Início » The Legacy é promissor, mas parece amaldiçoado por bugs

Até parece promessa de campanha política. No término, você é o rostro que volta pra vila amaldiçoada e descobre que o verdadeiro monstro é a falta de polimento.
Ahhh, The Legacy, da Second Reality… Um jogo de sobrevivência e horror cooperativo que tenta ser “sombrio, atmosférico e referto de segredos”.
E realmente, ele é sombrio — no sentido de que às vezes você não enxerga zero nem sabe o que tá acontecendo.
Lançado em outubro de 2025, o game te coloca no papel de um sujeito que volta pra sua terreno natal amaldiçoada pra enfrentar uma negrume antiga. É tipo o tio que volta pra cidadezinha do interno depois de 30 anos e descobre que o bar do Zé fechou, a terreiro tá abandonada e a maldição agora é a internet 4G.
O enredo é aquele clássico do gênero: “um mal velho caiu sobre a terreno, e você e seus bravos amigos precisam salvar o que restou”. Zero de novo, mas ok, funciona.
Você e seus companheiros voltam pra região dos Cárpatos (porque é evidente que tem que ser na Europa do Leste, né? Nenhum lugar feliz acontece ali). A teoria é desvendar o que causou essa treta sobrenatural e impedir que a negrume engula o mundo.
Legítimo, né? Pena que a narrativa parece ter sido escrita com a mesma emoção de um manual de micro-ondas. Tem potencial, tem clima, mas falta psique. E olha que o jogo se labareda The Legacy — era pra ter legado, mas até agora só deixou legado de bug.
The Legacy mistura elementos de craft, exploração e horror cooperativo. Você coleta recursos, constrói ferramentas, caça comida, enfrenta criaturas e tenta não morrer glacial ou comido vivo.
A segmento cooperativa é o que mais labareda atenção — dá pra jogar com amigos, o que sempre ajuda a transformar o desespero em comédia. Porque zero é mais jocoso do que ver seu camarada ser atacado por um monstro pixelado enquanto você grita “eu te avisei!”.
Mas sejamos honestos: o jogo ainda parece um protótipo ávido demais pra perna que tem. Os controles são meio travados, a física parece feita em um feriado, e o sistema de inventário…
Faceta, eu lucro que já usei planilha do Excel com interface mais intuitiva.
Tem horas em que você tenta interagir com um pouco e o jogo te ignora. Outras, você quer percorrer e o personagem resolve filosofar sobre a vida e anda vagarosamente, porquê se tivesse completo de manducar feijoada.
E o pior: o ritmo é estranho. Um momento você tá enfrentando uma pessoa do inferno, no outro tá catando lenha porquê se fosse o The Sims: Edição Rústico Maldita.
O jogo se vende porquê horror cooperativo, mas a maior segmento do pavor vem da engine tentando não explodir.
Às vezes o som omissão, a textura some, e de repente o monstro aparece atravessando a parede igual o Gasparzinho depois de um Red Bull. E quando tudo tá funcionando, a ambientação até é bacana — florestas escuras, vilas abandonadas, aquele clima de “você devia estar dormindo, mas resolveu tolerar”. Só que o jogo insiste em te lembrar que ainda tá em período de incremento.
Zero mata mais o terror do que ver uma pessoa demoníaca travar na parede enquanto o som de suspense corta do zero.
O modo cooperativo é o ponto mais interessante, e também o mais bugado. Funciona melhor quando todos estão no mesmo espírito: “vamos rir pra não chorar”. Dá pra montar acampamento, dividir tarefas, explorar em grupo… e se desesperar juntos quando o servidor resolve te desconectar no meio de uma fuga. O jogo tem boas ideias de sinergia entre jogadores — tipo um cuida da fogueira, outro faz crafting, outro vigia os monstros.
Mas ainda falta refinamento pra transformar isso em um pouco realmente jocoso e fluido.
Atualmente, parece mais uma sessão de terapia em grupo com monstros participando por Zoom.
Graficamente, The Legacy é bonito — pra um jogo indie. As paisagens são muito feitas, a iluminação dá aquele tom “sinistro e poético”, e os efeitos climáticos funcionam. Dá pra sentir o insensível, o vento, o pavor e o remorso de ter clicado em “comprar”.
O som é eficiente quando quer ser — trilhas discretas, ruídos ao fundo, gritos distantes — mas às vezes o áudio buga e parece que alguém deixou uma britadeira ligada na floresta. Se você joga de fone, prepare-se pra pular da cadeira… não por pavor, mas porque o volume do monstro subitamente triplica.
O jogo quer te punir, mas ainda não decidiu se vai fazer isso com estilo ou só com irritação. A sobrevivência depende de gerenciamento de recursos, combate e atenção. Você precisa caçar, coletar, se aquecer e se proteger.
É uma rotina clássica de survival, mas falta estabilidade. Tem momentos que o jogo te enche de recursos, e outros em que você morre de insensível em dois minutos porque o RNG não te deu lenha.
Os inimigos variam entre assustadores e ridículos. Tem pessoa que parece saída de um pesadelo, e outras que parecem um boneco de posto com gastrite.
As avaliações na Steam já dizem tudo: o jogo está com reviews “mistas”, beirando os 59% positivos. E o motivo é evidente — bugs, otimização e teor restringido. Durante as partidas, você nota texturas piscando, IA confusa, e aquele tipo de erro que parece te olhar e expor: “ué, você achou que isso tava pronto?”.
Mas, pra ser justo, dá pra ver que o estúdio tá tentando. Atualizações estão saindo, patches estão sendo lançados, e há boa vontade. Só que boa vontade não segura o leme se o navio tá furado.
The Legacy é aquele tipo de jogo que parece ter sido feito por um grupo de gente apaixonada por horror, mas que ainda tá aprendendo a fazer o moca antes do susto. Tem potencial, tem coração, mas precisa urgentemente de tempo, patches e terapia técnica. Se você curte survival cooperativo e não se importa com tropeços, pode valer a pena entrar agora pra ver o incremento do jogo. Mas se você espera uma experiência sólida, com narrativa possante e gameplay refinado… Melhor esperar o próximo patch, ou o próximo exorcismo.

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