Sonic Wings Reunion revive Aero Fighters com nostalgia

Sonic Wings Reunion revive Aero Fighters com nostalgia

6 minutos 20/10/2025

Por RumbleTech — o último dos arcades, o primeiro a reclamar do preço

Lá vem mais um revival tentando ressuscitar a era dourada dos fliperamas, e o tio cá, com o joystick no pescoço e o moca amargo do lado, já tá pronto pra ver no que vai dar. O nome da vez é SONIC WINGS REUNION, ou pra quem é das antigas, Aero Fighters, aquele clássico dos anos 90 em que a gente colocava ficha, escolhia uma nave com faceta de caça da OTAN e rezava pra não tomar um míssil na fuça antes da temporada dois.

E olha… depois de 26 anos sem ver um jogo novo da franquia, eu tava pronto pra soltar um “agora vai!”. Mas o que recebi foi mais um “ok, foi lícito, mas podia ter sido mais barulhento”.

👴 Nostalgia nível fliperama da rodoviária

Pensa comigo: quando o faceta da VulgarKnight diz que é o primeiro jogo novo da série em mais de duas décadas, você já imagina aquele barulhinho de explosão estéreo saindo dos alto-falantes mono do arcade. E é justamente isso que SONIC WINGS REUNION tenta entregar — nostalgia pura, sem filtro, sem açúcar e sem manual de 40 páginas pra entender o meta.

O enredo é aquela verso que todo shoot ’em up respeita: tem uma organização chamada Fata Morgana querendo dominar o mundo (óbvio), e cabe a você, um piloto com faceta de que não dorme há três dias, impedir o apocalipse a base de tiros, power-ups e chefões que ocupam metade da tela.

Zero de “dramas existenciais” ou “tramas complexas sobre o significado da guerra” — isso cá é pólvora, metal e revérbero. É o tipo de jogo que o moleque de 10 anos em 1995 entenderia perfeitamente sem precisar ler tutorial.

💥 Primeiros minutos: bonito, rápido e com cheiro de nostalgia

O jogo começa com aquele visual limpo, naves reluzentes e explosões caprichadas. Zero que vá fazer você chorar de emoção, mas bonito o suficiente pra manifestar “venustidade, dá pra ir sem óculos de sol”.

A trilha sonora é outro ponto positivo — mistura temas clássicos da série com novos arranjos, e o resultado é aquele feeling de “voltei pro fliper, mas agora o som é estéreo e o possuidor colocou air fryer no balcão”.

O visual tem aquele ar de “arcade moderno”, com cenários inspirados em cidades reais tipo Tóquio e Novidade Iorque. Bonito? Sim. Mas também um tanto… genérico. Tipo aquele faceta que tenta te vender nostalgia em 4K, mas você percebe que o charme do macróbio tava justamente nas falhas do tubo de imagem.

🕹️ Jogabilidade: clássica até demais

Se você jogou Aero Fighters 2, Strikers 1945 ou qualquer outro shmup vertical, você já sabe o que te espera. Move a nave, desvia dos tiros, coleta power-ups e detona chefes que parecem ter saído de um catálogo da Capcom de 1998.

A jogabilidade é responsiva, os tiros têm peso, e o ritmo é satisfatório — até perceber que o jogo dura murado de 30 minutos.

E, olha, concordo com o cidadão. Porque o jogo custa o preço de três almoços executivos e te entrega o tempo de um lanche no pausa do trabalho.

Ou por outra, senti falta de uma injeção de adrenalina. Cadê o modo repto? Cadê o boss rush? Cadê o “agora sim vou mostrar pra esse jogo quem manda”? Zero. É só o essencial: campanha, ranking online e pronto.

😏 Sarah Connor pilotaria isso

Tem oito pilotos jogáveis, cada um com sua nave e poderes únicos. É aquele tipo de escolha que te faz pensar que o jogo tem mais profundidade do que realmente tem. Mas, na prática, é só um reskin com tiro dissemelhante e uma animação novidade no próprio.

É tipo escolher personagem no Street Fighter II e perceber que no termo você só vai dar hadouken até o controle suar.

