa quantidade de modos, tanto offline quanto online. O modo torneio funciona uma vez que a principal forma de progressão, liberando carros, pilotos e pistas conforme o jogador avança.

No entanto, é justamente nesse modo que o problema da narrativa pesa mais. A progressão fica presa a momentos que não são tão interessantes quanto deveriam. Já os modos mais diretos, focados unicamente na corrida, funcionam melhor e mostram o potencial real do gameplay.

O modo online é onde os jogadores devem passar a maior segmento do tempo, mormente quem se destinar muito às mecânicas de gameplay. Com uma espécie de sensação de Mario Kart, tudo gira em torno da corrida e dos poderes e no online, quando ele funciona muito, é diversão garantida. No entanto, é provável jogar com tela dividida localmente também, o que muitos jogos ignoram hoje em dia e levante acerta.

Mas Enfim, Screamer é tudo isso mesmo?

No termo das contas, Screamer acerta porque entende um tanto muito simples. Um jogo de corrida precisa ser recreativo quando você está jogando. E quando ele deixa de lado as distrações e foca nisso, ele entrega uma experiência extremamente sólida. Mesmo com problemas claros na narrativa e algumas inconsistências, o jogo se sustenta pela força do seu gameplay. Existe um tanto cá que faz o jogador querer voltar, tentar de novo, melhorar. E isso não acontece por possibilidade.

Screamer é um jogo com ideias muito boas e realização desigual. Ele acerta com força no gameplay, trazendo mecânicas criativas e uma experiência arcade que realmente se destaca no cenário atual. Por outro lado, erra ao martelar em uma narrativa que não acompanha o mesmo nível de qualidade. Ainda assim, o saldo é positivo. Quando está na pista, Screamer é exatamente o tipo de jogo que o gênero precisa.


É tudo isso mesmo?:

Screamer aposta em um arcade de corrida direto ao ponto, com mecânicas criativas uma vez que sistema de barras e drift com dois analógicos. O gameplay é o grande destaque, mas a narrativa fraca e mal executada quebra o ritmo. Ainda assim, é uma experiência divertida e diferenciada no gênero.
M@xpay

von 10

2026-04-07T11:40:12-03:00

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