SPINE chega em 2027 e quer transformar cada tiroteio numa cena que John Wick assistiria tomando notas

SPINE chega em 2027 e quer transformar cada tiroteio numa cena que John Wick assistiria tomando notas

6 minutos 27/08/2026

Existe uma diferença importante entre jogar um shooter e ver a um bom filme de ação.

No shooter, eu entro numa sala.

Vejo oito inimigos.

Me escondo detrás de uma caixa.

Dou três tiros.

Recarrego.

No cinema, o sujeito entra deslizando por uma mesa, arranca a arma do primeiro inimigo, usa o carregador para convencionar o segundo, atira no terceiro enquanto dá uma cotovelada no quarto e termina tudo antes de o copo que estava no balcão chegar ao soalho.

SPINE quer ser o segundo caso.

A Nekki aproveitou o Future Games Show da Gamescom 2026 para vulgarizar um novo trailer de seu jogo de ação cinematográfico e confirmar que SPINE será lançado durante o inverno brasiliano de 2027 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, colocando a estreia em qualquer momento entre junho e setembro.

Uma versão para Nintendo Switch 2 também está planejada, mas a Nekki informou ao Gematsu que ela chegará depois do lançamento inicial.

Logo sim.

O gun-fu vem.

Só precisamos esperar mais um pouco para estrear a destruir mobília com elegância.

Assista o trailer clicando aqui.

SPINE é gun-fu mesmo, não exclusivamente jogo com arma e soco

A Nekki está usando “Gun Fu” praticamente uma vez que identidade do projeto.

E faz sentido.

SPINE é um jogo single-player focado em narrativa e combate de curta intervalo, misturando tiros, golpes físicos, esquivas, parries e movimentos cinematográficos numa sequência contínua. A própria desenvolvedora descreve o projeto uma vez que uma tentativa de colocar o jogador dentro de um filme de ação.

A protagonista é Redline, uma artista de rua rebelde que vive em Tensor City.

Depois que um roubo envolvendo a máfia dá espetacularmente incorrecto, ela perde praticamente tudo, incluindo o irmão. Para encontrá-lo, Redline acaba ligada a Spine, um implante de combate senciente que possui personalidade própria.

Portanto temos:

pequena rebelde,

cidade cyberpunk,

irmão sequestrado,

IA opressora,

implante que conversa,

arma na mão.

Faltou exclusivamente chuva permanente e alguém vendendo macarrão numa viela iluminada por neon para completar o certificado solene de cyberpunk.

Tensor City é formosa. Só não tente ter direitos civis

O mundo de SPINE acontece depois de um colapso ecológico.

Tensor City foi construída por uma lucidez sintético para preservar a humanidade, mas, uma vez que todo projeto tecnológico que começa com “vamos otimizar a sociedade”, aparentemente as coisas ficaram meio desconfortáveis.

A cidade utiliza um sistema de Social Rating que determina oportunidades, empregos e até quem terá entrada a recursos básicos. A população fica dividida entre a sofisticada New City e a decadente Old City.

Ou seja, o algoritmo literalmente decide se você merece jantar.

Finalmente encontramos uma emprego ainda pior para recomendação automatizada.

Redline vive nas regiões mais pobres e acaba entrando numa guerra contra esse regime.

No novo trailer aparece pela primeira vez Judge, governante supremo de Tensor City, além de personagens uma vez que Edda Kopp, Malady e os Children of Tensor, guerreiros equipados com Spines próprios.

Isso também responde uma pergunta importante:

não, Redline não será a única pessoa com um implante capaz de transformar combate em videoclipe.

Os inimigos aprenderam o truque também.

Ótimo.

O novo trailer finalmente mostra mais do sistema de combate

O vídeo da Gamescom apresenta ataques direcionais, esquivas, parries e interações com o envolvente.

É justamente essa última segmento que mais labareda atenção.

Redline não luta exclusivamente contra os inimigos.

Ela luta usando o lugar inteiro.

Parede.

Mesa.

Objeto.

Corrimão.

Provavelmente a garantia de qualquer estabelecimento mercantil deixa de viver mal ela entra pela porta.

A teoria da Nekki é fazer as arenas servirem uma vez que ferramentas, evitando que cada combate vire exclusivamente uma sequência de inimigos esperando educadamente sua vez de colher.

