Início » Tales of Berseria Remastered – Análise – Vale a Pena – Review

Tales of Berseria é um dos jogos mais aclamados da franquia, a versão remasterizada chega prometendo melhorar os visuais e com uma qualidade de vida melhor para os jogadores mais acostumados com jogos modernos. Mas será que o jogo realmente vale a pena? É o que vamos desvendar na estudo de hoje.
Apesar dessa ser uma estudo de um remaster de um jogo já lançado a muito tempo, eu nunca tinha jogado o Berseria original, logo a estudo terá grande foco em tudo que o jogo tem a oferecer porquê se fosse o primeiro lançamento, e depois isso falarei das principais diferenças entre a versão de PS4 e PS5.
O jogo acompanha a história de Velvet, uma moçoila que vivia uma vida pacifica com seu irmão mais novo e de repente tudo é virado ao avesso, logo de faceta o que me chamou atenção foi o tom da história e a forma porquê ela conduz os acontecimentos, que é muito dissemelhante do que estamos acostumados a ver em JRPGs clássicos. Velvet Crowe não começa sua jornada porquê uma protagonista clássica, carismática e otimista. Ela é movida por raiva, sofrimento e um objetivo muito evidente: encontrar Artorius, o varão que destruiu sua vida.
Sua vida pacífica é destruída quando Artorius sacrifica seu irmão mais novo em um ritual ligado à praga dos demônios, que transforma humanos em monstros. A partir daí, Velvet sobrevive transformada em uma Therion, com um braço infernal capaz de lambear outras criaturas. Esse evento define o rumo da narrativa e o tom do jogo inteiro, o mundo de Berseria é mais cruel, mais pesado e menos imaginoso no sentido ligeiro que boa segmento dos JRPGs costumam explorar, principalmente os da era desse jogo.
Esse tom mais adulto funciona porque o jogo não recua diante do sofrimento da protagonista. Velvet não é uma personagem moldada para aprazer o tempo inteiro, ela toma decisões duras, age com frieza e em vários momentos parece próxima de se perder completamente na própria preocupação. Isso faz dela uma protagonista muito mais interessante do que o padrão do gênero, sua evolução não acontece por meio de viradas simplistas, mas pela convívio com o restante do grupo e pelo confronto regular com os próprios sentimentos.

E é justamente no elenco de personagens que Tales of Berseria Remastered acerta em pleno. O grupo que acompanha Velvet está longe de ser somente um grupo geral, cada integrante adiciona uma categoria importante à narrativa, seja porquê contraponto moral, seja porquê consolação cômico ou porquê ponto emocional. Rokurou, Eizen, Magilou, Eleanor e Laphicet ajudam a lastrar a jornada, e a química entre eles torna a façanha mais rica.
Artorius também funciona muito muito porquê opositor porque sua visão de mundo não é simplesmente maligna por obstinação. Existe uma lógica por trás de suas ações, e isso fortalece o conflito medial, colocando ainda mais a Velvet porquê uma protagonista “vilã (ou anti-herói) por acidente”. Essa construção do vilão é um dos grandes méritos do jogo, em vez de um inimigo genérico que quer destruir tudo, Artorius representa uma ideologia. Ele enxerga as emoções porquê nascente do caos e acredita que a humanidade precisa furar mão de segmento de sua natureza para depreender segurança. Essa visão entra em choque direto com a trajetória de Velvet, que é uma personagem dominada por emoções extremas, fazendo com que o confronto entre os dois seja memorável e prenda o jogador do inicio ao termo.

