Início » Setembro 2025: Silent Hill f, Borderlands 4, FC 26 e mais

Se você achou que agosto foi pesado, espere até encarar setembro de 2025. Esse mês é praticamente a Copa do Mundo dos videogames — só que sem VAR e com ainda mais motivos pra xingar no Twitter. Silent Hill f, Borderlands 4, EA Sports FC 26, Hollow Knight: Silksong, Sonic Racing: CrossWorlds e um caminhão de outros jogos chegam de uma vez, transformando setembro no tipo de mês que faz o gamer médio ter que escolher entre pagar a conta de luz ou comprar mais um lançamento no hype.
E como bom tiozão que jogou Dune II e Command & Conquer num monitor branco de tubo em 1995, hoje eu vou destrinchar esse calendário. Segura que vem análise jogo a jogo — com sarcasmo, mas também com aquele olhar clínico de quem já gastou madrugadas organizando lan houses pra jogar Half-Life Deathmatch.
Esse aqui é o tipo de jogo que já chega com peso histórico. Silent Hill f é a aposta da Konami em renovar a franquia, colocando o terror psicológico num contexto japonês dos anos 1960. O que isso significa? Flores vermelhas bizarras, trauma cultural e aquele tipo de atmosfera que te deixa mais desconfortável do que jantar na casa da sogra em domingo de Páscoa. Se a Konami não pisar na bola (o que, sejamos honestos, é raro), temos chances de ver o retorno triunfal da série.
Mais um ano, mais um FC. Sim, o FIFA de sempre, só que agora com a plaquinha “EA Sports FC” pra fingir que mudou. Vai ter cartinha, vai ter Ultimate Team, vai ter bug de goleiro entregando gol, mas claro, tudo com aquele tempero de pay-to-win. A diferença é que a engine promete mais realismo, e agora até os narradores vão poder pedir cartão no VAR. Pra quem é do futebol virtual, é compra garantida; pra quem é cético, é só mais uma atualização de elenco com preço de jogo novo.
Olha, já virou meme, mas finalmente vai sair. Silksong promete expandir tudo que o primeiro Hollow Knight fez — e isso significa dor, sofrimento, controle na parede e o teclado voando pela janela. Pra quem gosta de metroidvania desafiador, esse jogo vai ser como crack digital. Só torço pra que não venha tão punitivo a ponto de virar só jogo de speedrunner doido.
O loot-shooter original está de volta. Borderlands 4 promete mais humor ácido, mais NPC gritando palavrão e mais armas do que o Exército dos EUA em DLC. O risco aqui é a fórmula começar a cansar. Mas a Gearbox jura que vai trazer mais foco narrativo e sistemas renovados. Se conseguirem manter a vibe insana do 2 e não a bagunça repetitiva do 3, pode ser o retorno ao trono.
É Sonic correndo, mas dessa vez com mecânicas de “multiverso”. Tradução: você vai ver Sonic dividindo pista com versões alternativas dele mesmo e, quem sabe, até com convidados que ninguém pediu. Depois do sucesso de Sonic Frontiers, a Sega tenta manter o ouriço no hype. Só espero que a física dos carros não seja mais capenga do que a do Tails tentando pousar helicóptero.
Esse é pra fazer tiozão como eu chorar. A Square trouxe de volta o Final Fantasy Tactics, agora com coletânea expandida da saga Ivalice. Estratégia em grid, política mais enrolada que novela mexicana e batalhas que podem durar mais que fila de banco. É o tipo de jogo que não perdoa: posicionou errado? Adeus, seu personagem morre e você sofre como se tivesse perdido o cachorro.
Pac-Man em plataforma 3D é aquele tipo de coisa que a gente olha e pensa: “isso realmente precisa existir?”. Mas a Bandai acredita que sim, e Re-Pac é a chance de revisitar um clássico meio esquecido da era PS2. É carisma puro, mas só vai pegar mesmo quem tem nostalgia de ter soprado muito CD arranhado nos anos 2000.
Esse aqui é interessante: survival horror da Bloober Team, que já anda no hype com Silent Hill 2 Remake. Cronos promete misturar investigação com mecânicas de sobrevivência, tentando pegar carona na vibe de Resident Evil Village e Amnesia. Se entregar tensão real e não só “jumpscare de rato passando na frente”, pode surpreender.
Bethesda traz Indy de volta, dessa vez enfrentando nazistas gigantes (literalmente) e explorando tumbas com mais armadilhas que boleto atrasado. A ideia é ter um jogo de aventura com aquele DNA de Uncharted, mas com chapéu e chicote. A dúvida é se vai ser mais “épico” ou mais “bugado”, afinal… Bethesda, né?
Mais um 2K. O jogo vem sempre bonito, mas com microtransações escondidas em cada menu. A novidade? Agora até o corte de cabelo do jogador pode custar moeda virtual (exagero, mas não duvido). Tecnicamente impecável, mas socialmente irritante.
Skate é aquela franquia que todo mundo pediu por anos. Agora, em early access, a promessa é devolver a sensação de andar de skate digital sem parecer Tony Hawk em slow motion. Se acertarem no realismo sem matar a diversão, pode ser o jogo que traz o gênero de volta ao topo.
Aqui é sofrimento puro chegando aos consolinhos: gerenciar cidade no gelo, tomar decisão que faz você escolher entre deixar gente morrer de frio ou cortar braço de trabalhador pra manter produção. Frostpunk 2 promete mais dilemas morais, gráficos lindos e zero alegria. É jogo que dá orgulho de terminar, mas também te deixa mais deprimido que reunião de condomínio.
Parkour com zumbi, agora mais brutal. The Beast promete expandir ainda mais a mecânica de mundo aberto, adicionando mutações monstruosas e combate mais agressivo. A Techland sempre entrega diversão no caos, mas a questão é: será que não vai virar só mais um festival de bugs e updates eternos?
Esse merece menção só pela ousadia. É o Mario Kart de quem só tinha TV aberta no domingo e assistia Garfield. Vai ter drift, vai ter lasanha e provavelmente vai ter nota 5 no Metacritic.
Não dá pra listar todos aqui em detalhe (porque a lista parece mais o cardápio da Steam em promoção de verão), mas já deu pra sentir que setembro é insano. RPG tático (Class of Heroes 3 Remaster), indie maluco (Bad Cheese), nostalgia safada (Bubsy Collection), simuladores bizarros (Firefighting Simulator: Ignite), e até espaço pra cult clássico como Ratatan.
O mês inteiro é um lembrete cruel de como a indústria funciona: tudo ao mesmo tempo, pra você não ter como escapar. Vai faltar dinheiro, vai faltar tempo, mas não vai faltar variedade. Setembro tem terror japonês (Silent Hill f), loot-shooter barulhento (Borderlands 4), esportes anuais reciclados (FC 26, NBA 2K26, NHL 26), nostalgia em 16 bits (Final Fantasy Tactics) e até corrida de gato preguiçoso (Garfield Kart 2).
Pro gamer raiz como eu, que já se emocionou com o ato 5 de Gears of War no PC e ainda tem guardado CD pirata do Age of Empires II, é bonito ver como o mercado hoje mistura tudo: AAA, indie, remakes e experimentos.
Setembro não é só um mês de lançamentos. É praticamente um ataque cardíaco gamer em forma de calendário.

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