Também aparecem novos chefões e ambientes muito diferentes, incluindo laboratórios subterrâneos, penhascos e uma luta em cima de um trem em subida velocidade.

Porque jogo de ação cinematográfico sem luta em cima de trem deveria receber multa.

É legislação básica.

Parry com arma de queimação é o tipo de maluquice que eu quero ver funcionando

O problema desses jogos muito coreografados é sempre o mesmo.

Trailer é maravilhoso.

Trailer pode trinchar.

Trailer pode escolher a jogada perfeita.

Trailer nunca precisa mostrar o sujeito errando parry cinco vezes e morrendo para o guarda número três.

A grande pergunta sobre SPINE continua sendo:

quanto dessa coreografia realmente está nas mãos do jogador?

A Nekki diz que cada confronto deve permitir diferentes estilos e combinações de combate. A empresa também vem trabalhando numa interface chamada Spine Vision, projetada pelo próprio implante e pensada para manter informações importantes na tela sem interromper a ação. A interface muda conforme a relação entre Redline e Spine evolui durante a história.

Isso é interessante.

Porque se o jogo conseguir fazer o jogador improvisar naturalmente, ele pode ter alguma coisa privativo.

Se tudo depender de estreitar o botão indicado exatamente quando a tela manda…

aí não estamos fazendo gun-fu.

Estamos preenchendo formulário muito rapidamente.

As animações são segmento medial da tecnologia

A Nekki está desenvolvendo SPINE na Unreal Engine 5, mas também usa sua própria tecnologia de animação chamada Cascadeur.

O Cascadeur é um software criado pela própria empresa para animação 3D, com ferramentas assistidas por IA voltadas a poses, física e movimentos de personagens.

Isso explica por que o combate parece tão preocupado com transições.

Em SPINE, animação não é exclusivamente retoque.

É mecânica.

O jogo precisa passar de soco para tiro, de tiro para esquiva e de esquiva para finalização sem Redline parecer um boneco mudando abruptamente de animação dentro da Unreal.

A desenvolvedora também revelou recentemente que as expressões faciais da protagonista usam motion capture da própria atriz de voz, inclusive para reações durante situações de combate.

Sim.

Agora até a face que você faz enquanto alguém atira em você precisa ser tecnologicamente precisa.

A inspiração em John Wick não é nem um pouco escondida

A influência dos filmes modernos de gun-fu é evidente, principalmente John Wick e Matrix.

E existe uma conexão ainda mais engraçada.

A Nekki já revelou uma colaboração músico com Le Castle Vania, compositor responsável por músicas usadas em momentos marcantes da franquia John Wick. Segundo o estúdio, foi o próprio músico quem entrou em contato depois de ver ao material de SPINE.

Quando o compositor de John Wick olha para seu videogame e pensa:

“Posso colocar música nisso?”

acho que você recebeu oficialmente a carteirinha do gun-fu.

Pelo menos a história terá final

Outro pormenor interessante confirmado pela Nekki é que SPINE contará uma história completa sobre Redline.

A trama envolvendo a procura pelo irmão terá um fechamento dentro do próprio jogo, embora o estúdio veja potencial para continuar explorando esse universo futuramente.

Obrigado.

Depois de alguns anos de jogos terminando com:

“Descubra o resto na Temporada 14”

uma história com primícias, meio e término está começando a parecer feature premium.

SPINE tem tudo para ser absurdamente risonho, se o controle seguir o trailer

SPINE chega no inverno brasiliano de 2027 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, enquanto a versão de Switch 2 está prevista para depois.

Estou bastante curioso.

O noção funciona.

A estética funciona.

As animações são ótimas.

O novo trailer mostra muito mais variedade de inimigos, cenários e movimentos.

Mas esse é um daqueles jogos que só teremos certeza quando viver um controle na mão.

Porque o objetivo é complicado.

A Nekki não quer exclusivamente fazer você vencer uma luta.

Ela quer que você pareça extremamente competente enquanto vence.

E existe uma diferença enorme.

John Wick entra numa sala e elimina quinze pessoas usando duas armas, uma mesa e um lápis.

Eu entro na mesma sala e provavelmente recarrego por ilusão na frente do primeiro inimigo.

Se SPINE conseguir esconder minha completa falta de talento e ainda fazer aquilo parecer coreografia de cinema…

aí sim teremos tecnologia de próxima geração.

Fonte

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