Shigeru Miyamoto diz que quase não joga mais videogame e explica o motivo

Shigeru Miyamoto diz que quase não joga mais videogame e explica o motivo

2 minutos 23/08/2026

Shigeru Miyamoto, um dos nomes mais importantes da história da Nintendo, revelou em entrevista à Famitsu que praticamente não joga videogame por conta própria. A enunciação labareda atenção justamente por vir do fundador de franquias uma vez que The Legend of Zelda e Super Mario, mas também ajuda a entender uma visão de trabalho que ele mantém há décadas: para Miyamoto, boas ideias não surgem somente dos games.

Ao comentar sua rotina, o designer explicou que ainda mantém um Nintendo Switch em vivenda, mas por um motivo muito específico. Segundo ele, o console fica à disposição dos netos, que costumam jogar demais quando têm aproximação fácil aos videogames. Por isso, a solução encontrada foi simples: deixar o aparelho na vivenda do avô e transformar as partidas em um momento compartilhado em família.

Miyamoto contou ainda que costuma ajudar os netos a terminar jogos mais difíceis. Ele disse que os menores não conseguem concluir tudo sozinhos e que eles parecem gostar quando conseguem seguir nas fases com sua ajuda. O veterano citou até Captain Toad: Treasure Tracker, afirmando que os netos ficam com temor do chefão, portanto ele assume essa segmento para eles.

A fala não chega a ser uma surpresa para quem acompanha a trajetória de Miyamoto. Ao longo da curso, ele sempre se destacou por buscar inspiração fora dos videogames. Foi logo que surgiram ideias ligadas a hobbies e experiências pessoais: sua paixão por música influenciou Wii Music, o carinho por cachorros ajudou a dar forma a Nintendogs e o tempo cuidando do jardim em vivenda acabou contribuindo para a geração de Pikmin.

Essa forma de pensar também aparece na maneira uma vez que ele enxerga a contratação de talentos na Nintendo. Em entrevista ao New York Times em 2017, Miyamoto afirmou que costuma procurar designers que não sejam fãs obcecados por jogos, mas pessoas com interesses variados e habilidades diferentes. Ele chegou a expressar que alguns profissionais contratados pela empresa nunca tinham jogado videogame antes de entrar na companhia.

Na prática, a entrevista à Famitsu reforça uma teoria que acompanha Miyamoto há muito tempo: para ele, desenvolver grandes jogos depende menos de viver recluso aos consoles e mais de observar o mundo com curiosidade. É uma visão que ajuda a explicar por que sua obra continua tão influente, mesmo vindo de alguém que hoje joga mais com os netos do que sozinho.

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