The Rogue Prince of Persia passa de 1 milhão de jogadores

The Rogue Prince of Persia passa de 1 milhão de jogadores

5 minutos 22/08/2026

Roguelite da Evil Empire completa um ano desde a versão 1.0 e prepara atualização de natalício para setembro; número inclui jogadores do Game Pass e outras assinaturas, portanto calma antes de transformar um milhão em vendas

Tem uma coisa formosa acontecendo com Prince of Persia.

Depois de anos em que a Ubisoft parecia zelar a franquia naquela gaveta escrita:

“VER DEPOIS.”

vieram The Lost Crown e The Rogue Prince of Persia, dois jogos 2D completamente diferentes tentando lembrar ao mundo que o Príncipe existia antes de virar sujeito musculoso correndo por parede em 3D.

E agora The Rogue Prince of Persia ultrapassou a marca de 1 milhão de jogadores desde o início de sua jornada em Entrada Antecipado. Para comemorar, a Evil Empire prepara uma Atualização de Natalício para 17 de setembro, chegando simultaneamente a todas as plataformas.

Bonito.

Agora coloquem uma música pérsico emocionante.

Só não escrevam:

“UM MILHÃO DE CÓPIAS VENDIDAS.”

Porque não é isso.

Um milhão de jogadores, não de vendas

Penacho jornalístico antes da sarau.

O número divulgado é de jogadores, acumulados desde que The Rogue Prince of Persia entrou em Early Access em maio de 2024.

E existe uma diferença importante.

O jogo entrou no Game Pass quando a versão 1.0 chegou em agosto de 2025, além de também estar disponível através do Ubisoft+. Portanto, uma parcela desse público acessou o título por assinatura, sem necessariamente comprar uma imitação individual.

Isso diminui o feito?

Não.

Um milhão de pessoas ainda abriu o jogo.

É bastante gente.

Só não vamos empregar aquela matemática criativa:

1 milhão x preço da Steam = Ubisoft comprou a Lua.

Contador sofre quando jornalista faz isso.

E esse Príncipe teve uma juventude complicada

Quem viu The Rogue Prince of Persia no primórdio talvez tenha estranhado bastante se retornar hoje.

O projeto começou em Entrada Antecipado com uma direção artística muito dissemelhante, incluindo aquele Príncipe de pele roxa que imediatamente fez metade da internet perguntar se Thanos tinha parentes na Pérsia.

Em novembro de 2024, a gigantesca atualização The Second Act reformulou visual, personagens, cenários e progressão, adicionando biomas, chefes e praticamente dobrando o teor existente naquele estágio.

Foi Early Access funcionando uma vez que deveria.

Não:

“Compre nosso jogo incompleto e talvez a gente termine.”

Mas:

“Compre nosso jogo incompleto e diga onde estamos fazendo besteira.”

Há diferença.

O 1.0 finalmente chegou em agosto de 2025

A versão completa foi lançada em 20 de agosto de 2025 para PC, PS5 e Xbox Series X|S, já entrando no Game Pass. Depois, em dezembro, chegaram versões para Nintendo Switch e Switch 2.

Na forma atual, são mais de 100 armas e medalhões, fases geradas proceduralmente, modificadores de dificuldade, eventos aleatórios e aquela estrutura clássica do roguelite:

você entra;

faz build maravilhosa;

fica esperançoso;

morre para alguma coisa idiota;

fala:

“Última tentativa.”

Duas horas depois ainda está jogando.

A Evil Empire conhece esse tipo de doença.

É o estúdio que passou anos trabalhando em teor de Dead Cells.

Os sujeitos sabem exatamente onde fica o botão “só mais uma run” no cérebro humano.

E 2026 não ficou parado

No primórdio deste ano, a equipe revelou um roadmap com mais duas grandes atualizações gratuitas.

A primeira mexeu no ritmo das horas iniciais, adicionou teor, maior dificuldade, novos medalhões e mudanças nos biomas para explorar melhor o parkour. A seguinte trabalhou principalmente o endgame e outras atividades para quem já havia subjugado a campanha.

Naquela era, o estúdio já dizia estar quase chegando ao milhão de jogadores e comemorava uma melhora considerável na recepção do público desde a era do Early Access.

Agora passou.

Vagarosamente.

Sem virar fenômeno viral.

Sem 17 milhões de downloads em três dias.

Mas passou.

E sinceramente?

Tem um pouco simpático nisso.

Sobre a atualização de natalício: ninguém sabe ainda

A única informação solene realmente concreta por enquanto é:

17 de setembro.

Todas as plataformas.

Atualização de natalício.

Término.

A Evil Empire ainda não revelou o teor. Mais detalhes serão apresentados posteriormente.

Logo amanhã certamente teremos:

“NOVO PERSONAGEM?”

“DLC?”

“BIOMA?”

“PRÍNCIPE ORIGINAL?”

“CROSSOVER COM RAYMAN?”

Calma, Silvio.

O desenvolvedor nem terminou o post.

Pode ser teor grande.

Pode ser balanceamento.

Pode ser alguma surpresa.

Pode ser um chapéu de natalício.

No momento todos possuem exatamente a mesma quantidade de informação:

quase nenhuma.

É bom ver Prince of Persia encontrando espaço de novo

Talvez esse milhão importe por outra razão.

Prince of Persia passou muito tempo vivendo praticamente da memória de The Sands of Time.

Agora temos The Lost Crown mostrando que a série funciona muito muito uma vez que metroidvania e The Rogue Prince of Persia provando que parkour, combate acrobático e roguelite também combinam.

Não precisou transformar tudo em mundo desobstruído de 180 horas.

Não precisou planta com 3.400 interrogações.

Não precisou torre para revelar região.

Sim, Ubisoft.

Eu também estou surpreso.

The Rogue Prince of Persia é menor, rápido, estiloso e foi ficando melhor porque a Evil Empire aparentemente entendeu uma coisa revolucionária:

quando jogador reclama durante Early Access…

às vezes vale a pena escutar.

Um milhão de pessoas passaram por ali.

Não sabemos quantas compraram.

Não sabemos quantas terminaram.

E certamente algumas instalaram pelo Game Pass, morreram três vezes e foram jogar outra coisa.

Normal.

Mas para um projeto que começou modesto, passou por uma reformulação visual enorme e precisou encontrar sua identidade diante do público, é um belo marco.

Agora vem a atualização de natalício.

E espero que seja boa.

Porque depois de dois anos morrendo, voltando, correndo pela parede e recomeçando…

esse Príncipe finalmente aprendeu que a melhor habilidade permanente de um roguelite é sobreviver à própria planilha da publisher.



Fonte

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