Início » Slay the Spire 2 atropela Marathon com 430 mil jogadores – GameHall

Ah, a indústria dos games… esse lugar maravilhoso onde um estúdio indie com cartas, deckbuilding e um monstrinho estrambólico pode simplesmente atropelar um shooter AAA referto de marketing, orçamento milionário e trailer cinematográfico com voz grave dizendo “THIS IS WAR”.
Pois é.
Na última quinta-feira (5), dois jogos chegaram ao Steam praticamente ao mesmo tempo: Marathon e Slay the Spire 2.
De um lado tínhamos a Bungie — sim, aquela mesma Bungie de Destiny 2 — tentando emplacar mais um shooter sci-fi multiplayer referto de sede.
Do outro lado, um jogo de cartas com monstros, deckbuilding e aquela vibe indie que parece ter sido feita por três desenvolvedores, dois gatos e um moca muito potente.
E enigma quem ganhou?
Spoiler: não foi o jogo com orçamento de blockbuster.
Logo em seguida o lançamento, os dois jogos até começaram próximos em número de jogadores no Steam.
Mas foi aquela situação clássica de corrida de Fórmula 1 onde os carros largam juntos… e depois um simplesmente desaparece no horizonte.
Em poucas horas, Slay the Spire 2 ultrapassou a marca absurda de 430 milénio jogadores simultâneos.
Enquanto isso, Marathon chegou sobre 88 milénio.
Agora veja muito: 88 milénio jogadores simultâneos não é um número ruim.
Na verdade, para a maioria dos jogos no Steam isso seria motivo de penetrar champanhe.
Mas quando o outro jogo está com quase meio milhão de pessoas jogando ao mesmo tempo, a confrontação fica meio… desconfortável.
É tipo chegar numa corrida de kart e deslindar que o rostro do lado trouxe um foguete da NASA.
E foi aí que a coisa ficou ainda mais divertida.
A desenvolvedora Mega Crit resolveu comentar o lançamento de Marathon nas redes sociais.
E mandou essa pérola:
“Parabéns à equipe de Marathon pelo lançamento! Não deixem que pequenos projetos indie uma vez que oriente passem despercebidos só porque Slay the Spire 2 foi lançado.”
Sim.
Basicamente eles chamaram o próprio jogo deles de indie minúsculo enquanto o jogo AAA da Bungie estava ali tentando competir.
O problema?
A internet tem duas velocidades:
E evidente que muita gente imediatamente achou que aquilo era uma alfinetada direta na Bungie.
Depois da repercussão, a Mega Crit precisou voltar e explicar a situação.
Segundo o estúdio:
“Não era para ser uma indireta, estávamos sendo sarcásticos. Não imaginávamos que a repercussão seria tão grande.”
Tradução livre para linguagem da internet:
“Calma gente, era só uma zoeira.”
E honestamente?
Era muito evidente que era sarcasmo.
Mas a internet tem uma regra muito simples:
se existe a possibilidade de produzir drama, alguém vai produzir.
Outro pormenor curioso é que nem a própria Mega Crit esperava esse nível de sucesso repentino.
Até porque Slay the Spire 2 ainda está em aproximação antecipado.
Ou seja:
tecnicamente o jogo nem está pronto ainda.
Sim.
O jogo incompleto conseguiu mais de 430 milénio jogadores simultâneos.
Enquanto muitos jogos AAA completos lutam para chegar a 100 milénio.
Se isso não prova o poder de um bom jogo indie, eu não sei o que prova.
Enquanto isso, o outro lado da história também trouxe um pormenor curioso.
A Bungie pediu para que os sites aguardem até o final de março para publicar análises de Marathon.
O motivo?
Segmento do teor endgame só será liberado na segunda metade do mês.
Ou seja, a teoria é que as análises levem em consideração a experiência completa.
Agora vamos trasladar isso para a língua gamer:
“Calma aí que o jogo ainda vai melhorar.”
E olha… isso acontece bastante hoje em dia.
Jogos modernos frequentemente chegam com teor sendo liberado gradualmente.
A diferença é que agora isso acontece enquanto outro jogo já está quebrando recordes ao lado.
Essa história também reforça uma tendência que vem acontecendo há anos.
Jogos AAA gigantes continuam dominando marketing e trailers cinematográficos.
Mas jogos indie frequentemente conseguem um tanto que verba não compra:
um gameplay absurdamente viciante.
O primeiro Slay the Spire já era um fenômeno.
Ele praticamente definiu o gênero de deckbuilding roguelike moderno.
E agora a sequência parece estar repetindo a fórmula.
Enquanto isso, Marathon tenta encontrar seu espaço em um mercado de shooters que já tem concorrentes gigantes.
Entre eles:
Escape from Tarkov
Apex Legends
Destiny 2
Ou seja…
não é exatamente um gênero fácil de dominar.
Se existe uma prelecção nessa história toda, ela é simples:
No mundo dos games, ideias boas ainda valem mais que orçamento gigantesco.
Slay the Spire 2 prova isso novamente.
Um jogo de cartas, com estética simples e mecânicas extremamente muito pensadas, conseguiu atrair centenas de milhares de jogadores no lançamento.
Enquanto isso, Marathon ainda está tentando encontrar seu público.
E isso não significa que Marathon seja um fracasso.
Muito longe disso.
Mas mostra que o mercado de games continua imprevisível.
Se essa história fosse um filme dos anos 80, seria um tanto assim:
o estúdio AAA chega com um tanque de guerra
o estúdio indie aparece com um estilingue
e somehow… o estilingue ganha
E no termo das contas isso é ótimo para os jogadores.
Porque significa que o que realmente importa continua sendo:
um jogo recreativo.
Mesmo que ele seja feito por um estúdio pequeno…
E mesmo que ele custe uma fração do orçamento de um AAA.
💾 RumbleTech avisa:
Quando um jogo em aproximação antecipado bate 430 milénio jogadores simultâneos, fica evidente que um tanto muito notório foi feito.
E quando isso acontece no mesmo dia que um shooter AAA chega ao mercado…
bom…
digamos que a ironia da situação escreve a manchete sozinha.

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