Stage Tour chega em dezembro com Metallica, Slipknot e mais

Stage Tour chega em dezembro com Metallica, Slipknot e mais

4 minutos 26/08/2026

Tem jogo que você joga sentado, quietinho, com postura digna.

E tem jogo músico.

Esse você começa dizendo “vou só testar no Médio”, e cinco minutos depois está em pé na sala, errando nota, suando, fazendo rosto de guitarrista lendário e fingindo que o sofá é uma plateia lotada.

Stage Tour quer trazer exatamente essa força de volta.

A RedOctane Games divulgou um novo trailer de jogabilidade durante a gamescom Opening Night Live, confirmou lançamento para 10 de dezembro de 2026 e já deixou muito evidente o recado: os jogos de ritmo com guitarra, bateria, vocal e vergonha alheia controlada não morreram. Só estavam afinando nos bastidores.

O game chega para PC, PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e Xbox Series, com uma promessa muito poderosa para quem sente saudade da era Guitar Hero e Rock Band: mais de 90 músicas oficialmente licenciadas, cobrindo seis décadas de rock e pop, com bandas uma vez que Metallica, The Rolling Stones, Red Hot Chili Peppers, blink-182, Paramore e Slipknot.

No trailer mostrado na gamescom, a música escolhida para escoltar o proclamação da data foi “Kickstart My Heart”, do Mötley Crüe.

E, sinceramente, escolha perfeita.

Porque se tem uma música que parece expressar “levanta desse sofá e finge que sabe tocar”, é essa.

Assista o trailer clicando aqui.

Stage Tour quer ser sucessor místico da febre dos jogos musicais

A presença da RedOctane Games já carrega peso emocional.

RedOctane foi um nome profundamente ligado à história de Guitar Hero, e Stage Tour claramente quer conversar com aquele público que ainda guarda guitarra de plástico no armário uma vez que se fosse relíquia arqueológica.

Mas o jogo também precisa falar com gente novidade.

Por isso, a proposta não fica presa só à guitarra. Será provável jogar com guitarra solo, guitarra base/grave, bateria, vocais, teclado de PC e controle, com modos Arcade de 4 e 5 pistas.

Isso é importante porque nem todo mundo vai comprar periférico logo de rosto. Teclado e controle abrem a porta para curiosos. Já a guitarra, a bateria e o microfone chamam quem quer a experiência completa, aquela coisa de montar margem na sala e desenredar que ninguém sabe trovar no tom.

O jogo terá dificuldades Fácil, Médio, Difícil e Expert, além de Expert Plus para bateria.

Ou seja, teremos dois públicos.

O público “quero me divertir”.

E o público “quero destruir minha coordenação motriz por orgulho”.

Ambos são válidos.

Mais de 90 músicas é um início potente

Um jogo músico vive de setlist.

Pode ter menu bonito, personagem customizável e palco pleno de luz, mas se a lista de músicas não empolga, acabou.

Stage Tour chega prometendo mais de 90 faixas licenciadas no lançamento, abrangendo seis décadas. Isso dá espaço para clássicos, rock moderno, pop punk, metal, nostalgia e algumas escolhas inesperadas.

Metallica e Slipknot já colocam peso.

blink-182 e Paramore trazem aquele lado emo/pop punk que muita gente ainda finge que superou.

The Rolling Stones dão pedigree.

Red Hot Chili Peppers têm música com grave que já nasce pedindo risca divertida.

E a página solene ainda cita que o catálogo continuará crescendo depois do lançamento por DLC.

Aí mora o risco.

Porque jogo músico com DLC boa vira buraco financeiro com trilha sonora.

Você compra uma música.

Depois outra.

Depois pacote de margem.

Depois percebe que gastou mais que um pedal real usado.

Mas pelo menos está feliz.

Mais ou menos.

Guitarras Gibson, Epiphone e Kramer são carinho para colecionador

Outro pormenor potente é a parceria com marcas reais.

Stage Tour terá mais de 180 guitarras autênticas das marcas Gibson, Epiphone e Kramer para desbloquear e colecionar dentro do jogo.

Isso é um mimo enorme para quem gosta de instrumento.

Mesmo que a pessoa não toque guitarra de verdade, reconhecer modelos famosos dá um sabor próprio. É aquela fantasia de subir ao palco com uma guitarra linda, mesmo que na vida real você esteja segurando um controle de plástico e tentando não perder o combo.

Também haverá bundles físicos com guitarra sem fio, bateria e microfone. O pacote mais barato com jogo e guitarra aparece por US$ 129,99 na pré-venda, enquanto o pacote mais custoso, com jogo, guitarra, microfone e bateria completa, sai por US$ 349,99 em valor promocional.

Ainda não é informação sobre preço brasiliano, portanto calma.

Mas mostra que a RedOctane está levando o lado físico da experiência a sério.

Magali comenta

Stage Tour chega em um momento muito bom.

A nostalgia por jogos musicais está potente, mas não basta somente expressar “lembra de Guitar Hero?”. O jogo precisa entregar setlist boa, periféricos confiáveis, modos acessíveis e aquela sensação mágica de errar nota rindo com amigos.

A promessa é ótima: mais de 90 músicas, bandas enormes, guitarra, grave, bateria, vocal, teclado, controle, multiplayer e instrumentos licenciados.

Uma vez que Magali, eu estou animada demais.

Porque jogo músico tem uma alegria muito específica. Ele não pede só habilidade. Pede performance. Pede excesso. Pede aquele drama de tocar Metallica no Expert uma vez que se a humanidade dependesse do seu dedinho cansado.

Se Stage Tour atingir o ritmo, pode ser uma volta linda para um gênero que deixou saudade.

Agora me desculpem…

vou ali procurar minha guitarra de plástico antiga, tirar 14 anos de poeira e fingir que ainda lembro uma vez que passar de uma música no Expert.

Não lembro.

Mas o importante é tocar com sentimento.

E talvez com pulseira no punho.

Fonte

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