Já na gameplay, Tales of Berseria Remastered apresenta um sistema de combate rápido, hostil e pleno de possibilidades. A movimentação é fluida, os combos são satisfatórios e existe bastante espaço para experimentação. O jogo trabalha com árvores de combos e artes configuradas em sequência, permitindo montar estilos de luta de concórdia com a preferência do jogador. A teoria cá é clara: incentivar ritmo, leitura de guerra e adaptação ao invés de simples apertos aleatórios de botões.
É evidente que por se tratar de um jogo lançado originalmente para PS3, alguns aspectos do combate não envelheceram tão muito porquê a câmera e o sistema de lock-in de inimigo do jogo. Dito isso, os resquícios do seu próprio tempo são mínimos e Tales of Berseria acaba sendo um jogo extremamente competente no combate até para os dias de hoje, sinto porquê se estivesse jogando uma versão estilizada de Devil May Cry 3 ou Bayonetta, que até hoje são excelentes jogos.
Cada personagem também oferece possibilidades distintas de controle. Rokurou é eficiente em contra-ataques, Eleanor mistura ataque e resguardo, Eizen trabalha muito com pressão ofensiva e elementos, enquanto outros membros têm estilos mais específicos. Essa variedade ajuda a dar profundidade ao sistema e reforça uma das graças do jogo que é testar diferentes formas de jogar dentro do mesmo grupo.

Fora das batalhas, Tales of Berseria Remastered também mantém sistemas paralelos agradáveis, porquê culinária, expedições e colecionáveis espalhados pelos mapas. São mecânicas que ajudam a produzir sensação de progressão e oferecem pequenas recompensas constantes. Zero disso reinventa a experiência, mas contribui para manter a façanha mais variada. O sistema de expedições, em próprio, funciona muito porquê atividade complementar e encaixa o tema de navegação e invenção de forma simples, mas eficiente.
O ponto mais fraco do jogo é sem dúvidas exploração e design das dungeons. Os cenários e estruturas das dungeons estão longe de ser memoráveis, o level design é capital, os ambientes raramente surpreendem e existe uma sensação regular de que os mapas servem mais porquê passagem do que porquê espaço interessante para ser explorado. Falta identidade visual em muitas áreas, e a estrutura das dungeons dificilmente empolga, os puzzles são simples demais, e o progresso em vários trechos parece automático. Para um jogo tão potente em história e personagens, o mundo em si deixa uma sensação muito menos marcante e prejudica a experiência.

Mas ao pesquisar mais a fundo sobre porquê era a versão original, é justamente aí que a remasterização parece ajudar um pouco mais. Embora não pareça ser uma atualização revolucionária no paisagem gráfico, ela entrega melhorias práticas que tornam a jornada melhor de jogar hoje. O aumento na velocidade de movimentação deixou os corredores menos tediosos, a coleta de itens ficou menos travada, os indicadores de objetivo ajudam na navegação e a opção de tentar novamente em batalhas facilita bastante a vida de quem joga em dificuldades maiores.
Ao botar lado a lado a versão de PS4 com a de PS5, você verá poucas diferenças visuais, a remasterização nesse sentido não muda muito. O que o remaster realmente faz é aditar qualidades de vida importante e trazer o jogo para mais plataformas modernas, porquê o Switch 2 e Xbox que não tinham nenhuma versão do jogo. Sou um patrono de sempre atualizar jogos antigos desde que os originais ainda estejam disponíveis, mas uma coisa que faltou para a Bandai foi pelo menos oferecer um caminho de upgrade pagando pouco (ou upgrade gratuito mesmo) nas plataformas que já tinham o original e que você tinha uma transcrição na conta.

Apesar de não ser uma recomendação fácil para quem já jogou o original, Tales of Berseria Remastered é uma recomendação obrigatória para quem vai experienciar a história de Velvet pela primeira vez. A história é fascinante e vai te prender do inicio ao termo, o combate é muito recreativo e os personagens são todos legais. O level design acaba segurando o verdadeiro potencial do jogo, mas nem de longe vai impedir de mostrar que apesar de não ser perfeito em tudo, é um dos melhores JRPGs que já tive o prazer de jogar.
Estudo feita com uma chave para Playstation 5 cedida pela publisher.
Tales of Berseria Remastered se destaca pela história sombria de Velvet, com personagens fortes e um tom mais adulto que foge do padrão dos JRPGs. O combate continua muito recreativo, rápido e variado, mesmo com alguns sinais da idade em câmera e lock-on. A exploração e as dungeons são o ponto mais fraco, com mapas simples e pouco marcantes. No termo, o remaster vale muito a pena para quem nunca jogou, mas entrega poucas novidades para quem já conhecia o original.

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