Slay the Spire 2 atropela Marathon com 430 mil jogadores – GameHall

Slay the Spire 2 atropela Marathon com 430 mil jogadores – GameHall

4 minutos 09/03/2026

Ah, a indústria dos games… esse lugar maravilhoso onde um estúdio indie com cartas, deckbuilding e um monstrinho estrambólico pode simplesmente atropelar um shooter AAA referto de marketing, orçamento milionário e trailer cinematográfico com voz grave dizendo “THIS IS WAR”.

Pois é.

Na última quinta-feira (5), dois jogos chegaram ao Steam praticamente ao mesmo tempo: Marathon e Slay the Spire 2.

De um lado tínhamos a Bungie — sim, aquela mesma Bungie de Destiny 2 — tentando emplacar mais um shooter sci-fi multiplayer referto de sede.

Do outro lado, um jogo de cartas com monstros, deckbuilding e aquela vibe indie que parece ter sido feita por três desenvolvedores, dois gatos e um moca muito potente.

E enigma quem ganhou?

Spoiler: não foi o jogo com orçamento de blockbuster.


Logo em seguida o lançamento, os dois jogos até começaram próximos em número de jogadores no Steam.

Mas foi aquela situação clássica de corrida de Fórmula 1 onde os carros largam juntos… e depois um simplesmente desaparece no horizonte.

Em poucas horas, Slay the Spire 2 ultrapassou a marca absurda de 430 milénio jogadores simultâneos.

Enquanto isso, Marathon chegou sobre 88 milénio.

Agora veja muito: 88 milénio jogadores simultâneos não é um número ruim.

Na verdade, para a maioria dos jogos no Steam isso seria motivo de penetrar champanhe.

Mas quando o outro jogo está com quase meio milhão de pessoas jogando ao mesmo tempo, a confrontação fica meio… desconfortável.

É tipo chegar numa corrida de kart e deslindar que o rostro do lado trouxe um foguete da NASA.


E foi aí que a coisa ficou ainda mais divertida.

A desenvolvedora Mega Crit resolveu comentar o lançamento de Marathon nas redes sociais.

E mandou essa pérola:

“Parabéns à equipe de Marathon pelo lançamento! Não deixem que pequenos projetos indie uma vez que oriente passem despercebidos só porque Slay the Spire 2 foi lançado.”

Sim.

Basicamente eles chamaram o próprio jogo deles de indie minúsculo enquanto o jogo AAA da Bungie estava ali tentando competir.

O problema?

A internet tem duas velocidades:

E evidente que muita gente imediatamente achou que aquilo era uma alfinetada direta na Bungie.


Depois da repercussão, a Mega Crit precisou voltar e explicar a situação.

Segundo o estúdio:

“Não era para ser uma indireta, estávamos sendo sarcásticos. Não imaginávamos que a repercussão seria tão grande.”

Tradução livre para linguagem da internet:

“Calma gente, era só uma zoeira.”

E honestamente?

Era muito evidente que era sarcasmo.

Mas a internet tem uma regra muito simples:

se existe a possibilidade de produzir drama, alguém vai produzir.


Outro pormenor curioso é que nem a própria Mega Crit esperava esse nível de sucesso repentino.

Até porque Slay the Spire 2 ainda está em aproximação antecipado.

Ou seja:

tecnicamente o jogo nem está pronto ainda.

Sim.

O jogo incompleto conseguiu mais de 430 milénio jogadores simultâneos.

Enquanto muitos jogos AAA completos lutam para chegar a 100 milénio.

Se isso não prova o poder de um bom jogo indie, eu não sei o que prova.


Enquanto isso, o outro lado da história também trouxe um pormenor curioso.

A Bungie pediu para que os sites aguardem até o final de março para publicar análises de Marathon.

O motivo?

Segmento do teor endgame só será liberado na segunda metade do mês.

Ou seja, a teoria é que as análises levem em consideração a experiência completa.

Agora vamos trasladar isso para a língua gamer:

“Calma aí que o jogo ainda vai melhorar.”

E olha… isso acontece bastante hoje em dia.

Jogos modernos frequentemente chegam com teor sendo liberado gradualmente.

A diferença é que agora isso acontece enquanto outro jogo já está quebrando recordes ao lado.


Essa história também reforça uma tendência que vem acontecendo há anos.

Jogos AAA gigantes continuam dominando marketing e trailers cinematográficos.

Mas jogos indie frequentemente conseguem um tanto que verba não compra:

um gameplay absurdamente viciante.

O primeiro Slay the Spire já era um fenômeno.

Ele praticamente definiu o gênero de deckbuilding roguelike moderno.

E agora a sequência parece estar repetindo a fórmula.

Enquanto isso, Marathon tenta encontrar seu espaço em um mercado de shooters que já tem concorrentes gigantes.

Entre eles:

  • Escape from Tarkov

  • Apex Legends

  • Destiny 2

Ou seja…

não é exatamente um gênero fácil de dominar.


Se existe uma prelecção nessa história toda, ela é simples:

No mundo dos games, ideias boas ainda valem mais que orçamento gigantesco.

Slay the Spire 2 prova isso novamente.

Um jogo de cartas, com estética simples e mecânicas extremamente muito pensadas, conseguiu atrair centenas de milhares de jogadores no lançamento.

Enquanto isso, Marathon ainda está tentando encontrar seu público.

E isso não significa que Marathon seja um fracasso.

Muito longe disso.

Mas mostra que o mercado de games continua imprevisível.


Se essa história fosse um filme dos anos 80, seria um tanto assim:

  • o estúdio AAA chega com um tanque de guerra

  • o estúdio indie aparece com um estilingue

  • e somehow… o estilingue ganha

E no termo das contas isso é ótimo para os jogadores.

Porque significa que o que realmente importa continua sendo:

um jogo recreativo.

Mesmo que ele seja feito por um estúdio pequeno…

E mesmo que ele custe uma fração do orçamento de um AAA.


💾 RumbleTech avisa:

Quando um jogo em aproximação antecipado bate 430 milénio jogadores simultâneos, fica evidente que um tanto muito notório foi feito.

E quando isso acontece no mesmo dia que um shooter AAA chega ao mercado…

bom…

digamos que a ironia da situação escreve a manchete sozinha.

Fonte

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