E já que estamos falando de estilo, o jogo tem aquela pegada “militar meets anime”, com personagens caricatos, frases engraçadinhas e umas cutscenes que parecem saídas de VHS nipónico. E isso, meus amigos, é o tipo de charme que só quem jogou Metal Slug até o termo entende.

💸 O problema: preço de nave, duração de drone

Eis cá o grande elefante no cockpit: o preço. No Steam, o pessoal ficou entre o paixão e a revolta. O resumo das análises? “Lícito, mas custoso demais”.

E não é que o jogo seja ruim — ele é jocoso, polido, e tem espírito. Só que custa uma vez que se fosse um AAA retrô. É tipo comprar um fusca 1972 restaurado e perceber que ele ainda não tem ar-condicionado.

Pra mim, o Sonic Wings Reunion é um caso clássico de “o coração tá no lugar notório, mas o bolso chora”.

💣 Comparações inevitáveis

Quando a gente fala de revival de shmup, inevitável lembrar de Ikaruga, Jamestown+, R-Type Final 3 e até os moderninhos tipo Crimzon Clover. Todos esses pegaram a fórmula clássica e adicionaram camadas de rejogabilidade, modos extras, online, coop, etc.

Cá, o Reunion joga seguro demais. É quase um remake do mesmo, sem tentar mudar o jogo. E eu entendo — os devs quiseram preservar o DNA da série, mas acabaram entregando um resultado que parece ter pânico de errar.

É tipo ver o tiozão que tocava guitarra nos anos 80 e hoje só toca as mesmas três músicas no churrasco. É bom? É. Mas a gente sabe que ele poderia aventurar um solo novo.

☕ O momento reflexão do tio Rumble

Terminando o jogo, encostei o controle e fiquei olhando pra tela de ranking pensando: “Caramba, eu esperava mais”. A nostalgia bateu potente, sim. Mas o palato que ficou foi de que eu tinha voltado a 1995, só que com conta de luz pra remunerar e menos paciência pra grindar pontos.

O jogo é uma vez que aquele companheiro que você reencontra depois de 20 anos — a conversa é boa, as risadas vêm, mas depois de meia hora todo mundo percebe que já contou as melhores histórias.

Pra quem é fã da série original, é um mimo. Pra quem chegou agora, pode parecer um indie caríssimo.

🧠 Batendo asas para não voar

SONIC WINGS REUNION é um daqueles jogos que aquecem o coração, mas não derretem o cérebro. Ele cumpre o que promete: nostalgia, explosões e um punhado de chefes grandalhões. Só que para o mundo moderno, avezado a roguelikes, modos infinitos e atualizações constantes, ele parece um cartucho bonito, mas com teor de demo estendida.

Se fosse um título de 89 pilas, eu aplaudiria de pé. Mas por 160 pilas, o velho Rumble cá prefere investir num título com mais teor e/ou mais longo tipo sei lá, coletânea de jogos arcade que tem por aí — coisas que, no mínimo, duram mais do que 30 minutos de troada airado.

  • Trilha sonora maravilhosa, mistura nostalgia e som moderno com estilo
  • Visual limpo e matizado, com naves e explosões dignas de fliperama high-end
  • Jogabilidade responsiva, direta ao ponto — zero frescura
  • Ótima pedida pra quem nutriz shmups clássicos e quer uma sessão rápida
  • Retorno de uma franquia que muitos achavam morta

Contras:

  • Duração curtíssima, parece um demo de luxo
  • Preço salso demais pro que oferece
  • Falta de modos extras e incentivos pra rejogar
  • Personagens e história sem carisma marcante
  • Não traz nenhuma inovação real pro gênero

Nota Final: 6/10

Sonic Wings Reunion é aquele jogo que você respeita, joga com sorriso nostálgico, mas desinstala depois do almoço. É bom ver a série viva de novo, mas falta tempero — e pelo preço, eu esperava mais pimenta no motor. Enquanto isso, eu sigo cá, leal ao meu PCzão de guerra, voando a 240 fps em ultrawide, sem remunerar o preço de um PS5 pra jogar fliperama osco de jogo novo.

Fonte

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